Terra de Vera Cruz

Os descobridores portugueses colocaram este nome ao Novo Mundo, ao tocar pela primeira vez as costas do nordeste do território atual do Brasil.

Segundo a carta escrita por Pero Vaz de Carminha, com data de 1 de maio de 1500, foi a primeira porção de terra avistada pelos portugueses.

Recebeu os topônimos adicionais de Ilha de Vera Cruz, Terra da Santa Cruz e Terra da Verdadeira Cruz, nomes com o objetivo claro de definir o projeto de propagação da fé.

Estas novas terras finalmente ficariam conhecidas como Brasil pela característica da abundância da madeira denominada pau-brasil pelos lusitanos.

Os descobridores portugueses colocaram este nome ao Novo Mundo, ao tocar pela primeira vez as costas do nordeste do território atual do Brasil (Autor: Imagem em domínio público)

Os descobridores portugueses colocaram este nome ao Novo Mundo, ao tocar pela primeira vez as costas do nordeste do território atual do Brasil (Autor: Imagem em domínio público)

Foi na segunda armada enviada para encontrar o trajeto das Índias que Pedro Álvares de Gouveia (Cabral), com partida no mês de março do mesmo ano, que os navegantes portugueses estabeleceram contato com os indígenas tupiniquins.

Com uma esquadra dentre 1200 e 1500 homens, divididos em 13 velas (9 naus, 3 caravelas e 1 nave de mantimentos), estava constituída por soldados, escrivães, agentes comerciais, cosmógrafos, vários membros de comunidades religiosas e alguns indianos que se desempenhariam como intérpretes no intercâmbio.

As Primeiras Relações em Terra de Vera Cruz

Os primeiros contatos com a comunidade autóctone foram cordiais e sem violência.

A troca de objetos e a mediação dos intérpretes que estavam com os marinheiros portugueses facilitaram as ações de relacionamento.

Procurou-se também um lugar de destaque com o fim de erguer uma enorme cruz feita de madeira nativa, como sinalização para as armadas vindouras, mas, ao mesmo tempo para dar ênfase na conotação religiosa das expedições, organizando assim uma procissão com a cruz, armas e as divisas reais, seguindo-se a continuação com a celebração da cerimônia litúrgica.

Concluídos os ritos protocolares de posse e ritual religioso, procedeu-se a enviar de retorno para Lisboa a nave de mantimentos, desta vez com os presentes dados pelos indígenas e algumas espécies animais próprias do território.

A nave realizou na viagem de volta um reconhecimento e medição do terreno explorado, confirmando assim que a descoberta, dada sua extensão superior a 150 léguas, era em realidade um continente e não uma ilha, como se acreditava primeiramente.

Gaspar de Lemos, o comandante desta nave, atingiu o porto de Lisboa no mês de Julho e logo de dar notícia ao Rei dos acontecimentos, este decidiu manter em segredo o assunto até obter as informações pertinentes sob os limites, dado que esta descoberta poderia trazer choques e discussões de tipo diplomático com Castela.

Morte do Sucessor na Terra de Vera Cruz

Nos meados do mês de julho o Rei recebeu a notícia do falecimento do seu filho, D. Miguel da Paz, único herdeiro do monarca. Este acontecimento diferiu e condicionou as decisões pertinentes da coroa a respeito das novas terras no Novo Mundo, até o ano seguinte, depois de tomar as medidas relacionadas e solicitar a união dos dois reinos com o casamento de D. Manuel I com a Infanta D. Maria, filha dos Reis Católicos da Espanha.

Dentre outras, o Rei destacou o envio de uma terceira armada da Índia, comandada pelo navegante João da Nova e financiada pelo banqueiro florentino Bartolomeu Marchioni, residente em Lisboa e financiador da primeira armada de Cabral. O principal fim desta nova expedição marítima era o de reforçar a soberania portuguesa nas terras recém-descobertas.

Por outro lado, o governante dispôs uma frota de três caravelas para determinar os limites destas terras, com o intuito segredo de definir a verdadeira potencialidade econômica do território explorado.

A descoberta da Terra da Santa Cruz por parte do reino de Portugal só foi divulgada para os Reis Católicos quase um ano depois, em uma carta redigida com uma linguagem cautelosa e ambígua, logo depois da visita diplomática do representante da coroa espanhola, onde solicitava dissipar os rumores sobre o achado português em territórios com possível influência castelã.

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