Teresa de Aragão

Imagem de Teresa de Aragão (Autor: Imagem em domínio público)

Imagem de Teresa de Aragão (Autor: Imagem em domínio público)

Conhecida como Teresa de Aragão, era filha ilegítima do Rei Afonso VI de Leão e Castela e Ximena Moniz, nobre castelhana filha da Condessa Mumadoma Moniz e de Munio Moniz de Bierzo, Conde de Bierzo.

Foi educada por sua madre e seu avô materno, junto com sua irmã Elvira.

Pressume-se que nasceu em 1080 e se tem certeza de que morreu em 1130.

Foi Infanta do Reino de Leão e foi a primeira Condessa do Condado de Portucale.

O Rei Afonso VI seu padre, deu-a em casamento ao nobre francês D. Henrique de Borgonha, dada sua ajuda para reconquistar os territórios invadidos pelos muçulmanos.

Para o casamento realizado em 1093, o Rei doou-lhes o [[Condado de Portucale]] dependente do [[Reino de Leão]], sendo nomeados Condes.

Tiveram descendência, mas só sobreviveram para sua sucessão quatro mulheres, Urraca, Sancha e Teresa e um varão, de nome Afonso Henriques, que posteriormente seria o fundador do Reino de Portugal e seu primeiro rei, conhecido como D. Afonso I, O Conquistador.

Teresa de Aragão Rainha de Portugal

Com a repentina morte de Henrique em 1112 e dada a minoridade do seu sucessor direito o seu filho D. Afonso Henriques, D. Teresa passou a governar o Condado de Portucale, assinando a partir de 1117 como “Ego regina Taresia de Portugal regis Ildefonsis filha” e se assumindo logo em 1121 como Rainha por direito próprio e com a anuência do Papa, sua irmã D. Urraca de Leão e Castela e pelo seu sobrinho D. Afonso de Leão e Castela.

Tentando continuar a linha política do seu marido, aliou-se com o nobre Fernão Peres de Trava pertencente à mais poderosa das casas de Galiza. Seguindo estes preceitos e influenciada pela Família Peres de Trava, pretendia a independência  face a Reino de Leão, em regência de sua meia-irmã D. Urraca de Leão e Castela, mas também buscando o alargamento do seus domínios.

Foi atacada pelo exército de D. Urraca, que conseguiu que suas forças armadas recuaram obrigando-a a se desterrar e encerrar no Castelo de Lanhoso, onde firmou o Tratado do mesmo nome com o fim de manter o governo do Condado Portucalense.

Logo da morte de D. Urraca, Peres de Trava continua com a aliança, sendo motivo de desgosto com a nobreza do Condado e com seu próprio filho, D. Afonso Henriques.

Esta insurreição contra o governo castelhano-leonês foi conhecida como o levantamento galaico-português, acontecida por volta de 1116 e que buscava proteger e defender os direitos e a autonomia de Afonso Raimundes, coroado Rei de Galiza.

Retoma de D. Afonso Henriques

Assim, seguindo os conselhos do Arcebispo Paio Mendes de Braga, o jovem D. Afonso procura a defesa dos seus domínios e é armado cavaleiro e além, como preparação para a luta contra sua mãe junta os nobres portucalenses para a causa de retomar a soberania que lhe pertencia, derrotando-a na Batalha de São Mamede localizado perto de Guimarães, luta acontecida em 1128 e assumindo o governo do seu condado.

Com esta vitória o Infante não só acabou com os planos de poder de D. Teresa, mas também do Bispo de Santiago de Compostela, Diogo Gelmires que igualmente cobiçava os domínios do condado.

Vida e Morte no Exílio

Já refugiada em Galiza, não existem dados comprovados de se foi detida no Castelo de Lanhoso por ordem do filho D. Afonso ou se escolheu o exílio por decisão própria no Mosteiro de Montederramo aonde veio a falecer anos depois.

Hoje existem indícios da ordem de desterro ordenada por D. Afonso Henriques para ela e Fernão Peres de Trava, logo de fazê-los prisioneiros.

Logo de sua morte, os seus restos mortais foram reconduzidos para Portugal por ordem do já Rei de Portugal, e foram levados à Sé de Braga onde repousam junto com os de seu marido, o Conde  Henrique de Borgonha.

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Publicado em Rainhas de Portugal
Um comentário sobre “Teresa de Aragão
  1. luisa santana disse:

    que história linda , na verdade é a fundação de Portucale? Então , era da familia Leaõ , e depois , de Tereza Aragão . acho que é por isso, que nos sentimos ,tanto espanhóis e também portugueses.

    Essa informações, são relevantes ,no sentido , do resgate dos valores da pátria, e dos símbolos familiares, o quanto , tudo é importante, para formar e fortalecer , o sentimento patriótico.

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