Sé Catedral de Lisboa

A Sé Catedral de Lisboa nem sempre foi conhecida por este nome sendo noutros tempos apelidada de Igreja de Santa Maria Maior. A sua construção foi da responsabilidade de D. Afonso Henriques e o seu início remonta ao ano de 1150, após três anos da conquista da cidade aos mouros.

O local escolhido para a sua construção foi o ponto onde já existia uma antiga mesquita que pertencia àquele que foi o primeiro bispo de Lisboa, conhecido pelo nome de Gilbert de Hastings.

Os três terramotos sentidos na capital de Portugal e que danificaram a cidade não pouparam esta igreja conferindo-lhe também alguns prejuízos materiais. Após os citados danos, a Sé de Lisboa, foi remodelada ao longo dos anos de forma a apresentar-se hoje como é conhecida.

O esquema da sua construção, que se verificou desde 1150 até aos primeiros anos do século XIII, era muito semelhante ao da Sé de Coimbra que se compunha por três naves, um trifório, um transepto saliente e uma cabeceira tripartida. No entanto, e graças às suas remodelações, esta obra não ficou para sempre com as iniciais caraterísticas dando-se algumas importantes transformações como foi o caso da construção, a norte da entrada da Sé, da Capela de Bartolomeu Joanes, da construção do claustro dionisino e ainda de uma cabeceira com deambulatório. A construção deste último elemento foi da responsabilidade de D. Afonso IV de forma a servir todo o seu panteão familiar.

Caraterísticas Arquitetónicas da Sé Catedral de Lisboa

A sé de Lisboa que hoje se pode mirar é já uma incorporação de estilos que foram associados ao longo dos séculos. O seu interior continua apresentando três naves de seis ramos cada onde a sua nave central se encontra coberta por uma abóbada de canhão e as suas laterais por algumas abóbadas de aresta. Em quase todo o seu perímetro superior pode observar-se um falso trifório.

A Sé Catedral de Lisboa nem sempre foi conhecida por este nome sendo noutros tempos apelidada de Igreja de Santa Maria Maior. A sua construção foi da responsabilidade de D. Afonso Henriques (Autor: Concierge.2C)

A Sé Catedral de Lisboa nem sempre foi conhecida por este nome sendo noutros tempos apelidada de Igreja de Santa Maria Maior. A sua construção foi da responsabilidade de D. Afonso Henriques (Autor: Concierge.2C)

A já citada cabeceira foi substituída durante os reinados de D. Afonso IV e D. João I. No centro deste exemplar arquitetónico podia ver-se um cruzeiro que fora provavelmente iluminado por uma torre lanterna que foi destruída no terramoto de 1755. A sua fachada principal era constituída por duas torres sineiras e por uma rosácea que lhe conferia um ar romântico.

Quanto ao seu escudo interior é bastante simples e austero e já pouco resta das obras de embelezamento que haviam sido mandadas fazer por D. João V durante a primeira metade do século XVIII.

Orgãos da Sé Catedral de Lisboa

Os órgãos existentes no interior desta catedral são três e são de diferentes períodos da história da sua existência. O que conta com mais anos está ao lado do Evangelho e a sua construção é da responsabilidade de Joaquim António Peres Fontanes e do ano de 1785. Ao lado da Epístola encontrava-se um segundo órgão parecido com o primeiro e que foi recentemente transferido para o Panteão Nacional mais propriamente nos anos 60 dando lugar ao novo órgão Flentrop.

Este último órgão referido foi mandado construir por D. A. Flentrop no ano de 1964 tendo em 2012 sofrido uma restauração.

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Um comentário sobre “Sé Catedral de Lisboa
  1. Antonio Jorge Ribeiro Serra disse:

    Extraordinária a sua construção e beleza arquitetónica

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