Revolta do Manuelinho

Dado no ano de 1637, a Revolta do Manuelinho foi um movimento popular também conhecido como as Alterações de Évora ou o Motim de Évora, na região do Alentejo central, em Portugal.

Este levantamento civil forma parte de uma sucessão de atos de insurreição designados como motins de fome por parte dos portugueses contra a Dinastia Filipina, dadas as difíceis condições de vida e o aumento dos impostos ordenados pelo domínio castelhano na zona desde 1580, convertendo-se no movimento de sublevação mais importante que iria culminar na Guerra de Restauração da independência portuguesa, desatada nos anos posteriores entre 1640 e 1668.

Antecedentes da Revolta do Manuelinho

O rei de então, D. Filipe III, outorgou poderes plenipotenciários a Gaspar Felipe de Guzmán, Conde de Olivares e Duque de Sanlúcar la Mayor.

Este, exercendo como Primeiro-ministro ordenou uma série de drásticas medidas económicas com o fim de obter recursos para subvencionar os diferentes conflitos contra a Holanda, Reino Unido e a França, entre outros, países que tentavam quebrar a hegemonia da Espanha na política e na economia europeias.

Foi neste contexto histórico que o povo, descontente com as medidas políticas e econômicas dispostas pelo império espanhol, começou a se amotinar.

No ano de 1628, eclodiu no Porto a revolta conhecida como o “Motim das Maçarocas”, em contra do imposto gravado do linho fiado. Neste distúrbio, as fiandeiras sublevadas atacaram às pedradas a Francisco de Lucena, que era o encarregado de cobrar a taxa do novo imposto.

Dado no ano de 1637, a Revolta do Manuelinho foi um movimento popular também conhecido como as Alterações de Évora ou o Motim de Évora, na região do Alentejo central, em Portugal

Dado no ano de 1637, a Revolta do Manuelinho foi um movimento popular também conhecido como as Alterações de Évora ou o Motim de Évora, na região do Alentejo central, em Portugal

Já no ano 1631, o governo decretou também o pago da metade do salário anual (meia-anata) dos funcionários públicos do estado. Pela mesma época, estabeleceu o monopólio estatal sobre o sal, assim como a criação de um novo imposto sobre a água, já existente em Lisboa, mas agora generalizado a todo o território português, conhecido como o Real de água.

O Povo de Évora e a Revolta do Manuelinho

Perante a indignação geral pelas medidas econômicas adotadas no reino, o povo de Évora se decidiu pela desobediência civil frente aos representantes do governo, neste caso o Corregedor André de Morais Sarmento e o desrespeito às instituições religiosas, na figura do Arcebispo.

Com o intuito de começar a revolta incitando aos eborenses, apareceram na cidade uns panfletos onde os revoltosos responsáveis assinaram sob o nome de Manuelinho, conhecido demente da região e contando com o apoio da Ordem dos Jesuítas da Universidade de Évora. Desta forma os impulsionadores do movimento, que ao que parece, eram o Escrivão e o Procurador do povo, ficavam protegidos pelo anonimato.

A multidão enfurecida atacou e queimou os livros dos assentos onde eram anotadas as contribuições, exigindo o fim do governo da Dinastia Filipina e o retorno de uma dinastia portuguesa no mando do governo.

Consequências da Revolta do Manuelinho

Rapidamente o movimento impulsionou por todo o país novas insurreições em outras localidades do Alentejo, do Algarve e em algumas povoações do Minho, em cidades como Portel, Faro, Albufeira, Vila Viçosa, Setúbal e Viana do Castelo, dentre outras, até conseguir atingir a cidade de Porto.

Se bem o movimento revolucionário do Manuelinho foi reprimido pelas tropas castelhanas só até princípios de 1638, sem conseguir a queda do governo filipino em Lisboa, este foi o antecedente principal para o nascimento de um grupo nacionalista português conhecido como Os Conjurados, constituídos por ao redor de cinquenta homens pertencentes à classe nobre, militar e clerical de Portugal, todos sob as ordens de João Pinto Ribeiro.

Este grupo dirigiria o povo lusitano para a vitória da revolução, onde finalmente aclamariam a D. João IV, da Dinastia de Bragança, como novo soberano do território português, restaurando sua independência do império espanhol, dando inicio a quarta e última dinastia portuguesa.

Dado no ano de 1637, foi um movimento popular também conhecido como as Alterações de Évora ou o Motim de Évora, na região do Alentejo central, em Portugal.

Este levantamento civil forma parte de uma sucessão de atos de insurreição designados como motins de fome por parte dos portugueses contra a dinastia Filipina, dadas as difíceis condições de vida e o aumento dos impostos ordenados pelo domínio castelhano na zona desde 1580, convertendo-se no movimento de sublevação mais importante que iria culminar na Guerra de Restauração da independência portuguesa, desatada nos anos posteriores entre 1640 e 1668.
Antecedentes

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Um comentário sobre “Revolta do Manuelinho
  1. sara costa disse:

    maravilhoso , ajudou imenso!!!!!!!

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