Praça da Batalha (Porto)

A Praça da Batalha está situada entre as freguesias da Sé e de Santo Ildefonso, no centro da cidade do Porto, na sua Baixa, em Portugal.

A Praça da Batalha tem como ruas afluentes a Rua de Augusto Rosa, de Alexandre Herculano, de Entreparedes, de Santo Ildefonso, de Santa Catarina, de 31 de Janeiro, da Madeira e do Cimo da Vila, bem como a Travessa do Cimo de Vila.

Para ter acesso à Praça da Batalha, pode viajar-se na Estação de São Bento ou nas linhas do elétrico n.º 22, 207, 400 e 904.

Origem do Nome da Praça da Batalha

Na origem do nome, acredita-se que estejaa sangrenta batalha entre os sarracenos de Almançor e os habitantes da cidade do Porto, que foram derrotados, o que ocasionou a destruição total desta cidade. Este acontecimento terá tido lugar no século X.

Um esquadrão da Guarda Republicana, em 13 de Fevereiro de 1919, colocou um ponto final na denominada Monarquia do Norte, a Junta Governativa.

A Praça da Batalha está situada entre as freguesias da Sé e de Santo Ildefonso, no centro da cidade do Porto, na sua Baixa, em Portugal (Autor: Nuno Morão)

A Praça da Batalha está situada entre as freguesias da Sé e de Santo Ildefonso, no centro da cidade do Porto, na sua Baixa, em Portugal (Autor: Nuno Morão)

Já em 1927, as forças republicanas liberais, que se tinham revoltado em 3 de fevereiro, ficam entrincheiradas na praça, tendo sido obrigadas a submeterem-se ao general Passos e Sousa.

História da Praça da Batalha

Junto da Capela de Nossa Senhora da Batalha, no ângulo sudoeste da praça atual, ficava localizada a Porta do Cimo de Vila da Muralha Fernandina. A muralha foi demolida no século XVIII, tendo a zona sofrido transformações.

Na parte oriental da praça, observa-se um palacete brasonado que terá sido mandado construir, no fim do século XVIII, por José Anastácio da Fonseca, cavaleiro da Casa Real.

Aquando do cerco do Porto, os proprietários da facção de D. Miguel abandonaram o palacete. Na sequência disso, lá instalou-se o governo liberal. Foi utilizado por diversas instituições públicas e para hospital de sangue.

Aqui, foi internado Bernardo de Sá Nogueira, o Marquês de Sá da Bandeira, depois de ter sido gravemente ferido, do que resultou a amputação do seu braço direito.

Foi devolvido aos seus donos, em 1842.

Em 1861, o palácio ficou cerca de um metro mais alto que o pavimento da praça, quando a câmara mandou terraplanar o largo, pelo que a câmara indemnizou o proprietário. Esse dinheiro serviu para rebaixar o pavimento do palácio.

No século XX, foi Estação central dos Correios, Telégrafos e Telefones.

Em 2009, o edifício foi vendido ao grupo hoteleiro Hotel Dona Inês.

Atrativos da Praça da Batalha

Localizados na Praça da Batalha, que apresenta uma configuração muito irregular, estão:

– A estátua de D. Pedro V, de 1866, cuja autoria é de Teixeira Lopes, pai, situada no centro da praça. É um monumento artisticamente modesto que representa a afeição do monarca pela cidade;

– O Palácio da Batalha, que é um palacete abrasonado do final do século XVIII, na parte nascente da praça;

– O Teatro Nacional São João, edificado de 1911 a 1920, num projeto de Marques da Silva, situado na parte sul da praça. Foi edificado no lugar onde existiu o famoso teatro de ópera com o mesmo nome, destruído por um incêndio em 1908;

– Em direção à Rua de Santo Ildefonso, localizou-se o antigo cinema Águia D´Ouro, agora desativado. Também há o  Cine-Teatro Batalha, de 1947, num projeto de Artur Andrade, situado na parte nascente da praça, que substituiu o antigo cinema High-Life, no ângulo da praça;

– A Igreja de Santo Ildefonso, reconstruída em 1730, com uma fachada ornamentada por azulejos da autoria de Jorge Colaço, de 1932, situada na parte norte da praça;

– Destacam-se diversos cafés e hotéis, à entrada da Rua Cimo de Vila, no lado poente.

A Praça da Batalha na Atualidade

Nos anos 80 do século XX, a Praça da Batalha sofreu uma completa remodelação.

Contudo, o projeto previa que fosse uma zona exclusiva para peões, o que não se concretizou, constituindo uma área onde circula trânsito.

Foi, durante muitos anos, um dos nós de trânsito mais importantes, mas encontra-se liberta, através da criação de percursos alternativos.

Imagens da Praça da Batalha

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