Portugal e a Ditadura Salazarista

O golpe desencadeado pelas forças armadas, em 1926, instaurou em Portugal, uma ditadura militar, tal como acontecia noutros países da Europa (Autor: Biblioteca de Arte-Fundação Calouste Gulbenkian)

O golpe desencadeado pelas forças armadas, em 1926, instaurou em Portugal, uma ditadura militar, tal como acontecia noutros países da Europa (Autor: Biblioteca de Arte-Fundação Calouste Gulbenkian)

O golpe desencadeado pelas forças armadas, em 1926, instaurou em Portugal, uma ditadura militar, tal como acontecia noutros países da Europa.

Contudo, a instabilidade política e os problemas económicos persistiram o que fez agravar o défice orçamental e a dívida externa do país. Foi neste contexto de grande instabilidade que o general Óscar Carmona foi eleito Presidente da República em 1928.

Ao entrar na presidência, Carmona convidou António Oliveira Salazar, professor na Universidade de Coimbra, para ministro das finanças. Este aceitou o lugar, na condição de supervisionar os ministérios e de ter direito de veto sobre os aumentos das despesas.

Salazar conseguiu aumentar em muito o valor das receitas do país, graças à redução das despesas da Saúde, Educação, dos funcionários públicos e de outras despesas.

Desde logo ele é considerado o salvador da Nação, tendo conseguido um imenso prestígio.

O seu poder incidia em criar um estado forte, que garantisse a ordem, o que não se verificava no período da Primeira República, entre 1910 a 1926.

Para ele um estado forte devia assentar essencialmente no reforço do poder executivo, em que seria o seu chefe. Assim, substituía-se um pluralismo partidário por um partido único e abolia-se os sindicatos livres.

Em primeiro lugar, Salazar, defendia a preservação de valores tradicionais tais como Deus, Pátria e Família, de modo a formar uma sociedade educada e com bons princípios de moral.

O estado forte caracteriza-se ainda pelo imperialismo colonial e nacionalismo económico, à semelhança de Mussolini e de Hitler.

Em 1933, foi nomeado Presidente do Conselho, começando desde logo a preparar o texto da futura Constituição.

A nova Constituição foi promulgada em Abril de 1933 e pôs fim ao período da ditadura militar. Desde então, iniciou-se um novo período de ditadura a que o próprio Salazar chamou de Estado Novo.

A nova constituição mantinha eleições por sufrágio universal directo e reconhecia as liberdades e os direitos individuais. No entanto, estes direitos estavam subordinados aos direitos da Nação.

Com este novo regime, proclamado por Salazar, o poder do Governo sobrepunha-se ao da Assembleia Nacional e o seu poder ao do Presidente da República.

O poder era de tal modo repressivo, que as liberdades individuais, de imprensa, de reunião e direito à greve foram seriamente restringidas.

A influência de Salazar dominava todos os sectores da vida portuguesa, em que o período do Estado Novo é, muitas vezes, denominado de “salazarismo.”

Em 1936, além de chefiar o Governo, Salazar era titular da pasta das Finanças da guerra e dos Negócios Estrangeiros.

A Legião portuguesa que caracteriza o fascismo, bem como a Mocidade portuguesa, usavam uniformes próprios e adoptaram a saudação romana.

Os direitos dos cidadãos foram muito limitados, bem como as suas liberdades. Em 1926 tinha sido instituída a censura aos meios de comunicação social, teatro, cinema, rádio e televisão. Ela visava supervisionar todos os assuntos políticos, religiosos e militares.

O seu objectivo era impedir a divulgação de actividades contra o governo, bem como escândalos de vária ordem. Alguns livros eram proibidos e impedia-se a opinião pública livre. De modo que, podemos dizer que tudo era controlado.

Havia ainda, neste regime, uma polícia política com funções de repressão de crimes políticos criada em 1933.

A característica PIDE utilizava a tortura, física e psicológica, para obter confissões e denúncias, mandava prender, opositores ao regime, violava correspondência e invadia residências. Possuía ainda uma grande rede de informadores nas escolas, no trabalho e nos centros de convívio.

Todos estes meios do período salazarista ajudaram a consolidar o poder de Salazar e a manter a ordem. O ensino era controlado através da adopção de manuais únicos que ensinavam os valores do Estado Novo.

Assim, no tempo da ditadura Salazarista, até mesmo a mente das pessoas era influenciada pelos ideais da política salazarista.

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Publicado em Estado Novo, Últimos
13 comentários sobre “Portugal e a Ditadura Salazarista
  1. zé da goiaba disse:

    pitoka hahahahaha

  2. zé da goiaba disse:

    ops pirokaaa

  3. zé da goiaba disse:

    hahahahahahahahhahahhhhaa

  4. zé da goiaba disse:

    uma bosta mais deu pro gasto fiz um trabalho de booooa

  5. GAY disse:

    AHHHHH GAYYYYYYYYY!!!! :P

  6. thatahp disse:

    ótimo texto, muito informativo e claro!

  7. Luc Honorez disse:

    Muito obrigado pelo informação!

  8. Miuda loira disse:

    Só acho que deviam explicar porquê? !!!!!!

  9. Maria Cardoso disse:

    Muito informativo ajudou mito para realizar um trabalho de historia sobre a ditadura salazarista ou estado novo.
    vou deixar-vos a minha opinião: que poderiam ter falado mais sobre António de Oliveira Salazar.

  10. Nuno de Almeida Ramos. disse:

    Se o POVO PORTUGUÊS e o Sr. António Rodrigues soubessem um pouco da história do mundo e sobretudo, do vosso próprio país, só dos últimos 200 anos, talvez percebessem que, sem o Estado Novo, Corporativista (e não fascista), talvez já não existisse Portugal!?

    Pois, antes do Estado Novo (1933-1974) e da Ditadura Militar e Nacional (1926-1933), Portugal VIVEU 92 anos em DEMOCRACIA (1834-1926)!!!

    A democracia foi implementada pela FORÇA das ARMAS ESTRANGEIRAS da Quadrupla-Aliança, CONTRA a VONTADE do POVO português em 1834!!!

    E, a partir dessa triste data, foi SEMPRE A ROUBAR E DESTRUIR O PAÍS. Retiraram ao POVO o poder que este sempre tivera de se governar a si mesmo nos Municípios. Acabaram com os últimos vestígios da Monarquia em 1910 e uma sucessão de roubos, assassinatos e destruição (pois todos queriam o PODER ABSOLUTO para roubar mais e melhor), levou a que o Presidente da República José Mendes Cabeçadas implementasse a DITADURA MILITAR (1926-1928) para PARAR A DESTRUIÇÃO e o ROUBO!!!

    Seguiu-se-lhe Óscar Carmona com a Ditadura Nacional (1928-1933) que, nesse ano de 1933 dá início ao ESTADO NOVO Corporativista (1933-1974) e entrega o poder ao Professor Doutor António de Oliveira Salazar para que este TENTASSE SALVAR O QUE RESTAVA DE PORTUGAL.

    E assim foi feito, Salazar recupera a economia nacional, paga as dívidas e começa a amealhar aquela que viria a ser a segunda maior reserva de ouro mundial. Em Abril de 1974, o Estado Português detinha no Banco de Portugal, 50 MILHÕES de CONTOS em dinheiro. 866 Toneladas de Ouro.

    Possuía ainda, à parte de Portugal Continental os Territórios Ultramarinos de Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, Cabinda, Cabo Verde, São Tomé, Príncipe, Timor-Leste, Macau, Madeira e Açores. A economia CRESCIA 11,5% ao ANO, não devia NADA a ninguém e o desemprego era quase virtual.

    43 anos de DEMOCRACIA depois, o que tem Portugal e o seu povo!??

    Fomos espoliados das maiores parcelas de terreno que possuíamos, DESAPARECERAM quase 500 toneladas de Ouro, o dinheiro desapareceu TODO. Incluindo os milhões que vieram da C.E.E. durante anos a fio. E temos miséria e dívidas “para dar e vender”, tanto assim que até os recém-nascidos já vêem a dever cerca de € 24.600,00 ao Estado Português absolutista-democrático. :(
    Dirão os bebés: «Então mas eu só abri os olhos e inspirei uma só vez, como posso já dever € 24.600,00!?? Responde o Ministro das Finanças: Shiuu, PAGA e CALA-TE JÁ!!!».

    EM SUMA, se a democracia fosse algo de bom, NUNCA TERIA SIDO NECESSÁRIO o Estado Novo Corporativista para salvar o país dos 92 anos de democracia em que Portugal viveu desde 1834 até 1926!!!

    Mas, como o POVO NÃO ESTAVA SATISFEITO, concordou em dar, pelo menos mais 92 anos à Maçonaria, para ROUBAR e ESCRAVIZAR todo um país e um povo!!! :(

    Não desesperem, JÁ SÓ faltam mais 50 ANOS!!! :(

    -LOUCURA, É REPETIR OS MESMOS ERROS VEZES SEM CONTA E ESPERAR RESULTADOS DIFERENTES DE CADA UMA DESSAS VEZES. :(

  11. Bentzion disse:

    Salve Salazar. Companheiro Nuno, tudorelatou acimA SINTETIZADO, POIS SE FÔSSEMOS ENUMERAR tudo de ruim QUE ESSA ”DEMOCRACIA” lATROCIDA DE MASSA FEZ DE RUIM A pORTUGAL E EM ESPECIAL A NOSSA ÁFRICA PORTUGUESA E A SEUS POVOS PRETOS, MULATOS, BRANCOS, INDIANOS E AMARELOS CHINESES EM ESPECIAL QUE LÁ HABITAVAM, TRABALHAVAM, INVESTIRAM, PRECISARIAMOS DE UM ROLO DE KILOMÉTRICO DE PERGAMINHO VIRTUAL. SALAZAR, SAUDADES ETERNAS Z’L… QUEM VIU NOSSO PORTUGAL NA ALTURA E O VÊ AGORA, APENAS ”MAQUIADO” E COM BOTOX,PERUCA, ANABOLIZANTES ENDIVIDADO, DROGADO, DOENTE, CORROMPIDO e compara-o com aquele império sólido, lindo, abarrotado de ouro, sem dívidas, cheios de industrias próprias, educação e liceus de altíssimo nível dos gloriosos , soberenos, e independente tempos do magnífico Estado Novo, sente e berra aos prantos !!! Salve Salazar, saudades eternas z’l

  12. Joana Luís disse:

    Sr. Nuno, é verdade que os cofres estavam cheios. Mas a população não vive só de cofres cheios. Hoje podemos viver com dificuldades financeiras, mas temos liberdade, de quase tudo. Além do que, naquela altura, grande parte da população vivia na miséria. Passavam fome e viviam com medo. Aliás, ninguém diz que a Democracia é a melhor opção, contudo, não podemos negar que, mesmo ela sendo governada por maus políticos, quase nunca cai, é consistente, contrariamente aos regimes ditatoriais, que têm sempre os dias contados, mais tarde ou mais cedo.
    Nem tudo é culpa do regime. A nossa política é uma reflexão de nós mesmos, quanto cidadãos. Se queremos melhor, teremos de fazer melhor.

  13. Guilherme Santos disse:

    Acho que é a pior coisa do mundo
    Adeus

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