Péricles

(n. h. 495-Atenas, 429 a.C.). Estadista ateniense. No fim das guerras com a Pérsia, teve início a época de esplendor de Atenas, que Péricles soube levar até ao mais alto em matéria de arte e cultura.

História de Péricles

Filho do democrata Jantipo e de Agaristé, pertencente a uma nobre família, esteve rodeado desde os seus primeiros anos de eminentes figuras da cultura ateniense.

Anaxágoras, Damão de Oa e Zenão de Elea foram os seus maestros. Juntamente com o chefe do partido democrático, cargo que ele ocuparia mais tarde, enfrentou o aristocrata Címon (463), ao qual tentou condenar ao ostracismo sem o conseguir.

Em 443 dirigia já os destinos de Atenas. Partidário nos primeiros anos de dominar os Estados e cidades vizinhas por meio das armas, depois da paz de Cálias (449), que pôs fim às guerras com a Pérsia, e da paz dos Trinta Anos com a Esparta, preferiu uma política de paz que lhe permitiu consagrar-se ao desenvolvimento de Atenas e a garantir a sua hegemonia cultural e, sobretudo, económica.

Criou a Confederação Helénica, da que Esparta não fez parte.

Péricles (Autor: Imagem em domínio público)

Péricles (Autor: Imagem em domínio público)

Esta exclusão e a constante ameaça externa, levou-o a dotar à sua cidade de um sistema defensivo que se materializou na construção de uma muralha defensiva, e no aumento da sua potência naval.

Atenas transformou-se assim numa democracia modelo, onde a sobrevivência do cidadão era garantida.

Empreendeu também numerosas reformas políticas: a justiça foi administrada por jurados eleitos a sortes; os cargos directivos abriram-se a todos os cidadãos; instituiu-se uma indemnização para os combatentes, etc.

De salientar, também, o impulso que receberam as artes sob o mandato de Péricles: Fídias trabalhou no Pártenon; foram construídos diversos monumentos na Ática; Sófocles e Eurípides destacaram-se no teatro, e Sócrates na filosofia. Atenas conseguiu durante o seu governo um esplendor tal, que esta etapa passou à história como «o século de Péricles».

Em 444 Tucídides tentou destituir Péricles da sua chefia sem o conseguir, pelo que foi condenado ao ostracismo.

Mais tarde, Péricles apoiou Corcira frente a Corinto para fazer fracassar a revolta de Potideia.

Ao começar a guerra com a Esparta e estender-se a peste a Atenas, os seus inimigos aproveitaram o descontentamento popular para o condenar por malversação de fundos.

Porém, o povo, que nunca perdera a confiança no seu caudilho, o reelegeu em 429, embora pouco depois morresse por causa da peste.

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