Palácio Sabugosa

O Palácio Sabugosa é também conhecido por Palácio dos Condes de São Lourenço, Palácio de Santo Amaro e ainda por Palácio de São Joaquim estando todos estes nomes relacionados com os diferentes habitantes deste palácio.

Este monumento pode ainda ser encontrado na rua Primeiro de Maio na freguesia de Alcântara, concelho de Lisboa. A sua construção inicial data do século 16 tendo ao longo dos seculos XVIII e XIX sofrido diversas obras de restauro, de amplificação e beneficiação.

Foi Luís Cesar de Menezes que deu inicio a esta construção dando origem a um primitivo paço rural que serviu para sua residência. Este palácio foi erguido na Mata dos Sabugosas ou Quinta Cesária ocupando uma totalidade de três hectares que se podiam localizar entre Alcântara e a Tapada da Ajuda. Na parte superior da quinta era visível uma grande mata e perto da residência podia observar-se um jardim central, uma esplanada e uma cascata.

Com todas as obras realizadas ao longo dos tempos (sendo as primeiras a mando do primeiro Conde de Sabugosa de nome Vasco Fernandes César de Menezes) este paço foi tomando outros ares. Os interiores do citado palácio foram sofrendo grandes alterações embora a estética desta obra tenha sido pensada apenas nas obras realizadas durante o seculo XIX a mando de António Maria Cesar e Meneses.

Presentemente e a quem visita esta obra pode ainda observar os seus espaços principais como é o caso do grande logradouro, da já referida esplanada e da cascata, embora a sua quinta hoje esteja completamente alterada em consequência do crescimento urbano. A fachada principal cujo átrio é revestido por azulejos encontra-se voltada para a Rua 1.º de Maio e pode ainda ser presenciada.

Interiores do Palácio Sabugosa

A biblioteca é a obra que merece grande destaque dentro dos interiores do palácio. Foi nesta biblioteca que António Maria Cesar e Meneses encontrou um folheto inédito que faz parte do Auto da Festa de Gil Vicente que serviu para publicar em 1906. Muitos eram os salões que fazem parte deste palácio e que serviram para receber diversos homens de letras. Pensa-se até que foram estes salões que serviram de inspiração às enumerações da casa do Ramalhete pertencente aos Maias de Eça de Queirós.

A quinta, que chegou a estender-se até ao limite do Palácio de Vale Flor e até à ermida de Santo Amaro, encontra-se hoje bastante alterada pelas sucessivas vagas de urbanização que afetaram o local desde o século XIX, mas mantém os seus espaços principais. A Capela que dispõe de um Cristo que fora apropriado a Machado de Castro faz também parte dos seus interiores.

Conde de Sabugosa

No que se refere ao título de Conde de Sabugosa, foi um título criado a 19 de Setembro de 1729, para ser oferecido a Vasco Fernandes César de Meneses o alferes-mor do Reino e alcaide-mor de Alenquer. Este era também comendador de São João de Rio Frio e de São Pedro de Lomar assim como vice-rei da Índia e do Brasil.

D. António Maria César e Meneses que viveu entre 1825 e 1897 foi o oitavo Conde de Sabugosa, o décimo Conde de São Lourenço e o terceiro Marquês de Sabugosa. Este foi um aristocrata português com uma participação bastante relevante na vida política da altura.

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