Palácio Nacional de Sintra

Se tivéssemos que escolher o monumento que melhor sintetiza os muitos anos de História de Portugal, desde o domínio árabe e da conquista cristã até à implantação da República, a nossa escolha recairia, sem sombra de dúvidas, sobre o Palácio Nacional de Sintra.

Este monumento, cuja arquitetura atravessa diversas épocas e estilos, é hoje um dos monumentos mais visitados do País.

História do Palácio Nacional de Sintra

Devido à falta de documentação, pouco se pode dizer com forte certeza sobre a história do Palácio Nacional de Sintra até ao reinado de D. João I.

No entanto, na generalidade, os especialistas aceitam a sua origem como sendo árabe e afirmam ter sido amplamente utilizado pelos reis da dinastia Afonsina. Quanto ao que já estaria edificado até então, é algo totalmente desconhecido.

Em finais do século XIV, o Palácio Nacional de Sintra ficou a ser conhecido como “Os Paços da Rainha”, e foi provavelmente a partir daí que se iniciou a campanha de obras de reconstrução do antigo alcazar.

Foi durante o reinado de D. João I que se construíram no Palácio Nacional de Sintra as cozinhas, a sala grande ou dos infantes (atualmente chamada de sala dos cisnes), a sala das pegas, o eirado da audiência e outras divisões que fazem a ligação com a capela, sendo que também esta passou por grandes obras.

Se tivéssemos que escolher o monumento que melhor sintetiza os muitos anos de História de Portugal, desde o domínio árabe e da conquista cristã até à implantação da República, a nossa escolha recairia, sem sombra de dúvidas, sobre o Palácio Nacional de Sintra. (Autor: HistoriaDePortugal.info)

Se tivéssemos que escolher o monumento que melhor sintetiza os muitos anos de História de Portugal, desde o domínio árabe e da conquista cristã até à implantação da República, a nossa escolha recairia, sem sombra de dúvidas, sobre o Palácio Nacional de Sintra. (Autor: HistoriaDePortugal.info)

No séc. XVI, o rei D. Manuel I mandou construir toda a ala manuelina, com as suas janelas decoradas de uma forma bem característica do estilo manuelino.

Foi também este rei quem ordenou a construção da sala dos brasões, além de ter patrocinado outros melhoramentos dos quais se destaca a decoração em azulejo de que tanto ele gostava.

Estas foram as campanhas de construção mais marcantes neste edifício, embora tenham existido muito mais obras espalhadas por muitos outros reinados.

Além disso, até ao nossos dias, o Palácio Nacional de Sintra tem sofrido também várias obras de restauro que têm contribuído para que se continue a manter a dignidade e beleza deste edifício.

Fatos do Palácio Nacional de Sintra

A 15 de Janeiro de 1432, nasceu no Palácio Nacional de Sintra, mais precisamente na Sala das Duas Irmãs (hoje a Sala das Colunas), que fica situada mesmo por baixo da Sala do Brasões, D. Afonso V, rei de Portugal. Quarenta e nove anos mais tarde o rei faleceu na mesma sala onde havia nascido.

A 31 de Agosto de 1481 foi aclamado rei de Portugal, no Paço de Sintra, D. João II.

Foi também no Palácio Nacional de Sintra que D. Manuel I recebeu a notícia da descoberta do caminho marítimo para a Índia, por Vasco da Gama, tendo esta notícia sido dada por Nicolau Coelho.

D. Afonso VI passou aí os seus últimos nove anos de vida em cárcere, tendo chegado do seu cativeiro na Ilha Terceira a 20 de Setembro de 1674.

A 21 de Setembro de 1885, num jantar patrocinado por D. Luís, este homenageou, na Sala das Pegas, Capelo e Ivens.

Na manhã de 5 de Outubro de 1910 D. Maria é levada ao exílio tendo abandonado Portugal saída do Paço de Sintra.

Sala dos Archeiros – Era nesta Sala que ficava a Guarda Real dos Archeiros. À entrada encontra-se uma lanterna, recordando o costume de D. Afonso V que impunha esse dispositivo na 1ª divisão dos Paços.

Sala dos Cisnes – É chamada assim devido à decoração do teto onde se podem contar vinte e sete cisnes que ostentam gorjais de ouro ao pescoço. Anteriormente era conhecida como Sala Grande ou Sala dos Infantes.

Sala das Pêgas – Sala com decoração da qual constam cento e trinta e seis pêgas que levam no bico uma tarja com as palavras: “Por bem”

Quarto de D. Sebastião – Sala onde se pode admirar uma cama em ébano de dimensões pouco comuns e ornamentada com pinturas sobre cobre.

Sala das Sereias ou da Galé – Nesta sala existe um teto pintado com a imagem de sereias, tocando diferentes instrumentos musicais, e uma Galé.

Sala das Galés – Divisão que em tempos serviu como aposentos do príncipe D. Afonso, irmão do rei D. Luís.

Sala dos Brasões – No teto, além dos brasões do rei e dos infantes, encontram-se 72 brasões de outras famílias da nobreza da época.

Sala Chinesa – Nesta sala destacam-se um presente recebido por D. Carlota Joaquina em 1806 e também um biombo chinês de seis folhas lacadas a negro e com decoração de vegetais, animais, pássaros e borboletas.

Sala Árabe – Foi assim chamada devido à sua decoração que remonta ao tempo do primitivo Palácio Nacional de Sintra com origens muçulmanas.

Sala Manuelina – Abriga várias cópias de azulejos antigos que cobrem as paredes e foi utilizada em tempos como aposentos do rei D. Luís.

Dignos de visita são também o Pátio de Diana, o Pátio Central e Gruta dos Banhos, a Cozinha, e a Capela.

Imagens do Palácio Nacional de Sintra

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