Palácio e Quinta dos Aciprestes

Quinta dos Aciprestes encontra-se situado em Linda-a-velha, no concelho de Oeiras, distrito de Lisboa, na Antiga Quinta do Acipreste.

A Quinta dos Aciprestes é o mais importante e mais antigo vestígio da história de Linda-a-Velha, existindo referência à mesma desde 1254, sendo que, é quase certo que a Quinta existia já antes deste ano.

A Quinta dos Aciprestes é também o mais significativo exemplar do património que foi edificado na vila de Linda-a-velha.

História do Palácio e Quinta dos Aciprestes

A Herdade que atualmente é chamada de Quinta do Acipreste aparece pela primeira vez referida na respetiva carta de concessão como “Ninha de Ribamar”.

Esta referência ocorreu no ano de 1254, durante o reinado de D. Afonso III.

No entanto, o período áureo desta herdade ocorreu em meados do século XVIII, após ter sido doada pelo rei D. José de Portugal a Alexandre de Gusmão, um homem como não havia igual no seu tempo, pela mais valia em que foi tido e pelos altos cargos que desempenhou.

Alexandre de Gusmão era irmão do igualmente famoso Bartolomeu de Gusmão, o construtor da “Passarola”.

A Quinta dos Aciprestes encontra-se situado em Linda-a-velha, no concelho de Oeiras, distrito de Lisboa, na Antiga Quinta do Acipreste (Autor: Camâra Municipal de Oeiras)

A Quinta dos Aciprestes encontra-se situado em Linda-a-velha, no concelho de Oeiras, distrito de Lisboa, na Antiga Quinta do Acipreste (Autor: Camâra Municipal de Oeiras)

Anteriormente, no ano de 1374 e por doação de D. Dinis, a Quinta do Acipestre entrou na posse do seu tesoureiro-mor Pêro Salgado, como sendo a parte principal de um conjunto dos dois grandes casais do lugar.

Mais tarde, nos séculos XVII e XVIII e debaixo de diversos nomes diferentes, aparecem referências à Quinta dos Acipestres em vários documentos.

Alguns desses nomes são: Casal Grande, Quinta do Casal Grande e Quinta Grande.

É então, no ano de 1750, que esta Herdade é doada a Alexandre de Gusmão, que aí construiu sumptuosa residência a qual recheou de inúmeras obras de arte e preciosidades de toda a ordem e que ficaria conhecida como Palácio da Quinta Grande.

No entanto, Alexandre de Gusmão apenas habitou o Palácio da Quinta Grande até 1753, ano da sua morte.

Em 1755, ocorreu na zona centro do país um terrível terramoto que deixou esta mansão bastante danificada. Isso acabou por praticamente coincidir com o momento em que a Quinta Grande passou para as mãos dos herdeiros de Alexandre de Gusmão e com quem permaneceria durante pouquíssimo tempo, sendo depois vendida a D. Luiz da Cunha Manoel, ministro de D. José.

Em 1865, a Quinta Grande encontrava-se na posse do Visconde de Rio Seco, sendo nessa época um Centro de Convívio de várias figuras da alta roda portuguesa, que ou se hospedavam no Palácio ou o frequentavam assiduamente.

É digno de nota que o nome pelo qual é hoje conhecida, Quinta do Acipreste, só apareceu em meados do século XIX.

Palácio e Quinta dos Aciprestes na Atualidade

Na década de 1960, a Quinta do Acipestre e o seu Palácio ainda se encontravam na posse de descendentes ou parentes dos viscondes de Rio Seco.

Foi então que a Quinta dos Aciprestes mudou de proprietário e sofreu uma transformação radical, graças a um projecto de modernização do conhecido arquitecto Raul Lino que, do traçado arquitetónico original, apenas poupou a Capela, fazendo desta apenas objecto de restauro.

Em 1981, a Quinta dos Acipestres foi comprada por um construtor civil.

Nos nossos dias, a Quinta dos Aciprestes é um motivo de grande preocupação para todos aqueles que defendem a preservação do Palácio, com a sua capela e espaços ajardinados, por constituir, em virtude de este ser, sem sombra de dúvida, o edifício de maior importância e valor histórico de Linda-a-Velha.

Para quem desejar visitar a Quinta dos Aciprestes, os Jardins do Palácio do Acipestre estão abertos ao público, funcionando no Verão das 9h às 20h e no Inverno das 9h às 18h.

Da antiga Quinta dos Aciprestes, foi preservada a estrutura de um antigo pomar, um poço com moinho de vento e também uma casa de fresco.

Atualmente é na Quinta dos Aciprestes que funciona a Fundação Marquês de Pombal, uma instituição que dinamiza o espaço com recitais, exposiçoes, arte e cultura à disposiçãos de todos.

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