Palácio dos Arcos

Localizado no lado nascente da freguesia de Paço de Arcos (Paço d’Arcos), em pleno centro histórico da vila, o Palácio dos Arcos é o cartão desta freguesia, a mais importante do concelho de Oeiras, distrito de Lisboa.

Para melhor entendermos a importância deste Palácio no contexto da vila, segundo o que é relatado por muitos, foi o Palácio dos Arcos que deu o nome à vila.

Visto que o rei D. Manuel I de Portugal e a sua filha D. Maria se hospedavam muitas vezes, principalmente quando participava em caçadas na quinta do morgadio, o povo passou a chamar o Palácio de Paço.

Daí que o nome Palácio dos Arcos foi substituído popularmente por Paço de Arcos, ficando a vila conhecida por esse nome.

No entanto, segundo estudos levados a cabo por vários historiadores, hoje é quase certo que essa relação não existe.

História do Palácio dos Arcos

Apesar de o Palácio dos Arcos ser muitas vezes associado à constante presença de D. Manuel I, o Venturoso e sua filha, nesse local, há ainda um outro fato que o faz ficar ligado eternamente à história de Portugal. Reza a tradição que foi das varandas do Palácio dos Arcos que D. Manuel I viu partirem as naus e caravelas portuguesas a caminho da Índia.

Mais tarde, também outros reis de Portugal (D. Fernando, D. Luís e a rainha D. Maria Pia) se deslocavam constantemente a este Palácio para, entre outras coisas, poderem assistir às célebres regatas de Paço de Arcos. O Palácio dos Arcos foi construído nos finais do século XV, pertencendo inicialmente a Antão Martins Homem que era o segundo capitão da Vila da Praia. Mais tarde, o Palácio dos Arcos viria ser reedificado, durante o século XVIII. No ano de 1698, D. Teresa Eufrásia de Meneses criou o morgadio de Paço de Arcos, do qual o Palácio dos Arcos fazia parte.

Depois, D. Teresa Eufrásia de Meneses, passou a deixar o legado do morgadio a D. Jorge Henriques, o Senhor das Alcáçovas. Muitos anos depois, o Palácio dos Arcos foi adquirido pela família Lencastre, cujo brasão ainda se encontra exposto na varanda do edifício. Da estrutura inicialmente edificada, o Palácio dos Arcos conserva ainda os dois torreões unidos por uma larga varanda que é sustentada por três arcos. O Palácio dos Arcos mantém ainda uma capela com um altar barroco, que foi dedicado desde o início a Nossa Senhora do Rosário.

Imagem 9 - Palácio dos Arcos

Imagem 9 – Palácio dos Arcos

Palácio dos Arcos na Atualidade

Actualmente, e desde 1997, ano em que faleceu o Conde de Arrochella e de Castelo de Paiva, o seu proprietário, o Palácio dos Arcos encontra-se na posse da Câmara Municipal de Oeiras.

Detentor de uma localização privilegiada sobranceira ao rio, com uma área bruta que ronda os 2000 metros quadrados distribuída por 3 pisos, o Palácio dos Arcos caracteriza-se por uma arquitectura cuidada e de linhas simples. Da vasta quinta do morgadio de Paço de Arcos que outrora dava apoio a todo o Palácio, hoje restam apenas os seus belíssimos e extensos jardins.

Visto que o edifício se encontra num estado de conservação preocupante, sendo possível detectar uma série de patologias que necessitam de intervenção urgente, a Câmara Municipal de Oeiras decidiu proceder à adaptação do Palácio dos Arcos em uma Unidade Hoteleira. Assim, passou a adoptar-se uma estratégia que permite que sejam criadas as condições inerentes à exploração de um equipamento deste tipo, mas que ao mesmo tempo promova uma recuperação do edifício e respectivos jardins.

Imagem 20 - Palácio dos Arcos

Imagem 20 – Palácio dos Arcos

É importante notar-se que, no âmbito da recuperação e revitalização do Centro Histórico de Paço de Arcos, a Câmara Municipal de Oeiras, através do Departamento de Projectos Especiais, está atualmente a promover acções que contribuam para a reabilitação deste núcleo. Assim, o Palácio dos Arcos assume um papel de relevo, sendo pelo seu elevado valor patrimonial uma referência tanto na Vila de Paço de Arcos como no próprio município de Oeiras.

Imagens do Palácio dos Arcos

Vídeo do Palácio dos Arcos

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Publicado em Palácios de Portugal
Um comentário sobre “Palácio dos Arcos
  1. disqus_SYfrxGS0qU disse:

    A recuperação deu na construção de 4 caixotes cuja traça arquitectónica está mais que vista por tudo o que é sítio. Falta de imaginação e qualidade. Quanto ao pal´cio a única coisa que sei, porque se vê, é a qualidade da pintura exterior: medíocre, cheia de manchas. Parece que quiseram poupar na tinta e deram poucas demãos ou é de muito má qualidade. Um pouco mais à frente têm um excelente exemplo de um pequeno forte onde a sua pintura foi cuidada. E não me venham dizer que é propositado: aquilo parece aqueles bares roufenhos dos anos 80 (ainda por aí há meia dúzia de exemplares) com as paredes interiores às manchas.

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