Palácio do Conde de Castro Guimarães

O Palácio do Conde de Castro Guimarães, conhecido por muitos como Torre de São Sebastião, fica situado na Avenida Rei Humberto de Itália, na freguesia e concelho de [[Cascais]], distrito de Lisboa.

Foi construío numa pequena enseada que se estende pelo mar dentro, chegando a base do edifício a ser tocada pelas ondas quando está maré alta.

Pode ser encontrado mesmo junto à conhecida “Boca do Inferno”, na Baía de Cascais.

[-] Tabela de Conteúdos

Caraterísticas do Palácio do Conde de Castro Guimarães

Rodeado por um belíssimo jardim, o Palácio dos Condes de Castro Guimarães foi mandado construir durante o século XIX, sendo que ainda hoje conserva o seu traçado original.

Este Palácio possui uma arquitectura fortemente cenográfica e pictórica, cujo maior trunfo encontra-se na perfeita integração com o meio envolvente e com os equipamentos já aí existentes, como é o caso da ponte rústica.

Palácio dos Condes de Castro Guimarães (Autor: João Carvalho)

Palácio dos Condes de Castro Guimarães (Autor: João Carvalho)

Além disso, conforme aconteceu durante todo o século XIX, em que a história é integrada na arquitectura como memória colectiva, este palácio de veraneio constitui-se num exemplo de eclectismo, sendo ao mesmo tempo unificador de várias linguagens arquitectónicas, que acabam por lhe conferir um enorme sentido de monumentalidade.

Conforme foi descrito por Branca Colaço e Maria Archer, o autor deste projecto dotou o edifício de uma certa graça medieval através das janelas geminadas, das cúpulas semelhantes às das igrejas orientais, dos mirantes semelhantes aos dos serralhos moiriscos, dos coruchéus semelhantes aos das catedrais góticas, dos alpendres semelhantes aos dos solares minhotos, das torres semelhantes às das fortificações bárbaras, dos varandins semelhantes aos dos palácios italianos e das arcarias do estilo manuelino.

Além disso, segundo os estudos recentemente realizados por Regina Anacleto, este edifício acaba por ser uma mistura de tendências e de materiais que se englobam desde os castelos senhoriais às reminiscências mouriscas, manuelinas e renascentistas, bem como da pedra ao reboco de argamassa, passando pelo revestimento cerâmico.

Construção do Palácio do Conde de Castro Guimarães

A construção deste palácio deve-se à iniciativa de Jorge O’Neill, um irlandês que estava ligado aos negócios do tabaco e às finanças e que, em 1892, pediu em requerimento o aforamento destes terrenos à Câmara de Cascais. Assim como acontecia no caso do rei D. Luís de Portugal, os nobres e personalidades influentes elegeram esta orla da linha marítima como um dos destinos privilegiados de férias, construindo aqui as suas habitações de veraneio.

Acredita-se que o modelo da casa que O’Neill mandou edificar seja devido ao cenógrafo Luigi Manini, que o irlandês teria encontrado a pintar, neste local, e que inseriu na paisagem que pintava um palacete revivalista, assim como era normal acontecer nos projectos da sua autoria, como é o caso do Palace Hotel do Buçaco.

No entanto, o desenho do palácio foi concebido pelo pintor Francisco Vilaça , por volta do ano de 1900, imprimindo-lhe um carácter cenográfico, que concentra nas fachadas-cenário todo o seu esforço decorativo.

O Palácio apresenta planta irregular, constituída por um corpo longitudinal onde está incluído o claustro.

Possui também um outro corpo de planta rectangular, e ainda torre de São Sebastião, sendo esta última de aparência românica. Os volumes são todos eles irregulares e de formas muito diversas, com fachadas que são abertas por vãos de características muito diferentes.

De destacar são os jardins, com equipamentos diversos e com um lago que possui uma parede de azulejos que muito provavelmente provêm de uma igreja de religiosos teatinos.

De fato, tanto os azulejos que se encontram no exterior como os do interior revelam, todos eles, o gosto pelo antigo, tendo sido aqui utilizados painéis cerâmicos com origens geográficas e temporais diversas, quer do século XVII, quer do século XVIII.

Jorge O’Neill deu ao palácio um cunho muito pessoal, que se torna bem visível nos elementos de origem irlandesa, como é o caso dos trevos presentes nos ferros forjados, e das pinturas de algumas salas.

Palácio do Conde de Castro Guimarães na Atualidade

Dez anos após a construção do Palácio, O’Neill encontrava-se numa situação financeira muito difícil.

Assim, ele decidiu vender o palácio ao Conde de Castro Guimarães, um banqueiro muito importante que beneficiava de privilegiadas ligações internacionais.

Este, visto que não tinha descendentes, decidiu no seu testamento, deixar o edifício à vila de Cascais, na condição de o município fazer dele um museu e um jardim público.

Em 1927, o Conde de Castro Guimarães acabou por falecer, e como era seu desejo, o edifício passou a pertencer ao município que, apenas três anos mais tarde, abriu o museu ao público.

Conservando as características de Casa-Museu, a colecção do Palácio do Conde de Castro Guimarães é constituída, essencialmente, por mobiliário, azulejaria, porcelana, pintura e arqueologia, sendo que dispõe, ainda, de uma biblioteca.

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