Palácio de Mateus

Situado na freguesia de Mateus, a cerca de 2 km de Vila Real, encontra-se o Palácio de Mateus, também conhecido como Solar, ou Casa de Mateus. O seu nome é famoso internacionalmente devido ao vinho Mateus Rosé daí proveniente.

Mas, o Palácio de Mateus é muito mais do que o edifício que dá nome ao vinho. Em Portugal é considerado como uma das melhores, senão a melhor representação da arquitetura Barroca no país.

História do Palácio de Mateus

O Palácio de Mateus é uma solarenga, muito elegante, que possui belíssimos jardins e é circundada por extensos terrenos vinícolas. Apesar de o edifício original ser datado de 1619, não se sabe exatamente quando foi mandado edificar o atual Palácio, sabendo-se apenas que em 1721 era propriedade de António José Botelho Mourão, o terceiro Morgado de Mateus, e que as suas obras ficaram concluídas somente em 1750, já pelas mãos de D. Luís António Mourão, seu filho. Em 1911, o Palácio de Mateus recebeu a classificação de Monumento nacional.

Situado na freguesia de Mateus, a cerca de 2 km de Vila Real, encontra-se o Palácio de Mateus, também conhecido como Solar, ou Casa de Mateus (Autor: Josep Renalias)

Situado na freguesia de Mateus, a cerca de 2 km de Vila Real, encontra-se o Palácio de Mateus, também conhecido como Solar, ou Casa de Mateus (Autor: Josep Renalias)

Apesar de não ser 100% certo, segundo Robert Smith, um especialista na obra de Nicolau Nasoni, o Palácio de Mateus deverá ter sido da autoria do italiano, a julgar pela coerência do estilo barroco quando comparado com outros edifícios da sua autoria. Segundo Smith, entre 1739 e 1743, Nasoni terá realizado pelo menos a construção da fachada central do Palácio e a sua decoração, que é composta por pináculos, frontões, cimalhas curvas e uma estatuária impressionante.

O Palácio tem planta rectangular, dividindo-se em dois quadrados vazados na zona central, criando assim várias alas, compondo dois pátios que se ligam entre si através de grandes aberturas no piso térreo. Ao passo que o pátio posterior é encerrado, o pátio frontal é aberto, permitindo assim a vista da fachada principal que fica recuada e virada para poente.

Para aceder ao piso nobre, existem escadarias duplas repetidas nas fachadas transversais de ambos os pátios, uma a nascente e duas a poente, o que faz com que a simetria e o movimento barroco de toda a ornamentação se acentuem ainda mais.

O Salão de Entrada permite o acesso à Biblioteca e à ala de quartos a norte e à Sala do Tijolo e à ala das salas a sul. Está situado entre os pátios, no 1º andar, ao centro da construção e define a linha que une os dois quadrados que compõem a planta. No topo nascente, encontramos uma ala com quartos que liga as duas alas e que dá acesso ao Coro da Capela.

A completar o conjunto arquitetónico, contribuindo para a monumentalidade da leitura global através das suas volumetrias harmoniosas, encontram-se a Adega e a Capela.

Nos seus estudos sobre a Casa de Mateus, Vasco Graça Moura concluiu que no conjunto arquitetónico ainda existem alguns traços da construção original e que existiram sucessivas e diferentes campanhas de obras no Palácio até que este adquirisse as caraterísticas atuais.

Em 1979, todo o conjunto do Palácio de Mateus passou a ser adaptado às atividades culturais de iniciativa da Fundação Casa de Mateus, pelo então presidente da Fundação, D. Fernando de Sousa Botelho de Albuquerque e pela sua esposa, D. Maria Amélia. Além disso, foram também reabilitados a Casa e os anexos agrícolas, foram criados vários núcleos de exposição para exibição do espólio da família e foi criado ainda um circuito expositivo alargado. O Museu foi remodelado.

Com o objetivo de apoiar a realização das atividades da Fundação, o Barrão da Eira foi recuperado, tendo sido construídos, em anexo, camarins de apoio. A adega também passou por algumas obras de recuperação, para poder cumprir com as novas exigências técnicas, continuando assim a cumprir com o objetivo a que se propõe. Já o Lagar de Azeite foi recuperado para poder acolher a função de Residência de Artistas.

Imagens do Palácio de Mateus

Vídeo do Palácio de Mateus

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Um comentário sobre “Palácio de Mateus
  1. Odete Silva disse:

    É uma pena que este video tenha as imagens tombadas e que não esteja documentado.

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