Palácio de Dom Manuel

O Palácio de Dom Manuel, também conhecido como Palácio Real de São Francisco ou Paço Real de Évora, foi mandado construir por iniciativa do rei D. Afonso V de Portugal, tendo as obras de construção começado por volta do ano 1468, sendo que desde o início passou a ocupar parte das dependências do Convento de São Francisco.

Apesar de tal ir totalmente contra a vontade dos frades franciscanos, ao longo dos tempos o Palácio de Dom Manuel foi ganhando espaço, sendo este retirado ao Convento. Inicialmente, o novo Paço Real começou por tomar apenas a Sala dos Estudos do convento, sendo aí instalada a primeira Livraria do reino para o uso da Corte.

Foi no entanto com o rei D. João II que as obras de construção do Palácio de Dom Manuel tomaram um maior impulso.

O Palácio de Dom Manuel, também conhecido como Palácio Real de São Francisco ou Paço Real de Évora, foi mandado construir por iniciativa do rei D. Afonso V de Portugal, tendo as obras de construção começado por volta do ano 1468, sendo que desde o início passou a ocupar parte das dependências do Convento de São Francisco (Autor: Concierge.2C)

O Palácio de Dom Manuel, também conhecido como Palácio Real de São Francisco ou Paço Real de Évora, foi mandado construir por iniciativa do rei D. Afonso V de Portugal, tendo as obras de construção começado por volta do ano 1468, sendo que desde o início passou a ocupar parte das dependências do Convento de São Francisco (Autor: Concierge.2C)

Inicialmente foi aí construído também um palácio provisório, em madeira, que serviu para celebrarem a boda do casamento do príncipe D. Afonso com D. Isabel de Castela.

No entanto, após a morte prematura do príncipe esta construção foi totalmente abandonada, e quando era já rei D. Manuel o palácio provisório foi desmantelado, dando lugar a um jardim e ao melhoramento das hortas e laranjal que já aí existiam.

Em 1510, as obras do Palácio de Dom Manuel foram retomadas por D. Manuel, sendo nessa altura construída a Galeria das Damas, projetada por Martim Lourenço, que era o mestre das obras vizinhas do Convento e Igreja de São Francisco, e também por Diogo de Arruda, que viria a ser nomeado arquiteto dos paços régios em 1525.

Já a direção dos trabalhos ficou a cargo de Álvaro Velho, o escudeiro real e vedor das obras do reino.

Durante largas temporadas, a família real ficava alojada no Paço de Évora, quando aí se realizavam as Cortes, aquando dos nascimentos dos príncipes e princesas, e também para atividades recreativas e culturais tais como a representação de autos.

Aliás, só aí foram apresentadas à Corte seis das peças de Gil Vicente, tendo sido aí apresentadas à corte seis peças de Gil Vicente.

As obras do palácio continuaram ainda durante o reinado de D. João III de Portugal que acrescentou o palácio, terminou os arranjos exteriores do laranjal, dos antigos hortos conventuais e dos ajardinamentos.

Este palácio continuaria ainda a receber os monarcas e a corte até ao reinado de Filipe II de Portugal (Filipe III de Espanha).

O Declínio do Palácio de Dom Manuel

Foi de fato durante o reinado de Filipe II que se iniciou o início do declínio deste conjunto, principalmente desde 1616, quando este cedeu novamente aos frades franciscanos do convento grande parte das dependências e terrenos do paço, para que fossem adaptadas a dormitórios, sendo nessa altura abandonadas algumas dessas áreas.

Quando em 1834 as ordens religiosas foram extintas, algumas das instâncias oficiais de Évora passaram a ser instaladas em parte do edifício.

Outra parte foi destruída para que nesse local fosse instalado o Mercado Municipal, até que por fim todo o conjunto foi vendido e destruído.

Atualmente, do núcleo quinhentista, já só resta a chamada Galeria das Damas, que a partir de 1940 passou a ser restaurada pela Direcção-Geral dos Monumentos Nacionais.

O Palácio de D. Manuel é um edifício muito característico, com um estilo híbrido alentejano que conjuga as fortes influências mouriscas peninsulares com a decoração de base naturalista gótica e com vários detalhes de estilo manuelino, tendo-lhe ainda sido acrescentados alguns elegantes detalhes mais tardios, ao gosto romano.

Valor Histórico do Palácio de Dom Manuel

Para além de ter sido uma das maiores obras arquitetónicas do País, o Palácio de Dom Manuel foi também de grande importância histórica, tendo sido aí que Vasco da Gama foi investido no comando da esquadra que tinha como objetivo a Descoberta do Caminho Marítimo para a Índia.

Como já mencionado, foi também aí que Gil Vicente representou vários dos seus autos, tendo estes sido dedicados às rainhas D. Maria de Castela e D. Catarina de Áustria.

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