Palácio de Belém

É no n.º 11 da Calçada da Ajuda, na Praça Afonso de Albuquerque, em Belém, Lisboa que fica situado o Palácio de Belém.

Outrora palácio de reis, o Palácio de Belém é hoje monumento nacional e também a sede da Presidência da República Portuguesa, bem como a residência oficial do Presidente da República.

No século XVIII este palácio era chamado de Palácio da Leoneiras, provavelmente devido a ter como emblema o leão, um símbolo solar que alia a sabedoria ao poder.

Atualmente, quando alguém passa e vê hasteada uma bandeira de cor verde com o escudo nacional, então fica a saber que o Presidente da República se encontra dentro do Palácio de Belém.

Mas, apesar de hoje ser a sede da Presidência da República, o Palácio de Belém tem atrás de si uma longa história.

História do Palácio de Belém

Nas mãos da nobreza – Em meados do século XVI, provavelmente devido à proximidade do Mosteiro de Belém, à facilidade em encontrar água (devido à proximidade do Tejo), e à beleza do sítio, o fidalgo D. Manuel de Portugal decidiu construir aí um palácio onde viria a residir. Mais tarde, durante o século XVII, esta propriedade passa a pertencer aos condes de Aveiras, por herança indireta.

Nas mãos de reis – Foi durante a primeira metade do século XVIII que o rei D. João V decidiu comprar o Palácio das Leoneiras, numa compra que obedecia a um plano de posse duma vasta área a ocidente da capital, zona essa onde uma vasta área da nata dos fidalgos se empenhava em possuir quintas de recreio com vistas para o Tejo e as aproveitavam como zonas de lazer.

Palácio de Belém (Autor: Osvaldo Gago)

Palácio de Belém (Autor: Osvaldo Gago)

Quando em 1755 ocorre o terramoto e maremoto de Lisboa, por receio de repetição, a família real passa a residir durante muitos meses em tendas, no Jardim Grande. Assim, é a partir do Paço de Belém que o Marquês de Pombal, primeiro-ministro de D. José I, toma as primeiras medidas relativas à reconstrução de Lisboa.

Mais tarde, durante o reinado de D. Maria I, realizam-se obras no Palácio para que este passe a possuir água encanada. Além disso, no Jardim da Cascata, são construídos também viveiros em estilo Rococó, onde passariam a ser colocados alguns pássaros exóticos.

Com os jardins renovados, a Corte passa a dar festas nesse local, nas noites de São João e de São Pedro, lançando fogos de artifício. Embora a rainha habite na Ajuda, as cavalariças e as cocheiras do Palácio são utilizadas, e assim, em 1787, é projetado um novo Picadeiro.

Com frente para a Calçada da Ajuda e também para a Praça de Belém, surge assim um palacete neo-clássico, que é hoje conhecido como Museu dos Coches.

Em 1886, D. Carlos e D. Amélia de Orleães, após o seu casamento, passam a morar no Palácio de Belém. Assim, antes de irem para aí morar, são realizadas algumas obras de remodelação no Palácio de Belém, nas quais colaboraram os pintores José Malhoa e Columbano.

É aí que nascem os dois filhos do casal real: D. Luís Filipe, em 1887, e D. Manuel, em 1889. Quando, em 1889, o rei D. Luís morre, a família real muda-se, ficando o Palácio de Belém a servir exclusivamente como local para receber visitas.

Mais tarde, em 1905, é quando a rainha D. Amélia transforma o Picadeiro em Museu dos Coches. A sua intenção era, em vista do aparecimento de novos meios de transporte, manter uma exposição do que fora outrora o principal meio de transporte da nobreza. Essa visão da rainha mostrou-se bastante apropriada, sendo que hoje, no Museu dos Coches, reúne-se a maior coleção de coches a nível mundial.

Residência Oficial do Presidente da República

Em 1911 o Palácio de Belém passou a ser designado como residência oficial do Presidente da República.

No entanto, durante a 1ª República, os presidentes pagavam uma renda ao Estado para residirem no Palácio, para que não fossem acusados pelos monárquicos de gozarem de privilégios especiais.

Durante o Estado Novo, devido à pouca relevância que era dada ao papel de Presidente da República pela Constituição de 1933, o Palácio de Belém era raramente utilizado, sendo que o único Presidente que aí habitou foi Craveiro Lopes, entre 1951 e 1958. É por isso que, a 25 de Abril de 1974, o Palácio de Belém não é sequer um dos alvos revolucionários.

Assim, só a partir de 25 de Abril de 1974 é que o Palácio de Belém recuperou o seu papel de relevo.

Com a vigência da Constituição atual, que foi aprovada em 1976, apesar de apenas o presidente Ramalho Eanes ter vivido permanentemente no Palácio de Belém, tanto ele como todos os outros Presidentes da República utilizaram o Palácio como residência de trabalho, recebendo aí todas as visitas políticas e de Estado.

Em 2004, por iniciativa do presidente Jorge Sampaio, foi aberto no edifício o Museu da Presidência da República, onde estão expostos os espólios dos 17 Presidentes da República que antecederam Cavaco Silva, encontrando-se este museu aberto ao público.

Desde 29 de Março de 2007, o Palácio de Belém está classificado como Património Nacional.

Imagens do Palácio de Belém

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