Palácio Correio-mor

Cozinha do Palácio Correio Mor

Cozinha do Palácio Correio Mor

O Palácio Correio-mor é um dos palácios mais bonitos e conhecidos do concelho de Loures.

A opulência do Palácio Correio-mor permanece escondida entre os montes e oliveiras circundantes mesmo ao lado da actual Estrada Nacional 8.

Características do Palácio Correio-mor

O seu interior foi requintado pelos lucros provenientes da expansão marítima portuguesa.

Imagem do Palácio Correio Mor 3

Imagem do Palácio Correio Mor 3

Este palácio foi concebido no formato de U, sendo um exemplo clássico das casas portuguesas do século XVIII.

Interior do Palácio Correio-mor

Interior do Palácio Correio-mor

Infelizmente nunca foi possível apurar o seu arquitecto, devido ao desaparecimento dos registos no terramoto que abalou Lisboa em 1755.

O Palácio Correio-mor é constituído por um piso intermédio, acima do rés do chão. A fachada é decorada com características da branca cantaria, havendo um grande frontão com a imagem de Nossa Senhora da Oliveira,  coroada de fogaréus e ornada com folhas em palma que eram comummente usadas no século XVIII.

Frontão do Palácio Correio Mor

Frontão do Palácio Correio Mor

No interior deste palácio há um cuidado bastante particular da Época Iluminista. No piso inferior é onde estão as arrecadações, cavaliças e uma enorme cozinha com azulejos com exposições das várias fontes de alimento.

O andor nobre dá acesso a um enorme jardim por meio de uma escadaria na parte traseira do palácio, que está neste momento em estado degradado.

Escadaria do Palácio Correio Mor

Escadaria do Palácio Correio Mor

O Palácio Correio-mor está inserido na Quinta Correio-mor que em tempos teve a denominação de Mata das Flores. Esta palácio foi o solar da família Mata (proveniente do latim Matta), que obteve o título de Correio-mor por parte de Filipe II, depois de uma intensa campanha pessoal por parte do Luís Gomes de Elvas Coronel para obter um título nobre e  que em 1600 culminou na utilização do sobrenome Mata e o direito a um brasão. Luís Gomes de Mata exerceu a função de correio-mor a partir de 1606, tendo a família o total monopólio desta actividade durante os próximos dois séculos. Esta actividade tornou a família Mata abastada e influente, apesar da gestão dos correios ter sido ineficiente e dispendiosa.

O título de correio-mor foi retornado à coroa portuguesa em 1797. Esta medida teve como objectivo  tornar a prestação do serviço mais eficiente e também pronunciar a função pública desta actividade. Foi a partir deste momento que o Palácio começou a entrar numa fase de degradação.

O último titular do título de correio-mor passou a ser conde de Penafiel, tendo a quinta ficado em sua posse até 1875, sendo posteriormente comprada por Quirino Luís Antônio Lousa que deixou o palácio à sua filha, Filipa Maria Lousa Canha. Foi nessa altura que o seu marido, José Baptista Canha, introduziu novas decorações tanto no palácio como no jardim.

Através do Decreto nº 47.508 de 24 de Janeiro de 1967 o palácio foi classificado como Imóvel de Interesse Público.

Imagens do Palácio Correio-mor

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