Padrão dos Descobrimentos

O monumento aos Descobrimentos, mais conhecido como Padrão dos Descobrimentos, está localizado na freguesia de Belém, na cidade de Lisboa, capital de Portugal.

Podemos observá-lo em posição destacada na margem direita do rio Tejo e é, talvez, o mais belo monumento em homenagem aos Descobrimentos existente em Portugal.

História do Padrão dos Descobrimentos

O Padrão dos Descobrimentos serviu com ex-líbris da Exposição do Mundo Português que se realizou em Lisboa em 1940, com o objetivo de comemorar os oito séculos do nascimento de Portugal – 1140 foi o ano em que D. Afonso Henriques ostentou, pela primeira vez, o título de Rei de Portugal.

Ao mesmo tempo, comemorava-se com essa mostra os três séculos de Restauração da Independência Portuguesa em 1640 – quando Filipe IV de Espanha e III de Portugal foi deposto do trono, dando-se assim início à dinastia de Bragança.

A Exposição do Mundo Português foi realizada em Belém, tendo-se revelado como um grande acontecimento político e artístico sob o patrocínio de António Oliveira Salazar.

O monumento aos Descobrimentos, mais conhecido como Padrão dos Descobrimentos, está localizado na freguesia de Belém, na cidade de Lisboa, capital de Portugal (Autor: HistoriaDePortugal.info)

O monumento aos Descobrimentos, mais conhecido como Padrão dos Descobrimentos, está localizado na freguesia de Belém, na cidade de Lisboa, capital de Portugal (Autor: HistoriaDePortugal.info)

A planificação do Padrão dos Descobrimentos ficou a cargo do arquiteto Cottinelli Telmo, sendo depois esculpido por Leopoldo de Almeida.

A estrutura original deste monumento foi uma estrutura provisória que viria a ser demontada em 1958 e substituída por uma nova estrutura de betão e revestimento e esculturas de pedra.

A nova estrutura ficou concluída definitivamente em 1960, altura em que se assinalava o quinto centenário da morte do Infante D. Henrique.

Caraterísticas do Padrão dos Descobrimentos

O Padrão dos Descobrimentos tem uma altura de 50 metros, medindo 20 metros de largura e quase 46 metros de comprimento. É composta por esculturas de 33 das principais figuras dos descobrimentos portugueses. Mesmo à frente encontra-se a maior escultura deste conjunto, com 9 metros de altura e representa o Infante D. Henrique. As restantes figuras medem aproximadamente 7 metros cada. No interior do monumento podemos encontrar um elevador que conduz ao seu topo, onde se encontra um miradouro que nos dá uma belíssima visão panorâmica sobre Belém e sobre o Tejo.

O terreiro onde o monumento se encontra implantado é uma calçada típica portuguesa, decorada com uma rosa dos ventos e um planisfério em mármore rosa, onde podem ver assinaladas as principais rotas e datas dos Descobrimentos Portugueses.

O Padrão dos Descobrimentos tem a configuração de uma caravela, sendo que as suas paredes verticais simbolizam as velas, acima das quais se podem observar as armas portuguesas daquela época. A porta de entrada do monumento é preenchida pela escultura de uma espada decorada no punho com a cruz da ordem de Aviz, como símbolo da força das armas e da fé cristã.

Mesmo na proa da caravela encontra-se de forma destacada a figura tutelar do Infante D. Henrique, olhando o horizonte. Nas suas mãos ele segura uma caravela portuguesa. Já nas rampas laterais, podemos encontrar uma corrente de 32 figuras marcantes da História de Portugal , ligadas direta ou indiretamente aos Descobrimentos Portugueses.

De um lado encontram-se:

  • o filho de D. João I, o Infante Pedro, Duque de Coimbra
  • D.ª Filipa de Lencastre
  • o escritor Fernão Mendes Pinto
  • Frei Gonçalo de Carvalho
  • Frei Henrique Carvalho
  • o poeta Luís de Camões
  • o pintor Nuno Gonçalves
  • o cronista Gomes Eanes de Zurata
  • o viageiro Pêro da Covilhã
  • o cosmógrafo Jácome de Maiorca
  • o navegador Pedro Escobar
  • o matemático Pedro Nunes
  • o navegador Pêro de Alenquer
  • o navegador Gil Eanes
  • o navegador João Gonçalves Zarco
  • o filho de D. João I, o Infante Santo D. Fernando

Do outro lado encontram-se:

  • o rei D. Afonso V
  • o navegador Vasco da Gama
  • o navegador Afonso Gonçalves Baldaia
  • o navegador Pedro Álvares Cabral
  • o navegador Fernão de Magalães
  • o navegador Nicolau Coelho
  • o navegador Gaspar Corte Real
  • o navegador Martim Afonso de Sousa
  • o navegador João Barros
  • o navegador Estêvão da Gama
  • o navegador Bartolomeu Dias
  • o navegador Diogo Cão
  • o navegador António Abreu
  • o navegador Afonso de Albuquerque
  • o missionário São Francisco Xavier
  • o capitão Cristovão da Gama.

O interior do Padrão dos Descobrimentos foi renovado e adaptado na década de 80, passando a ser um espaço polivalente de fruição cultural composto por um auditório e algumas salas de exposição.

Imagens do Padrão dos Descobrimentos

Vídeo do Padrão dos Descobrimentos

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Publicado em Monumentos de Portugal, Últimos
Um comentário sobre “Padrão dos Descobrimentos
  1. Alfred caldeira de França Cassaca disse:

    Não existe na História da Humanidade, quão altivo monumento em homenagem aos seus magnânimos navegadores descobridores que, em mais de noventa por cento das expedições marítimas foram singradas por mares nunca dantes navegados. Fora por probidade de vontades titãs que os descobridores entregaram para a História do Mundo a odisseia levadas aos feitos, que contou com mais de um século. Desde o primeiro descobridor: João Gonçalves Zarco até Fernão de Magalhães. Para na prática a humanidade obter a veracidade do Gobeta terrestre ser em esfericidade!
    Indubitável, Mais nenhum país, além de Portugal contém o mais pomposo monumento em homenagem aos seus mais altivos heróis descobridores, por mais de dois terços do Globeta-Terra. – “E sem fábulas, todos nós sabemos que fomos os primeiros e únicos no Mundo”!
    E sobretudo, Lisboa deveria ser a Capital do “Descobri do Mundo Pelos Portugueses”. – A nossa Capital deveria ser património da Humanidade. Em virtude de já ser a Capital do mundo da nossa Lusitanidade!

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