Óscar Carmona

Óscar Carmona, filho de Inácio Maria Machado de Morais Carmona e de Maria Inês Fragoso Corte Real, nasceu em Lisboa em 1869.

Recebeu formação no Colégio Militar entre 1882 e 1888 e na Escola do Exército entre 1889 e 1892, seguindo assim o desejo do seu pai que era general do exército.

Carreira de Óscar Carmona

Óscar Carmona começou a sua carreira profissional como aspirante a oficial de Cavalaria em 1892 passando dois anos mais tarde a alferes.

Em 1910 tornou-se capitão do exército e mais tarde, ainda nesse ano chega a major. Em 1916 tornou-se tenente-coronel e três anos mais tarde, coronel. Chega a general em 1922 e em 1947 tornou-se marechal.

Além da sua carreira profissional como militar, Óscar Carmona desempenhou também vários cargos.

Óscar Carmona (Autor: Imagem em domínio público)

Óscar Carmona (Autor: Imagem em domínio público)

Em 1911 tornou-se membro da Comissão de Reforma do Exército. Serviu como instrutor na Escola Central de Oficiais entre 1913 e 1914.

Entre 1918 e 1922 desempenhou o cargo de diretor da Escola Prática de Cavalaria de Torres Novas.

Foi comandante da IV Divisão de Évora entre 1922 e 1925, função à qual acumulou o cargo de ministro da Guerra em 1923. Foi ministro dos Negócios Estrangeiros em 1926 e depois tornou-se presidente do Ministério entre 1926 e 1928.

Óscar Carmona Como Presidente da República

Óscar Carmona ocupou o cargo de presidente do Ministério desde 9 de Julho de 1926 acumulando de forma não oficial o cargo de Presidente da República.

Mais tarde, ele acabaria por ser nomeado interinamente, por decreto, para o cargo a 16 de Novembro do mesmo ano.

Um ano e meio depois, a 25 de Março de 1928 foi eleito por sufrágio direto e reeleito sucessivamente sem que existisse qualquer outro candidato como opositor nas eleições de 17 de Fevereiro de 1935, 8 de Fevereiro de 1942 e em 13 de Fevereiro de 1949.

Nesta última eleição, o general Norton de Matos ainda chegou a apresentar a sua candidatura em oposição a Óscar Carmona, mas acabou por se retirar antes da votação.

Assim, Óscar Carmona foi oficialmente Presidente da República entre 16 de Novembro de 1926 e 18 de Abril de 195, o dia da sua morte.

Foi com Óscar Carmona como Presidente da República que António Oliveira Salazar foi nomeado ministro das Finanças em 27 de Abril de 1928. Apesar de a essa data eles não terem quaisquer relações pessoais, desde muito cedo Salazar ganhou a sua confiança.

Assim, foi graças a Carmona que Salazar (Ministro das Finanças), apesar de não ter seguido uma carreira militar, foi nomeado presidente do Ministério a 5 de Maio de 1932.

Carmona facilitou muito a vida de Salazar de modo a que este pudesse instituir o Estado Novo com a aprovação da nova constituição a 11 de Abril de 1933. E se até aí Óscar Carmona tinha uma posição pouco ativa como Presidente da República, a partir de então a sua intervenção nos assuntos do Estado passou a ser escassa ou nula.

Apesar de alguns observadores associarem esta falta de ação a uma doença que o teria afetado em 1935, a verdade é que tal se ajustava ao seu perfil, e continuava a ser uma figura fundamental para a solidificação do regime a nível do seu pilar militar.

No entanto, a concentração de todas as pastas-chave em Salazar, que Óscar Carmona teve que aceitar, devido à situação extremamente delicada criada pela Guerra Civil Espanhola, entre 1936 e 1939, e a II Grande Guerra Mundial, entre 1939 e 1945, levou a um conflito entre os dois.

Em 1949, o governo de Salazar fixou oficialmente a campanha “livre”. No entanto, devido à fiscalização independente dos cadastros eleitorais e da própria votação, esse conceito de campanha livre não passava de uma fachada.

Foi por esse motivo que o general Norton de Matos acabou por desistir da sua candidatura à presidência da República, conforme o próprio explicou num telegrama enviado a Salazar. Por isso, enquanto quisesse continuar como Presidente da República, Óscar Carmona tinha o seu lugar praticamente garantido, tendo ocupado esse cargo até ao fim da sua vida.

Após a sua morte, Óscar Carmona foi enterrado no Panteão Nacional com toda a pompa que era apropriada para alguém que foi Presidente da República durante um quarto de século.

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