Monumento da Guerra Peninsular (Lisboa)

O Monumento da Guerra Peninsular de Lisboa localiza-se na Rotunda de Entrecampos, na Praça de Entrecampos, a antiga Praça Mouzinho de Albuquerque, na freguesia de Campo Grande.

Concurso Para a Sua Construção

O concurso para escolher o projeto de construção do monumento foi levado a cabo no início do século XX, quando decorria o ano de 1908, e foi ganho por dois irmãos: o escultor José de Almeida Ferreira e pelo arquiteto Francisco de Almeida Ferreira que o executaram.

História do Monumento da Guerra Peninsular

O Monumento da Guerra Peninsular de Lisboa foi erigido como evocação do centenário da vitória das tropas de Portugal sobre as tropas francesas de Napoleão Bonaparte.

O Monumento da Guerra Peninsular de Lisboa localiza-se na Rotunda de Entrecampos, na Praça de Entrecampos (Autor: HistoriaDePortugal.info)

O Monumento da Guerra Peninsular de Lisboa localiza-se na Rotunda de Entrecampos, na Praça de Entrecampos (Autor: HistoriaDePortugal.info)

O objetivo deste monumento é homenagear o papel preponderante e a heroicidade do povo português na guerra peninsular, principalmente por parte daqueles que morreram durante o curso das Invasões Francesas, ocorridas entre o ano de 1807 e o ano de 1814.

Construção do Monumento da Guerra Peninsular

A construção deste monumento teve início a 15 de Setembro de 1908, aquando das comemorações do primeiro centenário das Invasões Francesas, tendo contado nessa altura com a presença do Rei D. Manuel II, a quem coube o privilégio de colocar a primeira pedra do monumento.

Já a sua construção terá sido finalizada em 29 de novembro de 1932, tendo este sido inaugurado mais tarde, somente em 8 de janeiro de 1933, tendo-se desta vez contado com a presença do presidente da República, o General Carmona.

Características do Monumento da Guerra Peninsular

Este é um monumento com 12 metros de altura, que é constituído por dois patamares, unidos entre si por uma base comum.

Ao passo que o patamar inferior é de lioz, o patamar superior é de bronze.

A composição deste monumento sugere uma leitura épica, que nos é contada em todas as suas faces:

– na face frontal podemos ver o túmulo de Vasco da Gama, sobre o qual se encontra um grupo de frades, populares e militares, jurando a defesa da pátria;

– na face nascente figura um pórtico, encontrando-se na sua extremidade o túmulo de Camões, coroado com diverso versos da sua obra principal Os Lusíadas;

– na face poente apresenta um grupo. Aí, demarca-se uma jovem ajoelhada aos pés de uma figura masculina;

– em cima, para além dos 12 escudos das povoações intervenientes na guerra, observa-se o grupo de bronze, onde se destaca a figura da pátria, de cinco metros de altura, para além de soldados, de espingardas em riste, ameaçando a águia napoleónica.

Invasões Francesas, Motivo Recorrente da Estatuária Portuguesa

O motivo das invasões francesas gerou monumentos, um pouco por todo o país, que se mostram grandiosos, com grande beleza, especialmente nas estátuas de Lisboa e do Porto, locais onde as invasões francesas mais se fizeram sentir.

Imagens do Monumento da Guerra Peninsular

Vídeo do Monumento da Guerra Peninsular

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