Macanaz (Melchor DE)
MACANAZ (MELCHOR DE)
(Hellín, 1670-Hellín, 1760). Político espanhol. Era licenciado em filosofia pela Universidade de Valência e em direito pela de Salamanca. Finalizados os seus estudos, viajou a Madrid para ocupar-se da educação dos filhos do marquês de Villena, de um dos quais, o conde de San Esteban de Gormaz, seria posteriormente secretário. Na sua companhia viajou por distintos pontos do país durante a guerra de Sucessão. Como jurista assessorou Amelot na supressão dos foros de Valência e Aragão (1707) e exerceu como juiz em Valência. A sua defesa de uma política desamortizadora causou as iras do arcebispo valenciano Folc de Cardona, que chegou a excomungá-lo em 1709. Dois anos mais tarde instalou-se como intendente em Saragoça, onde escreveu as Regalias dos senhores reis de Aragão. Nomeado efemeramente procurador do Conselho de Castela (1713), após ser abolido o seu cargo tentou levar a cabo diversas reformas nas universidades, na Inquisição e noutras instituições. O chamado Pedimento dos 55 parágrafos, escrito contra os privilégios da Igreja, provocou fortes condenas que, se inicialmente apenas foram teóricas, tomaram carta de natureza com o aparecimento em cena de Isabel Farnesio (1714); após ser exonerado das suas responsabilidades, a Inquisição processou Macanaz e foi condenado (1716), embora conseguisse instalar-se em Pau. Posteriormente exerceu como diplomata espanhol em Paris até 1748. Escreveu Defensa crítica de la Inquisición (1727) e diversos memoriais de tendência mercantilista. Mediante enganos, Ensenada, que desconfiava dele, conseguiu atrai-lo a Espanha, e foi detido na Corunha em 1748. Em Julho de 1760 Carlos II decretou a sua liberdade, poucos meses antes da sua morte, acontecida em Dezembro desse ano.
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