Lousã

Lousã é uma vila portuguesa no distrito de Coimbra, localizada na região central do país.

É sede do município do mesmo nome que pela sua vez está subdividido administrativamente em seis freguesias: Casal de Ermio, Foz de Arouce, Gândaras, Lousã, Serpins e Vilarinho.

Origens Históricas da Lousã

É provavel que a povoação fosse fundada durante a época da invasão romana de Conímbriga, fato que pode ser sustentado pela descoberta de numerosos vestígios históricos desta ocupação como moedas, pedras tumulares, tijolos e peças metálicas, dentre outras.

A povoação de Conímbriga é uma das povoações romanas mais importantes assentadas em Portugal e localizada perto de Coimbra.

Atualmente Conímbriga está classsificada como monumento nacional. Ainda assim, conta uma lenda popular que nos tempos da invasão árabe o emir Arunce de Conímbriga cansado dos ataques que com frequencia atingiam esta cidade ordenou a fundação da vila de Lousã para proteger a sua filha Pereira enquanto ele estava de viagem na África.

O nome deste emir Arunce, ficaria ligado então com a vila dado que a povoação e seu castelo foram nomeados com o nome de Arouce.

Lousã é uma vila portuguesa no distrito de Coimbra, localizada na região central do país (Autor: Rei-artur @ Wikipedia)

Lousã é uma vila portuguesa no distrito de Coimbra, localizada na região central do país (Autor: Rei-artur @ Wikipedia)

Num contrato datado em 943 realizado entre Zuleima Abaiud e o Abade Mestúlio do Mosterio de Lorvão onde aparece pela primeira vez a referência à povoação com este nome Arauz, localizando-a perto da zona onde foi levantado o castelo de Arouce.

No que tem a ver com o castelo e sua construção segundo apontam várias hipóteses teria sido construído por um moçárabe de Tertúgal educado em Córdova de nome Sesnando.

Construção do Castelo da Lousã

O Conde D. Sesnando Davidis parece ter sido o responsável da pacificação e defesa destes territórios, mas também da reorganização da região e da construção e reconstrução das diversas fortificações utilizadas para proteger a povoação, havendo feito não só restauração do Castelo de Arouce, mas as de outras edificações militares como o Castelo de Coimbra, o de Montemor-o-Velho, Penela e Penacova.

Só depois das invasões bárbaras e muçulmanas a povoação começou a perder interesse estratégico.  É por volta do século XI que Lousã ressurge logo da repovoação e a pacificação dadas pela reconquista para atrair novos povoadores, através do foral concedido em 1151 pelo Rei D. Afonso Henriques, dando início assim o desenvolvimento da bacia de Lousã.

Já na Idade Media o seu foral foi confirmado no governo do Rei D. Afonso II e que estaria em vigor até o século XVI, momento em que seria de novo outorgada a carta foral pelo Rei D. Manuel I.

Desenvolvimento da Vila da Lousã

A partir dos séculos XVIII e XIX a vila cresceu rapidamente devido ao incremento de construções ordenadas pelas famílias nobres que começaram a morar na povoação, manifestando-se na edificação de solares e palácios e com o traçado das ruas.

Contribuiu notavelmente ao florescimento da vila da Lousã o desenvolvimento da indústria do papel com a constituição de várias fábricas das que destacam o Engenho do Papel de Penedo, a Fábrica do Casal do Ernio e a Fábrica do Boque, em Serpins.

Do século XIX também data a fundação do Hospício de Santo António da Ordem Franciscana, mas foi abandonado em 1834 com o fim das ordens religiosas em Portugal.

Contudo, este período de desenvolvimento foi curto posto que nos inícios do século XIX as invasões francesas deixaram destruída em grande parte a vila e os seus bens imóveis.

Formando parte do processo de recuperação, foram restaurados muitos dos castelos e igrejas devastadas e foram construídas novas edificações como a Nova Igreja Matriz e o Novo Hospício em 1880, e o Teatro e o Matadouro, em 1893.

Na atualidade o parte antiga da vila compartilha o limites expandidos da vila com uma zona mais moderna.

Ainda assim, o casco antigo forma parte de um conjunto arquitetônico preservado pelo governo português, núcleo urbanístico composto pelas belas casas apalaçadas, os seus jardins e os solares de estilo barroco.  Em 1910 o Castelo da Lousã foi classificado como Monumento Nacional.

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