Jardim Zoológico de Lisboa

O Jardim Zoológico de Lisboa foi inaugurado em 1884, sendo as suas primeiras instalações no Parque de São Sebastião da Pedreira.

Dez anos mais tarde, o Zoo mudou-se para Pallhavã, para os terrenos onde hoje se situa a Fundação Calouste Gulbenkian.

Em 1905, o Jardim Zoológico de Lisboa foi transferido para o local onde se encontra ainda hoje, na Quinta das Laranjeiras, em Sete Rios.

Neste momento, existem aí mais de 2000 animais de 332 espécies diferentes sendo que 114 são espécies de mamíferos, 157 de aves, 56 de répteis e 5 de anfíbios, existindo ainda uma coleção de artrópodes.

Objectivo do Jardim Zoológico de Lisboa

O objectivo da criação do Jardim Zoológico de Lisboa foi, e continua a ser, o de promover um parque zoológico e botânico que funcione como centro de conservação, reprodução e reintrodução de espécies ameaçadas de extinção nos seus respetivos habitats naturais, sendo isso feito através de programas de enriquecimento ambiental.

Mas o Jardim Zoológico não é apenas um espaço de pesquisa.

Jardim Zoológico de Lisboa (Autor: Ivo Gomes)

Jardim Zoológico de Lisboa (Autor: Ivo Gomes)

Paralelamente, este é também um espaço que alia à componente educativa uma dinâmica de entretenimento, possuindo diversos espaços e atividades que se encontram à disposição dos visitantes.

História do Jardim Zoológico de Lisboa

Em 1882, o Dr. Van Der Laan, Bento de Sousa, o Dr. Sousa Martins e May Figueira juntaram-se para formar a primeira sociedade zoológica e de aclimação de animais e plantas da Península Ibérica. Este teria como modelos de inspiração as que já existiam em França e nos Países Baixos.

Assim, no final desse ano, este grupo passou a viajar pela Europa para visitar os jardins zoológicos que já existiam em algumas capitais europeias.

A 19 de Fevereiro de 1883, eles e outros notáveis portugueses reuniram-se para apresentarem o projeto, sendo que, mais tarde, o rei D. Luís juntou-se a eles dando-lhes o apoio legal necessário.

A 5 de Setembro de 1883 foi elaborada a escritura e em seguida iniciaram-se as obras nos terrenos em São Sebastião da Pedreira, construindo-se pavilhões, viveiros e gaiolas que serviriam para que os primeiros animais pudessem ser expostos.

A 28 de Maio de 1884 foi assim inaugurado o Jardim Zoológico de Lisboa com uma coleção de 1127 animais, sendo que alguns tinham sido doados pela Família Real Portuguesa e por outras personalidades. A cerimónia de inauguração contou com a presença da Família Real e também de uma grande massa de gente e, durante os restantes sete meses do ano de 1884, registou-se uma afluência de 170 mil visitantes a este local.

Dez anos mais tarde, o jardim zoológico foi obrigado a mudar-se para a Palhavã, nos terrenos em que hoje se encontra a Fundação Calouste Gulbenkian e que eram contíguos a Norte aos de São Sebastião da Pedreira. Mas, esses eram terrenos de semeadura e não contavam com a beleza do antigo parque, devido à falta de vegetação à qual os visitantes estavam já habituados. Assim, procedeu-se à rápida arborização dos terrenos e à construção de instalações para os animais.

A 13 de Maio de 1894 o parque foi reinaugurado, sendo que ainda não era possuidor do lago nem da vegetação frondosa. Por isso, para atrair mais público, a administração do Jardim Zoológico de Lisboa decidiu que passariam a ser realizados concertos no coreto do jardim. Esta iniciativa fez do Jardim Zoológico um autêntico espaço cultural.

Jardim Zoológico de Lisboa na Atualidade

Visto que o contrato de arrendamento dos terrenos da Palhavã terminava em 1905, a sociedade do jardim decidiu mudar-se novamente, instalando-se desta vez na Quinta das Laranjeiras em Sete Rios e aí permaneceu até aos nossos dias. Este era um espaço excelente com 94 mil metros quadrados de terrenos já arborizados, o que permitia um maior espaço para as instalações dos animais. Este espaço foi inaugurado em 28 de Maio de 1905.

Algumas cenas do filme “A Canção de Lisboa”, realizado por Cottinelli Telmo em 1933 foram rodadas no Jardim Zoológico, tendo este filme alcançado um enorme sucesso e sendo hoje considerado um clássico do cinema português.

Em 1952, a Câmara Municipal de Lisboa agraciou esta instituição com a “Medalha de Ouro de Lisboa”, além do reconhecimento como “Instituição de Utilidade Pública”.

Com o 25 de Abril de 1974, o Jardim Zoológico de Lisboa passou por algumas dificuldades pois costumava ser financiado por verbas oriundas de Angola e Moçambique, além de receber animais provenientes desses países. Com a sua independência, isso deixou de acontecer e o governo suspendeu os subsídios oficiais. Isso fez com que esta Instituição passasse por um mau bocado.

Em 1983, o Jardim Zoológico veio a ter uma nova administração que conseguiu dinamizar o espaço através da criação de um bingo nas suas instalações e também com ajuda da publicidade que passou a ser feita ao local.

No início da década de 90 deu-se lugar a uma expressiva campanha de aquisição de novas espécies e iniciou-se a campanha de apadrinhamento de animais que se mostrou um sucesso.

Além disso, em 1992, o Jardim Zoológico de Lisboa passou a fazer parte da Associação Europeia de Zoológicos e Aquários e também participou no “International Species Information System” que visava criar uma base de dados com todos os animais em cativeiro do mundo.

Em 1994, o Jardim Zoológico de Lisboa passou a contar com algumas novas atracões, entre as quais o teleférico, o reptilário, o biotério e o delfinário, apelidado de “baía dos Golfinhos.

Ainda hoje, o Jardim Zoológico de Lisboa continua a fazer as delícias dos miúdos e dos mais crescidos também.

Imagens de Jardim Zoológico de Lisboa

 

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