História de Marvão

A vila de Marvão se encontra localizada no Distrito de Portalegre, na região de Alentejo, nos limites com Espanha.

Está subdivido em quatro freguesias: [[Beirã]], [[Santa Maria de Marvão]], [[Santo Antônio das Areias]] e [[São Salvador de Aramenha]].

Está classificada dentro da lista de candidatos a Patrimônio Mundial da Unesco desde o ano 2000.

Sabe-se que pelo menos dos tempos românicos foi utilizada como ponto estratégico militar, sendo aproveitados seus rochedos e altitude como refúgio ou como atalaia contra os invasores.

Segundo o historiador cordovês hispano-muçulmano Isa Ibn Àhmad ad-Rázi no século X era conhecida a existência de uma fortaleza designada como Amaia de Ibn Maruán ou Fortaleza de Amaia.

Esta fortificação serviu de proteção em 884 para o rebelde muladi Ibn Marwan al-Yil’liqui onde ele fundou a Vila de Marvão como reino independente em contra dos emires de Córdova e que durou até a instauração do Califado nesta cidade em 931.

Reconquista Cristã de Marvão

A vila foi reconquistada por D. Afonso Henriques no século XII e retomada pelos mouros nos fins deste mesmo século em 1190.

Já no século XIII a cidade recebe a [[Carta Foral]] por parte de D. Sancho II e ordena a ampliação do castelo.

Em 1299 D. Dinis tomou a posse do castelo em disputa com seu irmão D. Afonso e o inclui dentro de suas edificações militares de defesa contra as futuras guerras contra os espanhóis e castelhanos.

Para a defesa da vila e no contexto histórico da Guerra de Restauração é construído no século XVI a estrutura amuralhada de abaluartes rodeando o povoado de Marvão, além da realização de importantes melhoras e a reabilitação do castelo, transformando o conjunto em cidadela fortificada.

A vila de Marvão se encontra localizada no Distrito de Portalegre, na região de Alentejo, nos limites com Espanha (Autor: Krzysztof Żwirski)

A vila de Marvão se encontra localizada no Distrito de Portalegre, na região de Alentejo, nos limites com Espanha (Autor: Krzysztof Żwirski)

A partir destas restaurações a Vila de Marvão formou parte em primeira linha da defesa do Alto Alentejo e dos territórios de Portugal, participando de maneira ativa e estratégica em todos os confrontos de Portugal contra os inimigos externos como a Guerra de Sucessão Espanhola, no século XVIII, a Guerra dos Sete Anos, dentre os anos 1756 e 1762, a Guerra das Laranjas nos começos do século XIX, as Guerras Peninsulares de 1807 até 1811 e as Guerras Liberais de 1832 até 1834.

Assim, a Vila de Marvão e sua fortificação mantiveram seu valor militar até o século XIX, sendo conservada boa parte do seu patrimônio histórico.

Topografia de Marvão

A vila se encontra inserida no topo da Serra do Sapoio, cujas características físicas permitem evidenciar que o povoado foi construído de maneira forçada, devido sobretudo, às difíceis condições do terreno.

É um lugar ermo, desabrigado e sem solos férteis para semear.  Os primeiros povoadores foram soldados, cavaleiros e demais pessoas que defendiam a zona e onde o crescimento da população foi amparado na sombra do castelo.

A atual Vila de Marvão se destaca como importante ponto que atrai o turismo histórico, onde a arquitetura medieval permanece muito preservada, dado em parte à topografia do local que apresenta um solo de extrema dureza, mas também ao progressivo despovoamento acontecido no século XVII por causa da guerra, que obrigou à população a sair da vila amuralhada para outras povoações.

Principais construções Arquitetônicas em Marvão

Dentro do conjunto harmônico da Vila, sobressaem algumas edificações como o Castelo de Marvão, classificado como Monumento Nacional em 1922.

De essência medieval embora tenha vestígios de construções romanas encerra dentre seus muros a vila, sendo estes reforçados por torres e apresentando umas linhas defensivas de distribuição concêntrica.

É o coração da cidade fortificada, orientada para a fronteira, sob seu amparo foram edificadas as outras construções como a Igreja de Santa Maria hoje convertida em Museu Municipal, a Igreja do Espírito Santo e a Igreja de São Tiago, a primeira de corte renascentista e a outra com reminiscências do gótico está conservada na sua parte interior.

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