Guerra da Restauração

Com a crise da sucessão ao trono, devido à morte do rei D. Sebastião de Portugal, o país passou a ser governado por Filipe II de Espanha, que passaria a ser Filipe I de Portugal.

Depois dele seguiram-se como reis o seu filho Filipe II de Portugal (III de Espanha) e o seu neto Filipe III de Portugal (IV de Espanha).

A esta sucessão de reis que governaram sobre Portugal e Espanha, deu-se o nome de Dinastia Filipina.

Ao todo esta dinastia durou sessenta anos.

Esta monarquia dualista desde bem cedo reuniu a oposição de vários membros da nobreza portuguesa. A contestação começou por parte do Prior do Crato, também ele dentro da linha de sucessão ao trono, mas que não o chegou a ser devido a ser considerado um bastardo. E depois a contestação continuou em vários episódios isolados.

Restauração da Independência

Em 1637 ocorreu o tumulto do Manuelinho de Évora, um pronuncio do que viria a ocorrer três anos mais tarde, em 1640, com a instauração da casa de Bragança em 1 de Dezembro de 1640, dia da restauração da independência de Portugal.

Com a crise da sucessão ao trono, devido à morte do rei D. Sebastião de Portugal, o país passou a ser governado por Filipe II de Espanha, que passaria a ser Filipe I de Portugal (Autor: Imagem em domínio público)

Com a crise da sucessão ao trono, devido à morte do rei D. Sebastião de Portugal, o país passou a ser governado por Filipe II de Espanha, que passaria a ser Filipe I de Portugal (Autor: Imagem em domínio público)

A conspiração de 1640, contra o rei Filipe III de Portugal, foi planeada por um grupo de quarenta homens da nobreza que ficou conhecido como “os Conjurados”, dos quais se destacavam D. Antão de Almada, D. Miguel de Almeida e o Dr. João Pinto Ribeiro. Este grupo de homens acorreu ao Terreiro do Paço no sábado, 1 de Dezembro de 1940, e matou o secretário de Estado Miguel de Vasconcelos, além de aprisionarem a Duquesa de Mântua, prima de Filipe III e a quem este tinha confiado o governo de Portugal. Este momento foi o ideal para esta conspiração, pois o Reino de Espanha estava envolvido na Guerra dos Trinta Anos e estava mais preocupado em vencer a revolta da Catalunha do que propriamente com o território português.

Após a restauração da independência, a maior preocupação de D. João IV, o novo rei de Portugal, e dos seus apoiantes passou a ser a consolidação do poder alcançado. Em primeiro lugar, seria necessário que D. João IV fosse reconhecido a nível nacional e internacional como o legítimo rei de Portugal. A nível nacional, isso foi conseguido prontamente com o juramento perante as Cortes de Lisboa, em Janeiro de 1641. Depois, D. João IV enviou vários embaixadores às várias capitais europeias com o objetivo de obter o apoio dos outros monarcas. Esse esforço foi bem sucedido.

Mas, o maior problema que se colocava era de natureza militar pois seria de esperar que Espanha voltasse a atacar a soberania portuguesa. Se os espanhóis tivessem atacado de imediato, D. João IV não teria tido tempo para organizar os seus exércitos.

Mas, devido à Guerra dos Trinta Anos, enquanto esta não terminou, Espanha não tentou atacar Portugal pois tinha todos os seus meios envolvidos nessa guerra. Assim, D. João IV teve tempo de conseguir preparar os seus exércitos e arranjar os meios necessários para custear os esforços de guerra.

Investidas de Espanha

Terminada a Guerra dos Trinta Anos, em 1648, os espanhóis passaram a fazer algumas campanhas, de forma esporádica e inconsequente, que os portugueses enfrentaram sem grandes dificuldades, sendo que, a primeira investida séria por parte de Espanha viria a dar-se apenas em 1663 quando já D. Afonso VI era o rei de Portugal.

Nessa altura, Portugal perdeu as praças de Évora e Alcácer do Sal. Estes conflitos passaram a realizar-se de forma descontínua e irregular, quase sempre com vantagem para os portugueses. Algumas das batalhas que se realizaram nesse contexto foram a Batalha do Ameixal, em 1663, a Batalha de Castelo Rodrigo, em 1664, e a Batalha de Montes Claros, em 1665.

Tratado de Paz

Se considerarmos que esta guerra entre Portugal e Espanha (Guerra da Restauração) se iniciou em 1 de Dezembro de 1640, podemos dizer que durou quase 28 anos, vindo a paz a ser assinada já durante o reinado de D. Pedro II de Portugal, em Lisboa, a 13 de Fevereiro de 1668. Nesse tratado, Espanha reconheceu a título definitivo a independência de Portugal.

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Publicado em História de Portugal, Últimos
2 comentários sobre “Guerra da Restauração
  1. Jorge disse:

    No que diz respeito ás investidas por parte de Espanha a primeira investida não foi em 1663 mas sim em 1644 mais propriamente em 28 de novembro. Uma força composta por 12.000 Infantes e 2600 cavalos. Vai em direção a Campo Maior mas devido às cheias do rio Caia toma a direção de elvas chegando a 1 de Dezembro e efetua o cerco à cidade após 6 dias tentativa de implementação do cerco à cidade retira devido ás baixas provocadas pelo intenso fogo de artilharia e pelo rigoroso inverno que se fazia sentir. Ainda em 1658, quando Espanha com um exercito comandando pelo Primeiro ministro de Filipe III de Portugal e IV de Espanha D. Luís Mendez de Haro e Guzman e o seu General Marques de Torrecusa com um efetivo de mais de 19.000 homens faz o cerco à Cidade de Elvas. Em 1659 trava-se uma batalha que ficou conhecida como Batalha das Linhas de Elvas no dia 14 de Janeiro que atualmente é o dia do feriado do Município de Elvas.

  2. leandro freitas de lima disse:

    O tratado assinado por Portugal e Espanha, em 13 de fevereiro de 1668, tem algum nome e estabeleceu alguma condição com relação às colônias que eram portuguesas, antes da União das coroas, sobretudo em relação a posse do que é hoje o Brasil?

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