Forte de São Julião da Barra

O Forte de São Julião da Barra é a maior construção de defesa marítima que existe em Portugal.

História do Forte de São Julião da Barra

A sua construção teve início no século XVI quando D. João III era rei de Portugal e teve a colaboração de alguns arquitetos de prestígio naquela época, como é o caso de Miguel Arruda e de Leonardo Turriano.

A função para a qual foi construído era a de defender a barra do rio Tejo cruzando fogo com a Torre do Bugio, cuja construção se iniciou pouco tempo depois. Tinha a fortificação de Cascais como sua guarda avançada e a Torre de Belém, juntamente com a Torre Velha da Caparica constituíam a última defesa do porto de Lisboa.

Em 1580, quando Filipe II de Espanha se preparava para tomar posse de Portugal devido à crise sucessiva ao trono que se instalou com a morte de D. Sebastião, o Forte de São Julião da Barra já estava em funcionamento mas mostrou-se incapaz de impedir o desembarque dos exércitos do duque de Alba que fizeram o cerco por terra levando à sua rendição ao fim de seis dias.

O Forte de São Julião da Barra é a maior construção de defesa marítima que existe em Portugal (Autor: Joao Miguel Otao da Silva Pereira)

O Forte de São Julião da Barra é a maior construção de defesa marítima que existe em Portugal (Autor: Joao Miguel Otao da Silva Pereira)

O Forte passou a ser utilizado como prisão política ainda durante a dinastia filipina tendo por aí passado vários inimigos do poder instituído durante o período do Portugal monárquico. Quando movimento da Restauração da Independência de Portugal se desencadeou, o Forte de S. Julião da Barra foi cercado novamente por terra, o seu ponto mais volátil, mas desta vez pelos portugueses.

Nessa altura, encontrava-se aí como prisioneiro D. Fernando de Mascarenhas, devido ao fato de ele ter exercido pressão sobre o governador espanhol para que este negociasse a rendição. Com a conquista do Forte, D. Fernando de Mascarenhas passou a assumir novamente uma posição de relevo na guerra que deu origem à restauração.

No ano de 1650, com o objectivo de reforçar a fortificação do litoral de Lisboa, D. João IV ordenou que recomeçassem as obras do Forte para aumentar o poder defensivo do lado de terra, o lado por onde sempre tinha sido tomado.

Em inícios do século XIX, por ocasião das invasões francesas, as tropas de Napoleão instalaram-se no Forte de São Julião da Barra tomando-o novamente por terra. Mais tarde, os ingleses que vieram em auxílio de Portugal conseguiram reconquistá-lo e devolveram-no aos portugueses.

Esta ajuda por parte dos ingleses foi, no entanto, muito contestada pois estes vieram para Portugal para ajudar na defesa contra as invasões francesas mas, a caminho de Lisboa, por onde quer que passassem, eles pilhavam e destruíam tudo.

Este Forte esteve novamente envolvido numa última ação militar em 1831, no âmbito da guerras civis, quando uma armada francesa em apoio dos liberais acaba por pela primeira vez forçar a tiro a passagem entre S. Julião da Barra e o Bugio e vai ancorar no Tejo.

Já em meados do século XX, mais precisamente a partir do ano 1951, são dadas ao Forte de S. Julião da Barra novas funções, ou seja, além do serviço de faróis e artilharia de costa tem também sido utilizado para actos de representação dos departamentos de Estado que integram a Defesa Nacional.

Ao longo dos séculos, o Forte de S. Julião da Barra tem sido visitado por diversas presenças ilustres, tais como D. Filipe III e D. João IV, Reis de Portugal, e também, num passado mais recente, foi visitado por Junot, o General Eisenhower e o Marechal Montgomery. Actualmente, o Ministério da Defesa Nacional tem por hábito receber no Forte os seus mais ilustres convidados.

O Forte de S. Julião da Barra é uma das mais imponentes edificações militares que poderemos visitar em Portugal. Mas, apenas será possível termos a verdadeira noção da sua grandeza se percorrermos as suas muralhas, salas e masmorras, além de pararmos também um pouco para a apreciar a sua belíssima cisterna abobadada que hoje funciona como Salão de Recepções.

Actualmente, o Forte de S. Julião da Barra é propriedade do Ministério da Defesa.

Imagens do Forte de São Julião da Barra

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Publicado em Fortes de Portugal
2 comentários sobre “Forte de São Julião da Barra
  1. Jacques BRIAND disse:

    Ola !
    Como estrangeiro (francês), agradeço imenso pelos sites que nos trazem pela internet , esta ilustre cultura Portuguesa.
    Ja visitei varios fortes e fortalezas ,palacios em Portugal continental, mas também nos Açores, Bissau,São Tomé,Goa,Damão, Cochim ,assim como as ruinas da antiga Baçaim …Ai tambem, perpetua-se aquele “Esplendor” de Portugal…
    Obrigado pela sua contribuição na difusão da Cultura de Portugal .
    Jacques BRIAND

  2. HistoriaDePortugal.info disse:

    De nada ;)

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