Fernando José Salgueiro Maia

Fernando José Salgueiro Maia, natural de Castelo de Vide, distrito de Portalegre, nasceu em 1 de Julho de 1944.

Fez a sua instrução primária em São Torcato, concelho de Coruche, e a secundária em Leiria.

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História de Fernando José Salgueiro Maia

O seu nome ficará para sempre ligado ao 25 de Abril de 1974 como um dos principais protagonista da Revolução dos Cravos que deu início ao processo de democratização de Portugal.

Fernando José Salgueiro Maia no final de 1964 ingressa na Academia Militar em Lisboa e 2 anos mais tarde dirige-se até Santarém e apresenta-se na Escola Prática de Cavalaria.

Passados 2 anos mais Fernando José Salgueiro Maia integra a 9.ª Companhia de Comandos e parte rumo ao norte de Moçambique, em plena guerra colonial, onde, devido às suas acções é promovido a capitão já em 1970.

Após a sua primeira comissão em África, Fernando José Salgueiro Maia, parte novamente, desta vez para a Guiné-Bissau de onde regressaria em 1973 para voltar à Escola Prática de Cavalaria de Santarém.

Nessa época iniciavam-se às primeiras reuniões clandestinas do Movimento das Forças Armadas – MFA – a que Salgueiro Maia assiste como Delegado de Cavalaria, integrando a Comissão Coordenadora do Movimento.

Após a fase de preparação inicial e da tentativa falhada do “Levantamento das Caldas”, em 16 de Março de 1974, o Movimento das Forças Armadas prepara uma nova acção para 25 de Abril do mesmo ano.

A Salgueiro Maia é entregue uma das missões mais importantes desse dia.

Fernando José Salgueiro Maia saiu de Santarém, liderando uma coluna de carros blindados da Escola Prática de Cavalaria e rumar a Lisboa para ocupar o Terreiro do Paço e os ministérios ali instalados e capturar Marcelo Caetano, chefe do governo.

Imagem de Fernando José Salgueiro Maia (Autor: Imagem em domínio público)

Imagem de Fernando José Salgueiro Maia (Autor: Imagem em domínio público)

O presidente do conselho seria detido, na tarde desse mesmo dia, mas no Quartel do Carmo, onde se tinha refugiado.

Marcelo Caetano rendeu-se a Salgueiro Maia depois de garantir a sua única exigência: entregar o governo ao General António Spínola.

Seria o próprio capitão Maia a escoltar o governante deposto até ao avião que o levaria para a ilha da Madeira para depois partir dali para o exílio no Brasil.

Com a sua intervenção nesse dia, crucial para que toda a operação fosse coroada de êxito, Salgueiro Maia, um dos Capitães de Abril, contribuiu de formal decisiva para que Portugal caminhasse para a democratização e para libertação de um povo amordaçado há mais de 40 anos.

No entanto o processo revolucionário e a transição para a liberdade não seriam pacíficos e durante os meses que se seguiram ao 25 de abril de 1974 foram vários os episódios violentos que tiveram lugar um pouco por todo o país.

Este período ficaria conhecido por Verão Quente de 75 e viria a culminar em 25 de novembro desse ano quando um golpe de estado afastou a esquerda revolucionária do poder.

Nesse dia Salgueiro Maia, a pedido do Presidente da República de então, Costa Gomes, voltou a sair da Escola Prática de Cavalaria de Santarém com uma coluna de blindados.

Nos anos seguintes Fernando José Salgueiro Maia esteve destacado nos Açores, comandou o presídio militar de Santa Margarida e voltou à Escola Prática de Cavalaria de Santarém em 1983, ano em que foi agraciado coma Grã-Cruz da Ordem da Liberdade.

A partir dessa data e até ao ano da sua morte, em 1992, vítima de um cancro, o já Major Fernando José Salgueiro Maia recusou ser adido militar numa embaixada à sua escolha, Governador Civil do Distrito de Santarém e membro da Casa Militar da Presidência da República.

A título póstumo recebeu o grau de Grande Oficial da Ordem da Torre e Espada e a Medalha de Ouro de Santarém.

Para a história fica a frase que disse aos seus homens, na madrugada de 25 de Abril de 1974, na parada da Escola Prática de Cavalaria de Santarém antes da partida para Lisboa:

“Meus senhores, como todos sabem, há diversas modalidades de Estado. Os estados sociais, os corporativos e o estado a que chegámos. Ora, nesta noite solene, vamos acabar com o estado a que chegámos! De maneira que, quem quiser vir comigo, vamos para Lisboa e acabamos com isto. Quem for voluntário, sai e forma. Quem não quiser sair, fica aqui!”

Todos os 240 homens que ouviram estas palavras formaram de imediato à sua frente. Depois seguiram para Lisboa e marcharam sobre a ditadura.

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