Fernando I de Leão

Fernando I de Leão, mais conhecido na época medieval como “O grande” ou o “El Magno”, este viveu de 1016 a 1065.

Filho de D. Sancho III de Navarra e de Infanta Maior de Castela, tendo este alcançado o posto de Conde de Castela cedido pelo seu pai.

As Conquistas de Fernando I de Leão

Fernando I de Leão adquiriu o Reino de Leão, utilizando as suas forças e da sua consequente equipa de batalha, juntamente com as suas armas, após uma vitória sobre o seu irmão a 1037, sendo que passaria a ser Rei de Leão.

Tendo outros factores ajudado a esta vitória a nível pessoal como o casamento com a irmã, do poderoso Rei Bermudo III de Leão, Sancha I de Leão.

Fernando I de Leão

Fernando I de Leão

Reinou em Castela titulado como Rei desde 1033. A 1038, quando em guerra com Fernando de Tamaron, Bermudo acabara por perder a vida, Fernando toma posse de León, ainda que, por direito da sua esposa Sancha.

Fernando acaba por invadir a secção Moura da Galiza, e acaba por criar, no que é conhecido nos dias de hoje, o norte de Portugal.

Com o norte de Espanha já estruturado, Fernando, a 1056, ocupa ainda o lugar de Imperador de Espanha.

A utilização deste título foi claramente ressentido pelo Imperador Henrique II, apoiado pelo Papa Vítor II, em 1055, como tendo implicado uma reivindicação à chefia da cristandade, e com uma usurpação do Sacro Império Romano.

Isto não significaria, contudo, que mais do que o soberano de Leão era o chefe dos príncipes da Península Ibérica, e que Espanha era independente do Império.

Embora sabendo que Fernando I de Leão provinha de um berço de ouro, habituado e crescido no ambiente de poder pelo fardo carregado através do grande nome e posição que ocupara Bermudo de Leão e, ainda que em datas posteriores, este tenha derrotado e matado o seu irmão Garcia de Navarra, ele figuraria entre os Reis de Espanha, que foram contados em regimes religiosos.

Em grandes medidas, Fernando I de Leão podia ter a sua grande fama derivado às conquistas e vitórias militares sobre os Mouros, tendo este iniciado o período da reconquista cristã da Península.

Relativamente a Fernando I de Leão, não pode haver qualquer tipo de dúvidas de que se encontrava profundamente piedoso. Aproximando-se a chegada do fim do seu reinado, ele enviara uma embaixada especial até Sevilha para que trouxessem de volta o corpo da Santa Justa.

O Rei de Sevilha, conhecido como Motadhid, um dos príncipes locais, que havia dividido o califado de Córdoba, foi ele próprio um céptico e envenenador, mas tinha receio saudável do poder do Rei Cristão.

Este acabara por favorecer e ajudar a embaixada em todos os sentidos, e quando o corpo de Santa Justa não pôde ser encontrado, ajudou os emissários, que também foram ajudados por uma visão obtida e baseada em sonhos, para descobrir o corpo de Isidoro de Sevilha, em vez disso.

O corpo do médico encontrado foi levado para a reverência León, onde na Igreja de San Juan Bautista foi reconsiderado para receber relíquias.

Fernando I de Leão após as mais variadas conquistas a nível de batalhas, onde conseguiu construir as melhores tropas que podia para batalharem em solo militar, ou a nível pessoal, este acaba por exercer um dos mais importantes cargos de chefia máxima como o facto de ter sido coroado Imperador de Espanha, como já referido, a 1056.

Os Momentos de Fernando I de Leão

Anos mais tarde, perto da sua morte, este teve uma atitude digna de Rei, seguindo assim os passos do seu falecido pai e dividiu o seu reino onde o seu primogénito, Sancho, passaria a tomar posse do seu reino principal, Castela.

Todas as suas restantes conquistas foram repartidas por Afonso de Leão, Garcia de Galiza, e ainda pela Elvira e Urraca, a quem deixara em sua posse dois mosteiros.

Fernando acaba por morrer na Festa de São João Evangelista, a 24 de Junho de 1065, em León, com muitas manifestações de devoção ardente, tendo deixado de lado a coroa e o seu manto real, vestido com o manto de monge e deitado num caixão coberto com as cinzas, que foi colocado diante do altar da Igreja de Santo Isidoro.

O Misterioso Reino de Leão

O Reino de Leão é, para muitos, um dos grandes mistérios a nível histórico. Pois por mais de 400 anos foi um dos grandes centros políticos entre os reinos Cristãos da Península.

Onde se deu os primeiros passos de complicação política foi em torno de 1030, seguindo os hábitos praticados ela época, o Rei de Leão resolve, por si, encomendar o assassinato do Conde de Castela, talvez por achar que este era demasiado emproado.

Havendo rumores que na época, ele tinha oferecido recompensas a quem fosse o responsável maioritário pelo assassínio praticado. Sendo que, tal assassinato acaba por ser realizado. Sancho, Rei de Navarra, tomara as suas ferramentas necessárias para invadir Castela, invade Leão, mata os assassinos e reclama o Condado de Castela como seu legítimo herdeiro.

Aproveitando-se da relativa debilidade de Leão, antes da sua morte entrega as suas conquistas aos seus filhos Navarra, Castela e Aragão. Assim nasce o Reino de Castela a 1035, sob influências de Navarra, onde Fernando I foi o seu primeiro Rei.

Sendo que mais tarde, Bermudo morreu sem descendentes. Estando Fernando I de Castela casado com a sua irmã, passando assim a ser reconhecido e ocupando o lugar de Fernando I de Leão e Castela. Como o nome indica, este era Rei de ambos os reinos, de Castela e de Leão.

Sendo que, apesar de Navarro, Fernando opta por manter a identidade e cultura de Leão que prevaleceu até sempre.

Sendo hoje conhecido e relembrado como Fernando I de Leão.

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Publicado em Reis de Portugal
2 comentários sobre “Fernando I de Leão
  1. Otavio Bonacio Horta Lessa Waldeck disse:

    Minhas saudações.

    – É interessante como não se fala no filho bastardo do Rei Fernando I,o Magno, Rei de Leão e Castela, que se chamava Múnio Fernandez, nascido no ano de 1030, cuja filha Gontrode Moniz foi casada com Dom Gomes Echigues, nascido em 1010, e que vem a ser, segundo parece constar, um dos antepassados de Pedro Álvares Cabral, dito descobridor do Brasil. Querendo ou não, afinal de contas, Múnio Fernandes era filho do sobredito Rei, e seria muito interessante que não o deixassem relegado ao ostracismo, só porque é filho bastardo, mas, filho.

  2. Tulio disse:

    Alguem me tira uma duvida moro no Brasil mais minha familia e descendente desse Rei tenho direito a cidadania

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