Eudóxio César Azedo Gneco

A 11 de Junho de 1849, nascia em Samora Correia, concelho de Benavente, Eudóxio César Azedo Gneco, mais conhecido como Azedo Gneco, um homem de ascendência italiana cuja influência política perdura até aos nossos dias por ter sido um dos fundadores do Partido Socialista Português.

Eudóxio César Azedo Gneco tornou-se aprendiz de escultor e, aos 16 anos, entrou para a Casa da Moeda.

Aí Eudóxio César Azedo Gneco conquistou uma certa reputação como abridor de cunhos e medalhas e também como gravador tipográfico.

Ao longo da sua carreira profissional, Eudóxio César Azedo Gneco dedicou-se ainda a outras áreas, como gravador, tais como a estampagem de tecidos e a galvanoplastia, sendo-lhe reconhecido grande mérito a nível profissional.

Vida Política de Eudóxio César Azedo Gneco

Aos 22 anos, em 1871, Eudóxio César Azedo Gneco, juntamente com José Fontana, aderem às ideias revolucionárias trazidas de França pela “Internacional”, fazendo parte da secção do Monte Olivete.

Além de ter ocupado funções de destaque no Centro Promotor dos Melhoramentos das Classes Laboriosas, Azedo Gneco foi também secretário da Associação da fraternidade Operária.

Em 1872, Azedo Gneco decide aderir às ideias do Congresso de Haia, sobre a organização dos partidos operários nacionais, mostrando-se assim opositor do anarquismo.

Azedo Gneco (Autor: Imagem em domínio público)

Azedo Gneco (Autor: Imagem em domínio público)

Devido ao fracasso destas ideias, Azedo Gneco envolveu-se na organização da Associação do Trabalho Nacional, que resultava da fusão entre a Fraternidade Operária e a Associação da Trabalho Nacional.

Esta nova Associação travava uma luta no terreno económico, deixando para segundo plano as questões políticas, e chegou a atingir aproximadamente os 3500 membros.

Para poder abrir caminho ao avanço do socialismo, segundo o seu pensamento, seria necessário primeiro que fosse implantada a República. Como tal, Azedo Gneco foi um dos fundadores do Centro Republicano Federal.

Em 1875, torna-se também num dos fundadores do Partido Operário Socialista, juntamente com José Caetano da Silva, António Joaquim de Oliveira, Agostinho Silva e Nobre França.

Nesse partido, Azedo Gneco exerceu funções no 1º Conselho Central, onde se manteve até 1880.

Muitos dos pensamentos socialistas de Azedo Gneco vinham das boas relações que mantinha com Marx e Engels, com os quais terá trocado correspondência com alguma frequência durante a década de 1870.

Talvez por isso, conseguiu ser eleito secretário geral da secção portuguesa da Associação Internacional de Trabalhadores.

Em 1895, Azedo Gneco abandona o Partido Operário Socialista , devido a profundas divergências que surgiram no centro do movimento socialista desde 1890, e funda o Partido Socialista Português.

Nesse mesmo ano, é realizado um Congresso do partido em Tomar, onde é aprovado um novo programa político.

Mais tarde, em 1907 as duas forças voltam a unir-se indo novamente esse programa político a votos e voltando a ser aprovado. Um dos temas que gerava controvérsios no seio do partido era a continuação, ou não da Monarquia, sendo que Azedo Gneco defendia a aproximação aos republicanos.

Em 1896, Azedo Gneco foi enviado como delegado a Londres para participar do Congresso Socialista de Londres e também a nível profissional do Congresso de Litógrafos, onde esteve como representante da Liga de Artes Gráficas do Porto.

Mais tarde, em1899, Azedo Gneco fez parte da missão operária que foi enviada para uma visita à Exposição de Paris.

Em diversas ocasiões, Azedo Gneco foi apresentado como candidato a deputado, mas sempre sem resultados, nunca chegando a ocupar esse cargo político, mesmo sendo ele um dos mais conhecidos oradores do Partido Socialista.

Além disso, Azedo Gneco colaborou várias vezes como comentador político de múltiplas publicações da época.

Entre estas poderemos destacar os seus artigos escritos para as seguintes publicações: O Revolucionário, Rebate, Operário, Actualidade, A Federação, O Primeiro de Maio, Trabalhador, A República Social, Livre Pensamento, Voz do Operário, O Protesto, O Protesto Operário, Vanguarda, O Bom Senso e O Pensamento Social.

Azedo Agneu foi o responsável pela organização do Congresso Nacional Operário de 1893. Em 1895, organizou também o Congresso Anticatólico.

A 29 de junho de 1911, morreu em Lisboa Eudóxio César Azedo Gneco, sendo depois sepultado no Cemitério dos Prazeres.

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