Emídio Guerreiro

Emídio Guerreiro nasceu no dia 6 de setembro de 1899, morreu a 29 de junho de 2005, na cidade de Guimarães.

Foi professor de Matemática e político português.

Filho de militar, sua família inculcou-lhe os ideais republicanos.

Biografia de Emídio Guerreiro

É considerado um grande exemplo de ativismo em contra dos regimes opressores na península ibérica, exercendo sua oposição tanto no campo ideológico como na militância revolucionária.

Á idade de dezessete anos se ofereceu para formar parte do Corpo Expedicionário Português com rumo a Flandres, dado seu desejo de participar como soldado na Primeira Guerra Mundial, entre 1914 e 1918.

Emídio Guerreiro (Autor: Partido Social Democrata)

Emídio Guerreiro (Autor: Partido Social Democrata)

Mas, pelo golpe de estado feito no dia 5 de dezembro de 1917 por Sidónio Pais que desmobilizou as tropas preparadas para a guerra, sua intenções não foram conseguidas.

Posteriormente formou parte de outros conflitos, como a Guerra Civil de Espanha e a Segunda Guerra Mundial.

Anos Universitários de Emídio Guerreiro

Estudou Licenciatura em Matemática, na Universidade do Porto em 1927 onde formou parte do Orfeão Universitário, dirigiu a Associação Académica de Porto, dentre outras atividades extracurriculares.

Sendo ainda estudante formou parte de um grupo de pessoas que protestaram contra o Estado Novo, logo após o Golpe de 1926.

Funda uma loja maçónica em 1928 chamada A comuna (Grande Oriente Lusitano Unido).

Em 1931 foi nomeado professor assistente do professor Francisco Gómez Teixeira na área de Cálculo Diferencial na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, mas sua designação foi obstruída pela Polícia de Vigilância e Defesa do Estado (PVDE) por sua participação nas políticas opositoras da ditadura.

A Vida de Emídio Guerreiro no Exílio

No ano seguinte é preso na Cadeia de Aljube situada em Lisboa, por escrever um texto em contra do Presidente Óscar Carmona, prisão que só duraria um ano posto que Guerreiro consegue escapar do país para um exílio que duraria mais de quarenta anos, primeiramente na Espanha ajudando às forças republicanas, e logo na França servindo dentro das filas da Resistência contra os nazis. Logo do fim da Guerra permanece em Paris dando aulas de matemáticas até 1974.

Durante o tempo que Guerreiro esteve fora de Portugal, sua participação na política portuguesa foi muito ativa.  Enquanto lecionava na França criou o Comité para a Defesa das Liberdades em Portugal, em 1959 foi o representante em Paris do General Humberto Delgado até sua desaparição e tomou parte no processo de acusação na Espanha denunciando o crime.

Em 1967, ajuda na fundação da Liga de Unidade e Ação Revolucionária (LUAR), junto com Palma Inácio e outros políticos portugueses exilados na clandestinidade.

A LUAR tinha o objetivo de combater o Regime Salazarista ou Estado Novo.

Esta associação com Palma Inácio terminou em grandes desacordos e conflitos ideológicos que contribuíram para o fim da Liga.

Carreira Política de Emídio Guerreiro em Portugal

A partir do seu retorno a Portugal depois dos atos do dia 25 de abril de 1974, Emídio Guerreiro aderiu-se a projeto político proposto por Francisco Sá Carneiro dentro do [[Partido Popular Democrático]] (PPD), atual [[Partido Social Democrata]] (PSD), onde foi designado no cargo de Secretário-Geral em ausência do Chefe no estrangeiro.

Devido a problemas políticos internos dentro do Partido dada a orientação de [[Sá Carneiro]] para o projeto do PPD, em dezembro de 1975 um grupo de vinte e um deputados eleitos à Assembleia Constituinte abandonou o Partido para se tornar independentes, dentre eles, encontram-se Emídio Guerreiro e José Augusto Seabra.

Posteriormente, Guerreiro tentou militar nas filas de outros partidos, como o [[Partido Renovador Democrático]] e o [[Partido Socialista]], mas aos poucos foi se afastando da carreira política e para permanecer retirado da vida pública.

No fim da sua vida, foi condecorado em múltiplas oportunidades, recebendo, por exemplo, a [[Ordem de Comendador da Liberdade]] pelo Presidente da República [[Ramalho Eanes]] em 1980.

Igualmente e celebrando ao mesmo tempo seu centenário, em 1999 recebeu do Presidente da República [[Jorge Sampaio]] a Grã-Cruz da Liberdade.

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