D. Pedro I

D. Pedro I, oitavo Rei de Portugal, nasceu em Coimbra em 8 de Abril de 1320, filho de D. Afonso IV e de D. Beatriz de Castela.

História de D. Pedro I

Como rei de Portugal, D. Pedro I revelou-se um bom administrador. Ao longo dos seus 10 anos de reinado alcançou grande popularidade entre o povo.

Defendeu o país das investidas e do assédio papal promulgando o famoso Beneplácito Régio, que impedia a livre circulação de documentos eclesiásticos no País sem a sua autorização expressa.

Empenhou-se na protecção das classes mais desfavorecidas do reino e no plano da política externa participou com Aragão na invasão do reino de Castela.

Pese embora as qualidades de monarca e as provas dadas durante o seu curto reinado, D. Pedro I ficara para sempre na história de Portugal associado a outro acontecimento: a sua tormentosa relação com D. Inês de Castro.

Ainda príncipe, D. Pedro I casou-se com D. Constança, um casamento com o qual agradou bastante a seu pai. No entanto seria por D. Inês de Castra, aia galega de D. Constança, por quem D. Pedro morreria de amores.

A relação entre Pedro e Inês foi vista sempre como uma ameaça à independência do país porque a aia galega tinha ligações de sangue a Castela, reino que por aquela altura ansiava pela anexação de Portugal.

D. Afonso IV via numa possível união entre D. Pedro I e D. Inês a desculpa perfeita para Castela vir a reclamar para si o trono de Portugal e decidiu cortar o mal pela raiz. Primeiro encarcerando D. Inês e depois, vendo que nem dessa forma conseguia demover o seu filho de se encontrar com ela, mandando-a assassinar.

Pedro I de Portugal (Autor: Imagem em domínio público)

Pedro I de Portugal (Autor: Imagem em domínio público)

Se Afonso IV pensou que desta forma voltaria a ter D. Pedro I sob a sua influência, estava bastante enganado. De facto, o príncipe revoltou-se contra o pai pelo menos duas vezes, nunca lhe perdoando a ignomínia que cometera.

Quando finalmente chega ao trono, em 1357, D. Pedro I anuncia o seu casamento, supostamente realizado em segredo, com D. Inês.

Assim, faz saber que é sua intenção que a sua amada seja lembrada como rainha de Portugal, chegando mesmo a organizar uma cerimónia em que os nobres da corte foram obrigados a beijar a mão do cadáver de D. Inês sob ameaça de pena de morte.

Em seguida ordena a construção de dois túmulos em pedra, verdadeiras obras de arte do estilo gótico, que foram colocados nas alas laterais do Mosteiro da Alcobaça e dá instruções para aí ser enterrado ao lado de D. Inês para que, no dia do Juízo Final, se pudessem reencontrar no momento seguinte à ressurreição.

Outro episódio pelo qual D. Pedro I será para sempre lembrado prende-se com o destino que deu a dois dos assassinos de D. Inês.

Assim que foi coroado perseguiu e prendeu Pêro Coelho e Álvaro Gonçalves. Uma vez capturados matou-os com as suas próprias mãos com uma brutalidade tal (a um arrancou o coração pelo peito e a outro pelas costas) que desse facto nasceram os vários cognomes pelos quais também é conhecido: O Justiceiro O Cruel, O Cru e O Vingativo.

A par destes, D. Pedro I conseguiu um outro, menos violento e devido ao amor que dedicou durante toda a sua vida à sua amada D. Inês: O-Até-ao-Fim-do-Mundo-Apaixonado.

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Publicado em Reis de Portugal
2 comentários sobre “D. Pedro I
  1. puta fina disse:

    O pedro I é o meu namoradooooooooooo es todo feio e horroroso mç,-csdyousoprdlys

  2. Rogerio Motta disse:

    Seria interessante se pudesse deixar a bibliografia deste resumo para pesquisas mais aprofundadas.

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