D. Constança de Noronha

D. Constança de Noronha foi a Primeira Duquesa de Bragança.

D. Constança de Noronha nasceu em Coimbra em 1395 foi filha de Afonso, Conde de Gijón e Noronha e Isabel de Portugal, senhora de Viseu.

Os pais de D. Constança de Noronha eram filhos naturais de reis, portanto possuíam ascendente nobre, embora espúrio.

O pai de D. Constança de Noronha era filho ilegítimo do Rei Henrique II, Rei de Castela e pela sua vez, a mãe, a Infanta D Isabel, era filha natural do Rei D. Fernando I de Portugal.

Todos os filhos deste casal foram providos de grandes casas e senhorios no momento do seu traslado a Portugal no século XV.

D. Constança de Noronha contraiu matrimónio em 1420 com o Conde D. Afonso de Bragança em segundas núpcias por parte dele. D. Afonso era filho ilegítimo do Rei D. João I de Portugal e foi reconhecido posteriormente com carta datada de 20 de outubro de 1401. O Rei D. João I tratou diretamente o consórcio entre os dois e assinou o Contrato de Casamento com um dote do valor de treze mil dobras, das quais lhe foram entregues quatro mil no momento.

O Conde possuía além os títulos nobiliárquicos de 2º Conde de Neiva, 7º Conde de Barcelos e Primeiro Duque de Bragança.

Atividades Beneficentes de D. Constança de Noronha

Quando o Duque de Bragança morreu em 1461, a Duquesa ficou viúva e sem descendência, então decidiu tomar o hábito da Ordem Terceira de São Francisco, para viver até seus últimos dias em recolhimento e penitência.

Frequentava a Igreja do Convento de São Francisco de Guimarães, localizada nos termos de suas propriedades na Vila de Guimarães.

A esta instituição religiosa doou a Fonte dos Cães e também ofereceu as despesas para a construção de sua capela-mor. Foi esta Igreja a que ela escolheu para ser sepultada em 1480.

Logo de ficar viúva, transformou sua residência do Paço dos Duques ainda em construção, num hospital para os necessitados de caridade, lugar que, segundo conta a tradição, era onde ela atendia pessoalmente os doentes e desfavorecidos.

Por suas atividades de ajuda e altruísmo, ela sempre foi tida por uma santa dentro desta comunidade.

Escudo de Brasão da Familia Noronha Portugal (Autor: Imagem em domínio público)

Escudo de Brasão da Familia Noronha Portugal (Autor: Imagem em domínio público)

Adotou como filho e único herdeiro o seu sobrinho D. Pedro de Meneses, 3º Conde, Primer Marquês de Vila Real e 7º Conde de Ourém, que casou com D. Beatriz de Bragança.

O Culto da Sepultura de D. Constança de Noronha

Logo da sua morte aos 72 anos, seu reconhecimento como pessoa santa cresceu e seu túmulo começou a ser frequentado para pedir favores, tomando-lhe como intercessora do Senhor.

É assim como se apresentam testemunhas das propriedades curativas da erva que cresce ao redor do túmulo, outras pegavam a terra da sepultura para fazer relíquias levadas no pescoço ou faziam procissões ao túmulo de pedra com sua imagem vestida com o hábito de São Francisco, onde faziam promessas ou encomendas para preservar sua saúde.

Ao longo dos séculos, foram feitas várias mudanças da sepultura da Duquesa e dos seus restos mortais.

Nos meados do século XVII, foram realizadas obras de azulejamento da capela-mor e de colocação de uma tribuna, reformas que tiveram como consequência a perda da localização da sepultura.

Finalmente, logo de pesquisas dedicadas a encontrar os monumentos mais importantes do concelho, a sepultura foi recuperada nos começos do século XX, apresentando graves danos em sua estrutura e conservação.

O dia 1º de outubro de 1938 o túmulo foi retirado do local onde estava, localizado na parte de atrás do retábulo da igreja e foi logo reconduzida de modo provisório para o Museu de Alberto Sampaio.

Por sugestão de A. L. de Carvalho após o restauro do sepulcro, ele foi levado à capela do Paço dos Duques de Bragança, mais esta proposta foi rejeitada pela Ordem Franciscana, quem reclamou para si o jacente de D. Constança, sendo devolvidos ao Convento da Igreja onde primeiramente tinha repousado a piedosa senhora.

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Publicado em História de Portugal, Últimos
Um comentário sobre “D. Constança de Noronha
  1. renata disse:

    oi gente
    gostei muito desse site, parabéns pelo trabalho. ;)

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