Conquista de Ceuta

A cidade islâmica de Ceuta, localizada no Norte de África, na península de Almina, sempre foi alvo dos conquistadores ibéricos (tanto da Espanha como de Portugal), já que possui uma favorável posição estratégica ao ser um passo forçado do Estreito de Gibraltar. A conquista de Ceuta era sempre uma mais valia.

O dia 22 de Agosto de 1415 o porto foi tomado por uma incursão militar portuguesa, comandada pelo próprio Rei D. João I, fundador da Dinastia de Avis, junto com seus dois filhos, os infantes D. Duarte e D. Henrique.

Esta ocupação seria conhecida como uma das primeiras tentativas do reino português para tomar posse de terras em África, e estabeleceu-se como momento fundador do projeto de expansão ultramarina dos lusitanos.

Com a assinatura em 1411 do Acordo de Paz entre os dois reinos ibéricos, o Rei e, sobretudo sua nobre descendência, precisava encontrar novas formas de afiançar sua legitimidade soberana.

Sem as honras e escudos outorgados pelo conflito bélico, o olhar da coroa portuguesa dirigiu-se novamente a recuperar as cruzadas como fonte para aumentar suas conquistas, mas também como afirmação da cristandade sob os valores muçulmanos.

Direitos Ancestrais

Sob o suposto de possuir o direito legítimo concedido a ambos os reinos por ter se constituído em propriedade ancestral do patrimônio africano, herdado da monarquia visigótica e determinado com o Acordo de Sória assinado no ano de 1291, onde os dois impérios dividiram-se as regiões a conquistar no futuro em Marrocos.

A cidade islâmica de Ceuta, localizada no Norte de África, na península de Almina, sempre foi alvo dos conquistadores ibéricos (tanto da Espanha como de Portugal), já que possui uma favorável posição estratégica ao ser um passo forçado do Estreito de Gibraltar. A conquista de Ceuta era sempre uma mais valia. (Autor: The Red Hat of Pat Ferrick)

A cidade islâmica de Ceuta, localizada no Norte de África, na península de Almina, sempre foi alvo dos conquistadores ibéricos (tanto da Espanha como de Portugal), já que possui uma favorável posição estratégica ao ser um passo forçado do Estreito de Gibraltar. A conquista de Ceuta era sempre uma mais valia. (Autor: The Red Hat of Pat Ferrick)

Dois séculos depois, a nobreza portuguesa destacou dois pontos possíveis de interesse, que podiam se converter na pedra angular do projeto português de ocupação: a cidade muçulmana de Granada, objetivo permanente da reconquista castelhana, ou a cidade de Ceuta, reino dos Herínidas, importante porto de comercio e de controle de rotas mercantis.

Somatória de Interesses na Conquista de Ceuta

Do começo, a conquista de Ceuta desenvolveu-se sob uma conjugação de interesses que ainda hoje são debatidos. Por um lado, encontra-se a necessidade dos descendentes do Rei por achar novas batalhas e glórias e se armar cavaleiros. Existe também a motivação religiosa de expandir o Cristianismo em territórios infiéis.

Outra possível causa da invasão era dada por motivos econômicos, o desejo de possuir e controlar as rotas comerciais deste poderoso ponto no estreito, além da razão política de constituir o reino de Portugal numa importante potência europeia, com o projeto expansionista, para o qual a conquista de Ceuta seria o lugar de partida.

Assim, os expedicionários portugueses encaminharam-se a conquista de Ceuta o dia 25 de julho, numa viagem sem contratempos até o dia 21 de agosto, momento no que o exército realizou o desembarco no porto e onde se apodera da cidade sem encontrar mor resistência por parte dos muçulmanos. Em anos posteriores os mouros intentaram reconquistar duas vezes a cidade, mas sem sucesso.

Depois da incursão no território africano, o Rei D. João decidiu manter a ocupação permanente da cidade com o intuito de estabelecer a soberania e a autoridade de sua dinastia e do reino lusitano em ultramar.

A determinação de constituir uma colônia através da conquista de Ceuta seria um fracasso no longo prazo, já que significou um grande desperdiço de dinheiro e homens para sua defesa, despesas que não foram sufragadas com a expectativa inicial de gerar riqueza por tomar o controle comercial da zona e assim sufragar em boa parte os gastos da empresa.

Esta perspectiva foi rapidamente extinta com o desvio das rotas para outros lugares pelos muçulmanos.

Contudo, a conquista de Ceuta seria vista como exemplo da determinação do Rei que manteve o domínio sobre ela como único baluarte português na África até sua fortificação com a tomada de Alcácer-Ceguer em 1458, e de Arzila e Tânger em 1471. A cidade foi reconhecida como posse portuguesa pelo Tratado de Alcáçovas em 1479 e, mais tarde, pelo Tratado de Tordesilhas em 1494.

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Um comentário sobre “Conquista de Ceuta
  1. Guest disse:

    Isto ajudou-me mesmo muito para um teste.Obrigado.

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