Cemitério dos Prazeres

O Cemitério dos Prazeres fica localizado na parte ocidental de Lisboa, na freguesia dos Prazeres, perto do bairro de Campo de Ourique, mais precisamente, na Praça de S. João Bosco (1350-297 Lisboa), sendo este o maior cemitério da capital portuguesa.

História do Cemitério dos Prazeres

Após o surto de cólera morbus, em 1833, que assolou a cidade de Lisboa, era urgente a criação de um grande cemitério, que pudesse responder à grande necessidade de um espaço digno para serem sepultadas as vítimas, tendo assim sido criado o Cemitério dos Prazeres.

O Pórtico da entrada do Cemitério dos Prazeres é da autoria do arquiteto Domingos Parente da Silva.

O nome do cemitério (dos Prazeres), é derivado do nome da quinta que antigamente ocupava a mesma área que o actual cemitério.

Atualmente é visitado por diversas pessoas, não só devido aos familiares e amigos que aí estão, mas sobretudo devido a ser o local onde se encontram sepultados alguns grandes nomes da cultura portuguesa.

Para quem desejar visitar este local, o cemitério encontra-se aberto todos os dias da semana, entre as 9:00 e as 17:00, sendo possível aí chegar por meio de transportes públicos, tais como os autocarros 9, 18 e 74, e os eléctricos da Carris 25 e 28. Os números de contacto são os seguintes:

  • Telefone – 213 961 511 / 213 979 223
  • Fax – 213 973 424

Como já foi referido, este cemitério foi construído com a função de cemitério público, em 1833, com o objectivo de abrigar alguns dos milhares de mortos com cólera morbus, sendo que as autoridades sanitárias haviam proibido os enterramentos nos espaços religiosos, como era tradicional efectuar-se.

Imagem 30 - Cemitério dos Prazeres

Imagem 30 – Cemitério dos Prazeres

A legislação publicada mais tarde, em 1835, da autoria de Rodrigo da Fonseca Magalhães, serviu ainda para reforçar as leis de saúde pública, reforçando a regulamentação da interdição dos enterramentos em igrejas, conventos, ermidas e nos demais espaços religiosos, o que obrigou a que fossem construídos diversos cemitérios públicos, espalhados por todo o País.

Imagem 78 - Cemitério dos Prazeres

Imagem 78 – Cemitério dos Prazeres

Por servir o lado ocidental de Lisboa, onde estavam implantados os bairros das residências aristocráticas, logo desde os seus primeiros anos, o Cemitério dos Prazeres acabou por se tornar o cemitério das famílias dominantes da cidade, que com os seus gostos e meios materiais, acabam por dar uma certa monumentalidade ao cemitério.

As construções imponentes que acabam por ocupar praticamente todo o espaço ajudam-nos a ter uma noção das ideias e gostos arquitectónicos, mas também das convicções e crenças que ficam bem evidentes na rica e variada simbologia que as ornamentam.

Aí podemos encontrar diversos símbolos de variadas interpretações, não só religiosas, mas também maçónicas, profissionais e heráldicas. Além disso, é interessante notar-se a disposição espacial das construções e a variação das formas que revestem essas mesmas construções, tornando este espaço num precioso testemunho de como se pensava a morte no decorrer do séc. XIX.

Não tendo nenhuma freguesia afeta, encontram-se apenas afetas a este as secções de inumação temporária, os vários talhões privativos da Polícia de Segurança Pública (PSP), do Regimento de Sapadores dos Bombeiros e dos Artistas. No entanto, apenas é possível serem aí realizados os funerais para jazigos particulares, jazigos municipais ou sepulturas perpétuas.

Imagem 13 - Cemitério dos Prazeres

Imagem 13 – Cemitério dos Prazeres

Este cemitério constitui-se assim num museu a céu aberto, que possui elementos importantes para se chegar ao conhecimento da história contemporânea de Portugal, da atitude perante a morte, da arquitectura, e da escultura portuguesa.

Por esse motivo, existem algumas construções mais representativas que foram devidamente assinaladas, criando-se assim percursos temáticos e visitas guiadas devidamente organizadas.

Mausoléu de Pedro de Sousa Holstein no Cemitério dos Prazeres

Este é o maior mausoléu particular da Europa, possuindo cerca de 200 corpos e restos mortais pertencentes à mesma família, sendo exceção a presença dos corpos de dois padres, amigos da família.

No seu espaço exterior vemos recriada a simbólica de um Templo Maçónico.

Já no interior da capela podem ser observadas várias estátuas de escultores de renome, como é o caso de Canova, Teixeira Lopes e Calmels, que servem para embelezar os túmulos.

Outros Nomes Famosos no Cemitério dos Prazeres

Neste cemitério encontram-se também seputados no Talhão dos Artistas alguns nomes maiores da cultura portuguesa, tais como actores, cantores, escritores, pintores e apresentadores de televisão. Estiveram aqui sepultados aquilino Ribeiro e Amália Rodrigues, mas foram depois transladados para o Panteão Nacional.

Atualmente, encontram-se aqui sepultadas outras personalidades, tais como António Gedeão, Cândiada Branca Flor, Carlos Paredes, Henrique Mendes, Maluda, Mário Cesariny, Raúl Indipwo e Cesário Verde, entre outros.

Imagem do Cemitério dos Prazeres

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