Castelo dos Mouros

O Castelo dos Mouros, também conhecido como Castelo de Sintra, fica situado na freguesia de São Pedro de Penaferrim, no concelho de Sintra, próximo de Lisboa, em Portugal.

Este castelo foi erguido sobre um maciço rochoso, na Serra de Sintra, no cume de um dos seus montes.

Do alto das muralhas do Castelo dos Mouros, podemos desfrutar de uma belíssima vista em que se pode contemplar a sua envolvência rural, desde a serra até ao oceano Atlântico.

O Castelo foi traçado sob uma plata orgânica que se encontra adaptada ao terreno, ocupando cerca de 12 mil metros quadrados de área e tendo as suas muralhas um perímetro de 450 metros.

Apesar de o monumento ser visível desde a vila de Sintra, a verdade é que o acesso ao interior das muralhas é feito por um caminho sinuoso, feito pelo interior da Serra de Sintra, conhecido como a Rampa da Pena. Este é um espaço que, ao longo dos séculos, tem sido ocupado por diversas obras com inestimável valor artístico e histórico, existindo aí também uma grande variedade de espécies botânicos raros e exóticos.

História do Castelo dos Mouros

Segundo mostram as pesquisas arqueológicas realizadas na zona de Sintra, a primeira ocupação deste local ocorreu entre os séculos X a VIII a.C..

Imagem 16 - Castelo dos Mouros

Imagem 16 – Castelo dos Mouros

Mais tarde, já no século VIII d.C., aquando da Invasão da Península Ibérica por parte dos muçulmanos, estes construíram aí a primitiva fortificação, instalando aí uma povoação à qual deram o nome de “as-Shantara“. O objetivo dessa construção era o de controlar de uma forma estratégica todas as vias terrestres que ligavam Sintra a Lisboa, Mafra e Cascais.

No início do século XII, a região de Sintra encontrava-se debaixo dos domínios da taifa de Badajoz, governada por Mutawaquil. Por essa altura, visto que existia uma ameaça de ataque desta zona por parte das forças de Ali ibn Yusuf ibn Tashfin, que vinham do Norte de África, Mutawaquil decidiu entregar Santarém, Lisboa e Sintra ao rei Afonso VI de Leão e Castela, tentando assim consumar uma aliança defensiva de toda a região.

No entanto, AfonsoVI estava tão envolvido na defesa do seu reino que não foi capaz de ajudar o governante mouro, de modo que, em 1094, as tropas de Mutawaquil caíram, perante as tropas Ali ibn Yusuf ibn Tashfin.

Castelo Medieval

Daí para a frente, Sintra viria a andar de mão em mão até que, em 1147, foi entregue de forma voluntária e definitiva a D. Afonso Henriques que, sete anos mais tarde, viria a atribuir uma Carta de Foral a Sintra, através do qual ordenou o reparo das suas muralhas e a construção de um templo cristão, a Igreja de São Pedro de Canaferrim.

Mais tarde, também D. Sancho I e D. Fernando I viriam a promover a remodelação das defesas do castelo.

Nos séculos seguintes, foram vários os reis de Portugal que viriam a eleger Sintra como seu local de estadia, mas escolhendo o Palácio Nacional de Sintra para esse efeito, em detrimento do Castelo dos Mouros. Para isso, os monarcas foram promovendo diversas obras de melhoria do “Paço Régio”, deixando para segundo plano o Castelo, que acabaria por entrar num processo de decadência. Esta decadência agravou-se principalmente durante o século XV, quando os judeus (os únicos habitantes da zona do castelo) foram expulsos do país.

Imagem 31 - Castelo dos Mouros

Imagem 31 – Castelo dos Mouros

Durante o século XVI, o Castelo dos Mouros encontrava-se completamente desabitado, tendo sido parcialmente destruído em 1636, quando um raio atingiu a Torre de Menagem, e vendo a sua decadência agravada pelo terramoto que ocorreu em 1755 na zona de Lisboa.

Século XIX até à Atualidade

Em meados do século XIX, o Romantismo promovia a redescoberta da Idade Média, sendo perante esta mentalidade que Fernando II, consorte da rainha D. Maria II, resolveu tomar o que restava do antigo Castelo, através de um processo de aforamento, pela quantia de 210 Réis. Apesar de as obras promovidas por este terem tido um caráter meramente amador, tiveram o mérito de parar o processo de degradação em que o Castelo se encontrava até aí. Levando em conta o estilo Romântico, foram aí construídos alguns locais de contemplação e caminhos de acesso, além de ter também sido aí plantada uma grande variedade de vegetação, fazendo desse local uma verdadeira atracão turística.

A 23 de Junho de 2010, o Castelo dos Mouros e a sua cisterna receberam a classificação de Monumento Nacional, tendo depois o Estado português procedido a diversas obras de requalificação que incluíram a reconstrução das muralhas (1939, 1954 e 1965), a reconstrução de alvenarias, ameias e degraus (1986) e a limpeza das muralhas e zonas envolventes (1992).

O Castelo dos Mouros está integrado num conjunto de Monumentos Nacionais que fizeram com que Sintra fosse classificada em 1995 pela UNESCO como Património Cultural da Humanidade, tendo sido a primeira paisagem cultural da Europa a ser reconhecida por esse organismo.

No final do século passado, mais precisamente em Setembro de 2000, o Castelo dos Mouros passou a ser gerido pela “Parques de Sintra – Monte da Lua, S.A.”.

Imagens do Castelo dos Mouros

Vídeo do Castelo dos Mouros

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Um comentário sobre “Castelo dos Mouros
  1. Amélia Luz disse:

    Castelo dos Mouros – uma das relíquias históricas de Portugal. Catolicismo, Islamismo e Cristianismo cruzando os mesmos caminhos.

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