Castelo de Trancoso

Trancoso é um dos concelhos do distrito da Guarda em Portugal. É aí, na freguesia de Santa Maria, que podemos encontrar o Castelo de Trancoso, erguendo-se num planalto, próximo da nascente do rio Távora, um dos afluentes do rio Douro.

Desde o século XII que essa região foi palco de conflitos entre o recém-formado reino de Portugal e o reino de Leão.

Atualmente, o Castelo de Trancoso é considerado o ex-líbris da cidade, sendo visitado por milhares de turistas todos os anos.

Antes do Castelo de Trancoso

Apesar de muitos acreditarem que o sítio de Trancoso já era habitado desde a pré-história, não existem evidências sólidas que assim seja.

Por outro lado, visto que o vizinho Castelo de Penedono é muito semelhante em termos arquitetónicos e a ocupação desse lugar remonta à época da ocupação da Península Ibérica pelo romanos, muitos acreditam que também em Trancoso, o primeiro povo que aí viveu foram os romanos.

Mas, tanto uma teoria como a outra carecem de provas.

Característica do Castelo de Trancoso

Inicialmente, pela época da reconquista cristã da Península Ibérica, existia apenas uma torre defensiva. A primeira referência ao Castelo de Trancoso remonta à doação testamentária de Mumadona Dias, deste e doutros castelos e penelas da região, ao Mosteiro de Guimarães, em meados do século X.

Apesar das oscilações das fronteiras entre cristãos e muçulmanos, até à reconquista definitiva das terras entre o Douro e o Mondego por parte de Fernando Magno, o Castelo de Trancoso conseguiu sobreviver a todas essas vicissitudes.

Assim, quando o Condado Portucalense foi formado, como dote de casamento pela mão da condessa D. Teresa, tanto a povoação de Trancoso como o seu castelo também faziam parte desse dote.

Mais tarde, após a Independência de Portugal, os muçulmanos ainda chegaram a entrar nas terras de Trancoso, tentando entrar no Castelo mas, graças à pronta ação de D. Afonso Henriques, a ameaça foi repelida. Daí, as defesas foram reforçadas, sendo alvo contínuo de tentativas de reconquista por parte dos muçulmanos, até que, em 1155, D. Afonso Henriques resolveu passar o foral à população de Trancoso.

Assim, em 1159, o castelo era comprovadamente fundado, sendo concedido um novo foral em 1173, altura em que o Castelo e os seus domínios foram doados à Ordem do Templo. Foi nessa altura que foi construída uma muralha defensiva em volta da primitiva torre moçárabe, transformando-a em torre de menagem.

Foi neste castelo que D. Dinis, a 24 de Junho de 1282, recebeu por esposa a Rainha Santa, D. Isabel de Aragão. Mais tarde, dentro do contexto da assinatura do Tratado de Alcanines, em 1297, D. Dinis foi o responsável pela ampliação da cerca da vila que ficaria amparada por diversos torreões de planta retangular. É nesta fase da construção que são edificadas as monumentais Porta de El-Rei e Porta do Prado. É também nessa altura que é feita a reformulação da malha urbana, considerada como um dos melhores exemplos do urbanismo gótico em Portugal.

Castelo de Trancoso (Autor: CCDR - Centro / Região Centro de Portugal)

Castelo de Trancoso (Autor: CCDR – Centro / Região Centro de Portugal)

Em finais do século XIV, mais precisamente no final da primavera de 1385, as terras de Trancoso foram saqueadas pelas tropas de Castela quando estas se dirigiam para Viseu. No entanto, quando os castelhanos retornavam com o esbulho, saíram-lhes ao encontro os alcaides de Trancoso, Linhares e Celorico, travando assim a Batalha de Trancoso, no alto da capela de São Marcos.

Em Julho desse mesmo ano, as tropas castelhanas, comandadas por D. João I de Castela, invadem novamente Portugal, cruzando a fronteira em Almeida, e como represália pela derrota que lhes havia sido infligida, incendeiam a Capela de São Marcos.

Assim, D. João I, rei de Portugal, decide reforçar as defesas do Castelo de Trancoso que acabaria por desempenhar um papel preponderante nas vitórias portuguesas diante das invasões castelhanas em 1396 e 1398.

Até ao século XX, o Castelo de Trancoso foi alvo de algumas obras de recuperação, mantendo-se no entanto em relativo bom estado.

História do Castelo de Trancoso

Tanto o castelo como as muralhas de Trancoso foram classificados como Monumento Nacional por Decreto em 8 de Julho de 1921. Na década de 30, a Direção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais promoveu algumas intervenções que levaram à recriação de diversos trechos destruídos, tais como ameias e troços de muralhas.

Em Dezembro de 2004, a terra que desde tempos remotos era conhecida como vila foi finalmente elevada à categoria de Cidade. Atualmente, Trancoso está inserida no Programa das Aldeias Históricas de Portugal.

Imagens do Castelo de Trancoso

Vídeo do Castelo de Trancoso

https://www.youtube.com/watch?v=LdzW3i34-ns

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