Castelo de Torres Vedras

Situado na Freguesia de Santa Maria do Castelo e São Miguel, no Concelho de Torres Vedras, Distrito de Lisboa, o Castelo de Torres Vedras encontra-se envolvido pela malha urbana e por arborização, erguendo-se numa posição dominantes sobre uma escarpa íngreme.

História do Castelo de Torres Vedras

A história do Castelo de Torres Vedras é anterior à do próprio Reino de Portugal e também do Condado Portucalense, não se sabendo com exatidão a data da sua construção.

A primeira vez que o seu sítio foi ocupado remonta à Invasão da Península Ibérica por parte dos romanos. Esse fato pode ser comprovado por diversos testemunhos arqueológicos como lápides, moedas e outros artefatos encontrados no castelo e que atualmente se encontram no Museu Municipal. Também uma análise da argamassa na alvenaria de uma cisterna do castelo indica exatamente esse mesmo período. A primitiva fortificação remonta  à época dos Godos, tendo sido reedificada pelos Muçulmanos.

Castelo de Torres Vedras

O Castelo de Torres Vedras foi reconquistado por D. Afonso Henriques, o primeiro Rei de Portugal, no ano de 1148, no contexto da conquista de Santarém. Um ano depois, o Rei doou o castelo e os seus domínios a D. Fuas Roupinho, o nobre que reconstruiu e reforçou as sua muralhas.

Mais tarde, em 1288, D. Dinis ordenou que lhe fossem reforçadas e ampliadas as defesas. Já em 1373, D. Fernando mandou reparar também a cerca da vila.

Situado na Freguesia de Santa Maria do Castelo e São Miguel, no Concelho de Torres Vedras, Distrito de Lisboa, o Castelo de Torres Vedras encontra-se envolvido pela malha urbana e por arborização, erguendo-se numa posição dominantes sobre uma escarpa íngreme (Autor: HistoriaDePortugal.info)

Situado na Freguesia de Santa Maria do Castelo e São Miguel, no Concelho de Torres Vedras, Distrito de Lisboa, o Castelo de Torres Vedras encontra-se envolvido pela malha urbana e por arborização, erguendo-se numa posição dominantes sobre uma escarpa íngreme (Autor: HistoriaDePortugal.info)

O Castelo de Torres Vedras foi uma das residências temporárias de vários reis de Portugal. Um desses reis foi D. João I que reuniu aí o Conselho que decidiu a partida à conquista de Ceuta, acontecimento esse que marcou o início das políticas de alargamento do Reino e que viriam mais tarde a originar a partida à descoberta de novas terras nos chamados Descobrimentos Portugueses.

Já sob o reinado de D. Manuel, em 1510, a vila recebeu o Foral novo, tendo o rei, seis anos mais tarde, ordenado que fossem realizadas obras de reconstrução nas defesas. Dessas obras resultou a Porta em arco ogival, acima da qual se podem observar as armas do soberano em volta das quais se encontram esferas armilares com a Cruz de Cristo. Essas obras terminaram em 1519.

Durante a dinastia filipina, as forças comandadas pelo prior do Crato, D. António, desembarcaram em Peniche e marcharam sobre Lisboa tomando o Castelo de Torres Vedras em 1589.

Mas, essa conquista durou pouco tempo sendo que, as forças comandadas por Manuel Martins Soares e pelo Capitão António Pereira tomaram novamente a fortificação, quase sem resistência, obrigando o prior do Crato a retornar ao exílio.

No início do século XVII, segundo o Auto de Posse de D. João Soares de Alarcão e Melo, vários troços dos muros do castelo estavam em ruínas e a barbacã tinha sido desmantelada.

Castelo de Torres Vedras na Atualidade

O terramoto de 1755 provocou o desmoronamento das edificações internas do castelo e também do que restava das suas muralhas. Foi por isso que mais tarde, em 1790, a Câmara Municipal deixou de arrendar para sementeira os terrenos junto às muralhas.

Mais tarde, no início do século XIX, no contexto da Guerra Peninsular, o Castelo de Torres Vedras viu a sua posição ser novamente valorizada aquando construção das Linhas de Torres. Essa estrutura foi reaproveitada para a instalação de artilharia, sendo as suas dependências utilizadas como reduto n.º 27 do 1º Distrito das Linhas de Torres.

Durante as Guerras Liberais, os troços das muralhas viradas para Leste e alguns torreões do Lado Norte foram reconstruídos sob a direção do Corregedor Lourenço de Eça, em 1830.

O Castelo foi utilizado como quartel das tropas sob o comando do Conde de Bonfim, tendo sido bombardeado em 1846 pelas forças do Marechal Saldanha, sendo que nessa altura o paiol de pólvora explodiu, o que resultou na sua rendição.

Já em 1866, a parte da muralha que fica do lado da rua dos Polomés foi reparada pelos soldados sapadores.

Desde 1947 e até finais do séc. XX, o Castelo de Torres Vedras foi alvo de várias obras de reparação, consolidação, beneficiação e conservação das suas muralhas

Hoje, este monumento com influências de estilos gótico e manuelino é um dos monumentos portugueses que vale a pena visitar.

Imagens do Castelo de Torres Vedras

Vídeo do Castelo de Torres Vedras

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