Castelo de Santiago do Cacém

O Castelo de Santiago do Cacém fica situado no Alentejo, próximo da orla marítima atlântica e do porto de Sines, mais precisamente na cidade, freguesia e concelho de Santiago do Cacém, no distrito de Setúbal, em Portugal.

História do Castelo de Santiago do Cacém

Esta vila alentejana, chamada de Miróbriga no tempo dos romanos e que integrava a jurisdição conventual de Beja, antiga civitas romana de Pax Julia, já havia sido anteriormente habitada por tribos celtas.

Em tempos posteriores, Miróbriga viria a ser abandonada, sendo que os novos habitantes acabariam por optar pela ocupação de uma colina contígua, crescendo assim a nova população mais próxima da orla marítima e controlando a planície que se estendia logo abaixo.

Para isso, os novos habitantes começaram a desmantelar a antiga cidade, retirando-lhe os blocos bem talhados de cantaria e reutilizando-os na construção do seu castelo, não se sabendo de maneira exata a volumetria desta nova fortaleza.

O Castelo de Santiago do Cacém fica situado no Alentejo, próximo da orla marítima atlântica e do porto de Sines, mais precisamente na cidade, freguesia e concelho de Santiago do Cacém, no distrito de Setúbal, em Portugal (Autor: Adriao)

O Castelo de Santiago do Cacém fica situado no Alentejo, próximo da orla marítima atlântica e do porto de Sines, mais precisamente na cidade, freguesia e concelho de Santiago do Cacém, no distrito de Setúbal, em Portugal (Autor: Adriao)

Nos séculos posteriores, pouco se sabe sobre os acontecimentos nesse local e no seu castelo, retomando Santiago do Cacém à memória dos homens já com a Reconquista Cristã, tendo sido tomada pela primeira vez aos Mouros em 1158, como consequência da conquista de Alcácer do Sal pelos exércitos do rei D. Afonso Henriques de Portugal.

No entanto, esta zona da Península Ibérica seria constantemente sujeita a pressões dos mouros, sendo que, em 1190, Alcácer do Sal foi retomada pelas tropas muçulmanas do califa Iacub, que aí permaneceram até 1191, ano em que foi novamente conquistada pelo rei de Portugal.

No ano de 1217, o Castelo de Santiago do Cacém foi reocupado definitivamente, tendo sido doado à Ordem de Santiago da Espada, sendo reconstruído pelos monges guerreiros dessa mesma Ordem.

A cerca do Castelo de Santiago do Cacém, de planta geométrica aproximadamente retangular, conserva ainda alguns vestígios da fortaleza muçulmana, possuindo dez torres quadrangulares e cubelos semi-cilíndricos que robustecem os panos de muralha ameados.

Subsiste ainda a quase totalidade da barbacã, que também se encontra reforçada por cubelos.

Encostada à zona sudeste da muralha, encontra-se a antiga Igreja Matriz de Santiago, uma obra gótica construída no século XIV, que apresenta vestígios iniciais do românico e sinais artísticos de remodelações efetuadas posteriormente. No seu interior encontra-se o grupo escultórico em relevo de “Santiago combatendo os Mouros”.

Na cidadela, podemos ainda hoje encontrar vestígios da antiga alcáçova e de outras construções militares, sendo que, no século XIX, esta serviu como cemitério local.

Após as Guerras da Restauração da segunda metade do século XVII, o Castelo de Santiago do Cacém perdeu a sua importância estratégica, entrando num acentuado processo de ruína e abandono, sendo essa situação invertida apenas durante o século XX, graças às obras de restauro promovidas pela Direção Geral de Edifícios e Monumentos Nacionais (DGEMN).

A Lenda do Castelo de Santiago do Cacém

Enquanto as terras de Santiago do Cacém eram ocupadas pelos muçulmanos, o dono dessa região era um homem muito rico com três filhos, dois rapazes e uma rapariga.

Quando começou a ficar com uma idade avançada, sentindo que estava próximo o dia da sua morte, o homem chamou os seus filhos a fim de repartirem os bens entre si.

Como era costume da época, o filho mais velho escolheu para si todas as terras que desejava, ficando o segundo com as restantes. Ainda assim, para a rapariga ficaram reservadas muitas propriedades e riqueza.

Após as partilhas, o pai perguntou à rapariga se estava contente com a parte que lhe coubera, ao que ela respondeu que sim, mas que o seu desejo não era receber propriedades.

Antes, ela gostaria que fosse ali feito um castelo para a sua defesa. Para ela bastaria que lhe dessem apenas o terreno que se pudesse cobrir com a pele de um boi.

O pai e os irmãos ficaram muito admirados, mas decidiram aceder ao pedido da jovem, trazendo-lhe uma pele de boi para que ela pudesse demarcar o seu terreno. Então, a jovem cortou a pele em tiras finas e com elas delimitou o perímetro da área que pretendia.

Quando a jovem terminou, formou-se um forte nevoeiro que se manteve durante três dias. Quando o nevoeiro levantou, todos puderam observar um Castelo, erguido por artes mágicas. Assim surgiu o Castelo de Santiago do Cacém.

Imagens do Castelo de Santiago do Cacém

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