Castelo de Pirescoxe

Imagem 1 - Castelo de Pirescoxe

Imagem 1 – Castelo de Pirescoxe

Na povoação de Pirescoxe, freguesia de Santa Iria da Azóia, concelho de Loures, distrito de Lisboa, encontra-se o Castelo de Pirescoxe.

Relativamente a este castelo, existem também referências antigas com as seguintes grafias: Pirescouche, Pirescouxe, Piriscouxe, Periscoxe e Pires Coche.

Encontra-se erguido em posição dominante sobre uma espécie de promontório de onde se vislumbra o curso do rio Tejo.

História do Castelo de Pirescoxe

A origem do Castelo de Pirescoxe remonta à primeira metade do século XV, mais precisamente ao ano de 1442, altura em que D. Nunes Vasques de Castelo Branco e a sua esposa, D. Joana Zuzarte, os Viscondes de Castelo Branco, instituíram um morgadio numa quinta que pertencia à família e que ficava situada no lugar de Pirescoxe.

Foi assim a partir dessa data que se iniciou a construção do Castelo de Pirescoxe – um conjunto monumental que chegou até aos nossos dias sem grandes alterações no aspeto exterior.

O Castelo de Pirescoxe é um típico paço senhorial da nobreza portuguesa dos finais da Idade média, estando esse estatuto bem expresso na dualidade estética e funcional do mesmo.

Por um lado, o edifício exibe uma imagem de força e poder, assim como era pretendido pelos seus primeiros donos, a fim de impor algum respeito.

Por outro lado, trata-se de uma residência adaptada às cada vez maiores exigências da nobreza dessa época, possuindo uma grande comodidade.

Do plano original deste conjunto, pode-se dizer que é comum à grande maioria das casas nobres senhoriais quatrocentistas.

A nível planimétrico, existiu uma busca deliberada pela simetria e racionalidade que se tornam visíveis na planta quadrangular da sua estrutura geral.

Esta simetria é apenas interrompida por um prolongamento anacrónico da torre e muralha que delimitam o lado esquerdo deste conjunto arquitetónico.

Imagem 2 - Castelo de Pirescoxe

Imagem 2 – Castelo de Pirescoxe

A primeira caraterística fundamental a se retirar do imóvel é a sua imagem militar. Possui três torres quadrangulares, com apenas dois andares, reforçando assim a muralha que corre em toda a volta do conjunto, estando uniformemente rematada por ameias, sendo essas torres flanqueadas por matacães sobre modilhões.

Ao nível do interior do castelo, a sua imagem militar ameniza-se, obedecendo a organização dos espaços a critérios mais funcionais. No centro do conjunto existia um pátio a partir do qual se acedia às diversas áreas interiores.

Do lado da fachada principal encontrava-se o corpo residencial, onde ainda hoje existe a grande chaminé do salão nobre. Este salão encontrava-se ligado lateralmente a dois corpos nos quais existiam quartos, áreas de apoio e uma capela.

Nas traseiras do conjunto ficavam as dependências domésticas onde se encontravam as cozinhas, as arrecadações, os aposentos dos criados, bem como os restantes espaços de armazenagem e funcionamento do paço.

Mesmo sendo esta uma obra secundária e relativamente modesta no quadro da atividade construtiva civil da poderosa nobreza quatrocentista, ainda assim, este conjunto foi projetado com um caráter bastante racional.

No entanto, ao contrário do que acontece com os Paços reais de Leiria e também com o Paços senhoriais de Barcelos, este é um monumento um pouco atarracado, com muralhas e torres baixas e cuja preocupação racional não foi totalmente conseguida, principalmente porque as torres não se encontram dispostas simetricamente entre si nem em relação a todo o conjunto.

Imagem 3 - Castelo de Pirescoxe

Imagem 3 – Castelo de Pirescoxe

O Castelo de Pirescoxe foi adulterado parcialmente durante o século XVII, tendo sido nessa altura reformuladas algumas parcelas importantes no seu interior para que se conseguisse assim uma atualização funcional do espaço.

Durante o século XVIII, o Castelo viveu um período de total ausência de vida pois D. Pedro Castelo Branco, o capitão da Guarda do Príncipe D. Teodósio, que era um dos filhos de D. João V, foi o último da linhagem dos Castelo Branco e também o derradeiro proprietário do paço.

Castelo de Pirescoxe Desde finais do século XX até agora

O Castelo de Pirescoxe foi assim ficando cada vez mais deteriorado, chegando a finais do século XX praticamente em ruínas. Nessa altura, a Câmara Municipal de Loures passou a definir um projeto bastante ambicioso tendo como objetivo a revitalização do conjunto.

Após uma intervenção arqueológica que tinha como objetivo identificar quais as alterações que foram feitas ao edifício original, sendo que a maior parte dessas alterações foram destruídas pela posterior obra de reconversão, o Castelo foi adaptado a espaço cultural, com auditório, galeria municipal e cafetaria, entre outros espaços e valências.

Apesar de pesquisas arqueológicas na zona de Pirescoxe, não foram encontradas evidências de povoamento anterior ao século XV, podendo daí chegar-se à conclusão que toda esta zona de Santa Iria de Azóia apenas viria a ser povoada após a construção do castelo.

Imagens do Castelo de Pirescoxe

Vídeo do Castelo de Pirescoxe

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Um comentário sobre “Castelo de Pirescoxe
  1. Maria da Conceição Cunha disse:

    Visitei hoje o Castelo de Pirescoxe e é de lamentar que o mesmo esteja todo grafitado …

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