Castelo de Alter do Chão

Situado na freguesia, vila e concelho de Alter do Chão, no distrito de Portalegre, encontra-se o Castelo de Alter do Chão, um castelo caraterístico da arquitetura medieval trecentista, de estilo gótico, que durante muito tempo defendeu esta região lado a lado com o vizinho Castelo de Alter Pedroso.

Encontra-se erguido a 270 metros acima do nível do mar e apresenta-se em planta quadrada, comum no estilo gótico inicial, como sinal da racionalidade do projeto, seguindo as novas determinações militares da arquitetura medieval trecentista.

Como é caraterístico nos castelos de estilo gótico, a torre de menagem encontra-se associada ao portal principal, que se encontra no interior da torre, formando-se assim um acesso ao portal semelhante a um túnel. Para se aceder ao interior da torre, só é possível fazê-lo através de uma linha de adarve que percorre todo o recinto, o que mostra o quão importante era a torre, no caso de uma possível invasão do 1º piso.

Nos ângulos da fortaleza podemos encontrar dois cubelos cilindricos, de dimensão inferior à da torre de menagem, que complementam o sistema defensivo e aos quais também só é possível aceder através do adarve. Os panos da muralha, construídos com xisto e granito, contêm ainda duas torres de planta quadrangular e um torreão quadrangular, situado a meio do pano nordeste. Assim, no total, o Castelo de Alter do Chão é composto por seis torres.

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História do Castelo de Alter do Chão

O povoado de Alter do Chão começou a desenvolver-se quando a Península Ibérica foi invadida pelos romanos, sendo que por aí passava uma das três estradas que ligavam Lisboa (Olissipo) a Mérida (Emérita Augusta), e recebeu o nome de Eleteri ou Abeleterium. Mais tarde, o povoado foi arrasado pelas legiões de Adriano, sendo este o motivo provável da construção de uma fortificação romana no local.

As defesas desta povoação foram danificadas durante as conquistas dos Vândalos e só mais tarde, durante a ocupação muçulmana, muito provavelmente sob o governo de Ab-al-Rahman, no século X, é que foram reconstruídas. Nesta altura, a vila de Alter do Chão passou a ser um importante posto de defesa e organização do al-Andaluz, estatuto que manteve durante alguns séculos.

Situado na freguesia, vila e concelho de Alter do Chão, no distrito de Portalegre, encontra-se o Castelo de Alter do Chão, um castelo caraterístico da arquitetura medieval trecentista (Autor: Sacavem1)

Situado na freguesia, vila e concelho de Alter do Chão, no distrito de Portalegre, encontra-se o Castelo de Alter do Chão, um castelo caraterístico da arquitetura medieval trecentista (Autor: Sacavem1)

Mais tarde, o Castelo de Alter do Chão tornou-se numa das fortalezas mais relevantes também dos povos cristãos, sendo parte integrante do movimento de reconquista do Alto Alentejo. Quando, em 1216, D. Afonso II conquistou esta vila, ele logo ordenou o seu repovoamento, tendo em 1232 sido concedido uma carta de povoamento à vila pelo bispo da Guarda, o seu detentor à época. Mais tarde, em meados do século XIII, D. Afonso III decidiu outorgar um foral à vila e, no final do século XIII, o estatuto de grande importância desta vila foi reconfirmado pelo rei D. Dinis, que lhe concedeu novo foral. No caso deste último, o foral dava tamanha importância à vila que lhe concedia, entre outros privilégios, o de nunca poder vir a pertencer a mais ninguém que não o rei de Portugal.

Em 1359, o Foral da vila foi reformulado por D. Pedro I, tendo este rei, antes disso, mandado reconstruir o castelo, conforme pode ser comprovado pela placa epigráfica que encima o portão principal, mencionando a data de 22 de setembro de 1357. Devido a essa reformulação do foral, foi possível que, já na segunda metade do século XIV, o rei D. Fernando I doasse os domínios da vila ao Condestável D. Nuno Álvares Pereira. Essa doação viria a ser confirmada pelo rei D. João I, em 1428. Mais tarde, o Castelo passaria para a filha de D. Nuno Álvares Pereira, que se casou com o duque de Bragança, de modo que, o Castelo de Alter do Chão passou a pertencer aos domínios desta casa.

Em finais do século XV, D. Fernando II, o então duque de Bragança, utilizou este castelo como prisão. Mais tarde, este argumento viria a ser usado contra si, ao ser acusado de rebeldia e conspiração, o que levou a que fosse condenado à morte, em 1483.

A porta adintelada da alcaidaria foi construída por volta do ano de 1512, altura em que o rei D. Manuel I outurgou o Foral Novo a Alter do Chão.

Na terceira década do século XIX, o Castelo de Alter do Chão foi adquirido por José Barreto Cotta Castelino, que viria a vendê-lo a José Barahona Caldeira de Castel-Branco Cordovil, em 1892.

A 23 de junho de 1910, o Castelo de Alter do Chão foi classificado como Monumento Nacional, tendo mudado novamente de mãos, até que, por fim, viria a ser adquirido pela Fundação da Casa de Bragança, que o manteve em sua posse até aos nossos dias. Atualmente, o Castelo de Alter do Chão encontra-se em bom estado de conservação e é um monumento digno de ser visitado.

Imagens do Castelo de Alter do Chão

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