Castelo da Guarda

É na cidade da Guarda, a cidade mais alta de Portugal, no concelho e distrito com o mesmo nome que podemos encontrar o Castelo da Guarda, localizado em posição dominante sobre a cidade, a uma altura de 1056 metros acima do nível do mar.

O que hoje resta do Castelo da Guarda e das suas muralhas, é já apenas uma pequena parte do esplendor que esta fortificação exibiu em tempos distantes.

Mesmo assim, apesar de se encontrar muito descaraterizado devido às diversas intervenções que sofreu, principalmente no século XIX, os troços dos seus antigos muros que ainda existem, continuam a definir em algumas partes os limites urbanos.

Antecedentes do Castelo da Guarda

Segundo se pensa, a primitiva ocupação deste local, situado na Serra da Estrela, remonta a um antigo castro que aí existiu.

É na cidade da Guarda, a cidade mais alta de Portugal, no concelho e distrito com o mesmo nome que podemos encontrar o Castelo da Guarda (Autor: Maragato1976)

É na cidade da Guarda, a cidade mais alta de Portugal, no concelho e distrito com o mesmo nome que podemos encontrar o Castelo da Guarda (Autor: Maragato1976)

Quando, no primeiro século D.C., a Península Ibérica estava debaixo da ocupação dos romanos, a povoação que existia na atual cidade da Guarda ficava próxima de um entroncamento de duas estradas, sendo chamada de Lancia oppidana.

No entanto, o nome atual da cidade teve, provavelmente, origem no nome que os Visigodos deram a esta povoação: Warda.

História do Castelo da Guarda

Em finais do século XII, D. Sancho I virou a sua atenção para esta zona do país, passando-lhe o seu primeiro foral, a 27 de Novembro de 1199, iniciando-se no início do século seguinte a construção de uma linha fortificada que cobria esta região.

Ao mesmo tempo, D. Sancho I transferiu para esta zona a diocese de Egitânia, o que deu um novo alento à cidade.

Mas a construção do Castelo da Guarda começou ainda no século XII com a construção, em 1187, do chamado Torreão.

Em finais do século XIII, mais precisamente em 1290, foi construída a Torre de Menagem e o troço de muralhas a norte, junto à Porta d’El Rei.

Ainda durante o reinado de D. Dinis e também durante os reinados de D. Fernando I e de D. João I foram realizadas algumas reformas que resultaram em algumas reformulações das feições originais e lhe conferiram o desenho que ainda hoje se pode reconstituir em linhas gerais.

Ainda assim, os investigadores deparam-se com o problema de atribuírem com precisão quer os troços da muralha, quer as torres sobreviventes, a um destes três reinados.

No princípio do século XV, são ampliadas as instalações do Castelo da Guarda com a construção da chamada Torre Nova, que fica junto à Porta da Covilhã.

No século XVIII, quando D. Pedro II acompanhou o arquiduque Carlos de Áustria até ao Castelo da Guarda para que aí planeassem a invasão da Espanha (que nunca se chegou a concretizar), o conjunto defensivo do Castelo da Guarda era constituído pela Porta da Covilhã, a Porta do Curro, a Porta Falsa e a Porta da Estrela.

No perímetro interno existiam a Porta d’El Rei, a Porta Falsa, a Porta dos Ferreiros. Além disso existiam ainda a Torre de Menagem, a Torre dos Ferreiros e a Torre Nova.

O Castelo da Guarda do Século XIX até aos Nossos Dias

Foi durante o século XIX que, devido à expansão da malha urbana, os muros medievais começaram a ser demolidos para que se retirassem as rochas que serviriam de alicerce para a abertura de ruas e a construção de edificações.

Em 1801 foram demolidos alguns troços das muralhas, em meados do mesmo século foram demolidos o Torreão, a porta do Curro, a Porta Nova, e um troço de muralhas que existiam junto ao Torreão.

Já perto do final do século, foi demolida a Torre Nova, também conhecida como Torre da Covilhã.

Assim, desde os finais do século XIX e até ao início do século XX subsistiam: um troço de muralhas e também a Porta que fica junto à Capela do Senhor do Bonfim, um troço de muralha junto ao terreiro do antigo Mercado dos Porcos e um troço da muralha no antigo Largo do Espírito Santo, próximo da Porta d’El Rei.

A 16 de Junho de 1910, estas partes remanescentes do Castelo da Guarda foram classificados como Monumento Nacional.

Mesmo assim, em 1935, foram demolidos alguns troços das muralhas entre a cerca do Solar Torre Vasconcelos até perto da Rua Tenente Valadim.

Mais tarde, em 1951, um novo Decreto ampliou a classificação de Monumento Nacional não só ao Castelo da Guarda mas também ao troço de muralhas junto à torre e os restantes troços de muralhas que ainda existiam.

Desde a década de 1940 até 1985, foram realizadas diversas intervenções de consolidação, limpeza e restauro. Em 1989 o IPCC executou diversos trabalhos de prospeção arqueológica.

Em 1994, foram realizados trabalhos de consolidação das muralhas e em 2004 foi elaborado um projeto de recuperação da Torre dos Ferreiros.

Apesar de hoje em dia já restar pouco do castelo medieval, ainda assim este continua a ser um monumento de referência da cidade da Guarda.

Imagens do Castelo da Guarda

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