Cabo das Tormentas

O cabo conhecido também como Cabo da Boa Esperança, o Cabo das Tormentas se encontra localizado no extremo sul de África e é considerado um dos mais importantes cabos meridionais africanos (Autor: Imagem em domínio público)

O cabo conhecido também como Cabo da Boa Esperança, o Cabo das Tormentas se encontra localizado no extremo sul de África e é considerado um dos mais importantes cabos meridionais africanos (Autor: Imagem em domínio público)

O cabo conhecido também como Cabo da Boa Esperança, o Cabo das Tormentas se encontra localizado no extremo sul de África e é considerado um dos mais importantes cabos meridionais africanos, só superado pelo Cabo Agulhas, este sim, o verdadeiro ponto geográfico mais remoto do continente.

Durante o reinado de D. Afonso V de Portugal, o desenvolvimento da empresa marítima foi constante, concentrando as atividades de expansão e consolidação do trono lusitano na zona norte de África.

Sob a premissa de impulsar o descobrimento de terras e rotas de comercio para seu governo, o Rei concedeu ao inversor particular Fernão Gomes o monopólio do comércio de ouro na Guiné por cinco anos, tempo no que o comerciante exploraria pelo menos 100 léguas de costa cada ano.

Esta concessão à empresa privada era conveniente para a coroa portuguesa enquanto tinha o objetivo implícito de aumentar o lucro e expandir os territórios portugueses na zona ocidental da África.

O seu sucessor ao trono, D. João II acompanhou o seu pai durante a expansão das chamadas Campanhas africanas, e posteriormente, assumiu o comando da expansão ultramarina sob a prioridade pela busca de um trajeto para a Índia, em procura do monopólio de especiarias e outros artigos de luxo, sem intermediários e sem competidores de outras monarquias europeias.

D. João II sempre foi um grande defensor da política de exploração atlântica, inaugurada pelo infante D. Henrique, seu tio-avô, no começo do século XV. O seu projeto de governo se baseava nas descobertas marítimas como prioridade fundamental.

Caminho das Índias e o Cabo das Tormentas

Antes da descoberta, para chegar até a Índia era preciso cruzar o Mar Mediterrâneo, passando pelas cidades de Génova e de Veneza, os maiores centros comerciais na época, mas dominados pelos otomanos. Para liberar este importante ponto comercial e, ao mesmo tempo, para dominá-lo, era necessário empreender a exploração do Mar Atlântico, conhecido naquele tempo como o Mar Tenebroso.

Foi assim como o monarca ordenou em 1487 duas missões com direção às Índias, uma por terra para coletar informação e a outra exploratória, através do mar, com o objetivo de encontrar um novo trajeto, fora do já conhecido trajeto por terra, uma nova saída pelo mar, independente do tradicional para conseguir se apropriar do mercado controlado pelos infiéis.

Cruzar o Cabo das Tormentas

Sob a autoridade do experiente navegador Bartolomeu Dias, os navios portugueses conseguiriam cruzar o Cabo das Tormentas pela primeira vez no ano de 1488. Dias se embarcou com duas caravelas e uma nave carregada de provisões para a longa viagem.

Na medida em que ele e sua tripulação desciam, optou por continuarem sós com as duas caravelas e manter a nave ancorada, esperando pelo seu retorno. As duas embarcações foram assoladas por violentas tempestades e fortes ventos que caracterizam esta zona africana e fizeram a expedição quase naufragar. Logo de vários dias finalmente é avistado o cabo e começam então as manobras de volta. Ao dobrar este cabo, percebem que existe a ligação entre os dois oceanos, o Atlântico e o Índico, que pela sua vez, parecia ser o caminho ideal para chegar as Índias.

Dezesseis meses depois de empreendida a viagem exploratória, Bartolomeu Dias e a pouca tripulação sobrevivente dão conta ao Rei em Lisboa da aventura e dos descobrimentos. O Rei decide mudar o nome da passagem pelo de Cabo da Boa Esperança, dadas as boas noticias que traz para a coroa portuguesa.

A partir desta descoberta, Portugal começa um período proveitoso de conquistas marítimas. O estímulo e apoio do Rei outorgou o impulso da exploração marítima e colocou o reino num lugar privilegiado na Europa. Os conhecimentos que os navegantes portugueses adquiriram eram inteiramente novos, produto do trabalho combinado de astrônomos e expedicionários.

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Publicado em História de Portugal, Últimos
Um comentário sobre “Cabo das Tormentas
  1. Ana disse:

    Cabo da Boa Esperança não é o ponto mais extremo do continente africano e sim Cabo Agulhas.

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