BAHAMAS (COMUNIDADE DAS BAHAMAS)
BAHAMAS (COMUNIDADE DAS BAHAMAS)
Estado insular da América Central, nas Antilhas, que ocupa a maior parte do arquipélago homónimo, que desde o SE. da península da Florida (Estados Unidos) se estende paralelamente até à costa setentrional da ilha de Cuba. A N., o estreito de Florida separa-o da costa continental e, a O., o estreito de Santarém e o canal Velho das Bahamas separam-no da costa cubana. O grupo de ilhas situadas no extremo SE. do arquipélago, a N. de La Espanhola, constitui a colónia britânica de Turks e Caicos. Geografia física. A Comunidade das Bahamas compreende 29 ilhas maiores, e quase 700 ilhotas ou pequenas ilhas desabitadas e mais de 2.000 escolhos. As ilhas principais são, de NO. a SE., Grã Bahamas, Grã Ábaco, New Providence, onde se encontra a capital; Andros, a maior ilha do arquipélago; Cat, Watling (Guanahaní ou São Salvador, a primeira terra americana que Cristóvão Colombo pisou em 12 de Outubro de 1492), Long, Acklins, Mayaguana e Grã Inagua. O arquipélago, constituído por maciços calcários rodeados de recifes coralinos, eleva-se desde uma meseta submergida, separada das terras continentais por fossas submarinas. O relevo é plano e pouco acidentado, mantendo-se os pontos mais elevados por debaixo do limite máximo dos 120 m. As costas são rectilíneas e baixas, salvo algumas partes escarpadas, e formam grandes praias que constituem a principal atracção turística do país. A maioria das ilhas, excepto a de Andros, carecem de rios. Clima e vegetação. O clima é subtropical húmido. A corrente do golfo mantém as temperaturas médias invernais à volta de 20 °C, enquanto os ventos alísios, durante o verão, levam a média térmica entre 25 e 30 °C. São frequentes os furacões. A vegetação predominante compreende a savana e os mangais, com bosques de coníferas em algumas ilhas. Economia e sociedade. A economia está baseada no turismo, que ocupa mais da metade da população activa, e os serviços financeiros beneficiam de uma legislação que favorece a colocação de capitais estrangeiros. A agricultura tem escassa incidência económica. Os principais produtos agrários são a cana de açúcar, bananas, ananás e hortaliças. A pesca e os sectores afins (caranguejos, lagostas, tartarugas, esponjas), assim como a exploração das florestas, proporcionam excedentes exportáveis. O sector manufactureiro tradicional compreende a extracção e elaboração de sal marinho, o sector alimentar (açúcar, conservas, rum) e os derivados da madeira. Nos últimos anos entrou em funcionamento em Freeport (Grã Bahamas) uma grande refinaria de petróleo, especializada em combustível para a navegação, e implantaram-se também várias indústrias dos sectores químico, petroquímico e farmacêutico. A população, composta na sua maior parte por negros (72%) e mestiços (14%), concentra-se principalmente nas ilhas de New Providence e Grã Bahamas, que reúnem no conjunto três quartos dos habitantes. A densidade média é baixa (18 hab. por km2). O índice de população urbana aproxima-se dos 60%. História. O arquipélago foi descoberto por Colombo em 1492. Os conquistadores espanhóis, todavia, não fundaram nenhum estabelecimento nas ilhas, que deixaram praticamente despovoadas ao utilizar a população indígena para trabalhar nas minas da vizinha ilha de Cuba. Em meados do século xvii os ingleses iniciaram a colonização, em competição com a Espanha e a França, e em 1718 chegou o primeiro governador geral britânico. O tratado de Versalhes de 1783 atribuiu definitivamente à Grã Bretanha o domínio das ilhas. Em 1964 obtiveram um estatuto de autonomia interna como colónia britânica, e em 1973 alcançaram a independência no âmbito da Commonwealth. Desde 1992 ocupa o cargo de primeiro ministro H. Ingraham, do Movimento Nacional Livre, que obteve a vitória eleitoral frente ao Partido Liberal Progressista, no poder desde 1967.
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