Aqueduto das Águas Livres

O Aqueduto das Águas Livres é um complexo sistema de abastecimento de água destinada à cidade de Lisboa e considerado um dos maiores do mundo alcançando os cinquenta e oito quilómetros de extensão.

Abasteceu Lisboa desde 1748 até 1968 quando foi desativado pela Empresa Portuguesa de Águas Livres.

Durante o povoamento da região feita pelos romanos, estes construiram uma barragem conhecida como Olissipo e um aqueduto com o propósito de suprir as necessidades de abastecimento de água potavel, aproveitando as águas do vale da ribeira de Carenque, na região de Belas.

Já para o ano de 1571 e com o aumento da povoação, a carência de água era cada vez maior, foi então que Francisco de Holanda elaborou uma proposta para o Rei D. Sebastião para aproveitar a rede inicialmente construída pelos romanos e realizar trabalhos de ampliação dessa infraestrutura.

Nesse momento o Rei considerou ainda suficiente com o aqueduto romano e desistiu desta iniciativa.

[-] Tabela de Conteúdos

História do Aqueduto das Águas Livres

Ao longo do tempo houve ainda mais tentativas de construção de um novo aqueduto, mas só foi iniciado o processo de construção definitivo dentre os anos de 1732 e 1748 no governo do Rei D. João V, tendo suas despesas completamente suportadas produto do pagamento de taxas impositivas sobre a carne, o azeite e o vinho da população lisboeta.

Em 1729 foram designadas três pessoas para elaborar o projeto de edificação que incluiria uma nova estrutura sobre o vale de Alcântara complementário do antigo sistema romano.

Aqueduto das Águas Livres (Autor: Wirdung)

Aqueduto das Águas Livres (Autor: Wirdung)

Estas três pessoas foram o arquiteto italiano António Canevari, o Coronel Engenheiro Manuel da Maia e o arquiteto alemão João Frederico Ludovice quem também foi o encargado da construção do Convento de Mafra.

Pouco depois o arquiteto Canevari foi afastado na direção do empreendimento sendo substituído pelo Coronel Manuel da Maia.

A proposta geral do aqueduto sugeria uma estrutura forte e utilitária que fornecesse de água a toda a população da cidade, mas não necessariamente do tipo monumental ou magnífico, resultando, contudo, numa obra arquitetônica de primerissima qualidade artística e industrial.

Logo da morte de Custódio Vieira que substituiu a Manuel da Maia na direção do projeto cinco anos depois do seu início, foi sucedido na chefia por Carlos Mardel, arquiteto e engenheiro de origem húngara.

O aqueduto tem início na Mãe d’Água Velha, que recolhia a água da nascente da Água Livre, em Belas e, logo de um percurso de mais de 14000 kilometros desemboca no Reservatório da Mãe d’Água das Amoreiras, sendo a proposta inicial a de colocar a Máe d’Água em São Pedro de Alcântara.

A rede de captação acrescenta o percurso do Aqueduto 48 quilómetros a mais, incluindo a recoleção de 58 nascentes e, considerando os once quilómetros desde o “cálice” do qual se espalham as águas por chafarizes alimentados por gravidade para toda a cidade, o total da obra é de 58 quilómetros de extensão.

Com a posta em funcionamento em 1880 do Aqueduto de Alviela que trazia a água até o Reservatório dos Barbadinhos, passando de elevar a água através de máquinas de vapor, a importância do Aqueduto das Águas Livres declinou aos poucos até ser finalmente desativado em 1968 pela EPAL empressa a que pertence atualmente todo o conjunto.

Estrutura do Aqueduto das Águas Livres

A parte monumental da obra está comprendida por dois conjuntos distintos, a denominada Arcaria do Vale do Alcântara e o Arco da Mãe d’Água das Amoreiras, sendo os maiores arcos de alvenaria do mundo.

O primeiro conjunto possui 35 arcos, dos quais 21 são de volta perfeita e 14 são ogivais, com diversas alturas que podem chegar a atingir os 65 metros no arco maior.

Tem uma passagem conhecida como O passeio dos Arcos que oferece uma impressionante vista panorâmica.

Devido aos crimes cometidos por Diogo Alves esta passagem foi fechada em 1853.  O Arco da Mãe d’Água das Amoreiras celebra a conclusão da obra com um gran arco triunfal com frontão de formato triangular.

O Aqueduto das Águas Livres foi declarado monumento nacional em 1910 pela IGESPAR.

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