António de Spínola

António de Spínola teve uma actividade militar apreciada na guerra colonial em Angola.

Na Guiné-Bissau, experimenta uma orientação inovadora como comandante-chefe e notou-se ai mesmo pela política de tentativa de integração social que empreendeu.

Como vice-chefe do Estado Maior General das Forças Armadas, foi exonerado devido à publicação do livro Portugal e o Futuro, em que questionava a causa sobre a política colonial do governo de Marcelo Caetano.

Após o golpe militar de 25 de Abril, a junta de Salvação Nacional elegeu-o para Presidente da República.

Sabendo nós que o General Spínola desempenhou os mais diversos cargos, tendo recebido ainda a rendição de Marcelo Caetano, e o seu livro teve um grande peso e influência sobre a política em Portugal.

A Vida de António de Spínola

Nasceu em 1 de Abril de 1910, em Estremoz, no Alto Alentejo, acabando por falecer em Lisboa a 13 de Agosto de 1996.

Filho de António Sebastião de Spínola e de Maria Gabriela Alves Ribeiro de Spínola.

Era filho de uma família abastada. O seu pai foi Inspector Geral de Finanças e chefe de gabinete de Salazar no Ministério das Finanças.

Em 1920, ingressa ao Colégio Militar, em Lisboa, para fazer o ensino secundário em 1928. Nesse mesmo ano, inscreve-se na Escola Politécnica de Lisboa.

Casou, a 1932, com Maria Helena Martin Monteiro de Barros.

Os Cargos Desempenhados por António de Spínola

Colocado inicialmente, em 1928, no Regimento de Cavalaria 4 durante quatro anos, mais tarde iria exercer as funções de instrutor, durante os próximos seis anos, no Regimento de Cavalaria 7, a partir de 1933, já como alferes.

Em 1939, exerce as funções de ajudante-de-campo do Comandante da Guarda Nacional Republicana, General Monteiro de Barros, que era seu sogro, e daria início à sua colaboração na Revista de Cavalaria de que era o co-fundador.

Em 1941 é integrado na missão de estudo do Exército Português para uma visita à Escola de Carros de Combate do Exército Alemão e à frente Germano-Russa.

Imagem de António de Spínola

Imagem de António de Spínola

Sendo nomeado, a 1947, para a missão de estudo na Guarda Civil Espanhola, uma vez que exercia funções na Guarda Nacional Republicana.

Tendo sido Tenente Coronel em 1961, desempenhando as funções de Segundo Comandante de Comandante do Regimento de Lanceiros 2.

Com o inicio da guerra em Angola, este oferece-se como voluntário e organiza o Grupo de Cavalaria 345.

É colocado com a sua unidade, em Angola, em 1962, onde frequenta por um curto período um curso de aperfeiçoamento operacional no Centro de Instrução Militar de Grafanil, em Luanda.

A sua primeira missão foi na região de Bessa Monteiro e mais tarde na região fronteiriça de São Salvdor do Congo. Permaneceu em Angola até 1963.

Em 1967, é nomeado Segundo Comandante Geral da Guarda Nacional Republicana.

Em 1968 foi chamado para exercer funções de Governador e Comandante Chefe das Forças Armadas da Guiné, cargos para que voltaria a ser nomeado mais tarde, em 1972, por recondução, mas que não aceita alegando falta de apoio do Governo Central.

Em Novembro de 1973, António de Spínola é convidado por Marcelo Caetano, numa tentativa de colocá-lo no regime, para ocupar o posto de Ministro do Ultramar, cargo que não aceitou.

A 17 de Janeiro de 1974, é nomeado para Vice Chefe do Estado Maior das Forças Armadas, por sugestão de Costa Gomes, cargo de que é demitido em Março, por ter recusado a participar na manifestação de apoio ao Governo e à sua política.

Sendo a 25 de Abril de 1974 nomeado representante do MFA (Movimento das Forças Armadas), aceita do Presidente do Conselho, Marcelo Caetano, a rendição do Governo, o que na prática significa uma transmissão de poderes.

Já com uma instituição da Junta de Salvação Nacional, órgão que passou a deter as atribuições dos órgãos fundamentais do Estado, que presidia, é escolhido pelos seus membros para o exercício das funções de Presidente da República.

Ocupando a Presidência da República a 15 de Maio de 1974, cargo que exerceu até 30 de Setembro de 1974, altura em que renuncia e é substituído pelo General Costa Gomes.

António de Spínola na História

António de Spínola ficou para  história como símbolo da transição dos regimes autoritários de Salazar e Caetano para a democracia pluralista, era a opinião do embaixador Nunes Barata que privou com ele de perto. Uma verdade que não deixa qualquer dúvida.

Admirado por uns, odiado por outros, acabou por ser considerado um bom militar, tendo tido um desempenho um pouco mais baixo relativamente à política.

António de Spínola foi um Homem do Exército, fazendo a maior parte do seu percurso militar durante a vigência do Estado Novo.

António de Spínola começou a destacar-se em 1961, com o início da guerra em Angola, para onde se ofereceu como voluntário.

Em Angola, António de Spínola ganha consciência de que para vencer a guerra de guerrilha a solução jamais poderia ser militar, mas sim política. Gradualmente fazendo sentir isso ao Governo.

Foi na Guiné, quando assumiu o seu Governo, que António de Spínola faz essa pressão. A pouco e pouco vai advogando a ideia da constituição de uma federação que poderia ser aplicável aos territórios ultramarinos.

Desempenhando um importante papel que foi oficialmente reconhecido a 5 de Fevereiro de 1987, pelo Presidente da República Mário Soares, ao empossá-lo como chanceler das Antigas Ordens Militares, e ao entregar-lhe as insígnias da Grã-Cruz da Ordem Militar da Torre e Espada, pelos “feitos de heroísmo militar e cívico e por ter sido símbolo da revolução de Abril e o primeiro Presidente da República após a ditadura”.

Obras Realizadas por António de Spínola

  • Por uma Guiné Melhor – 1970
  • Linha de Acção – 1971
  • No Caminho do Futuro – 1972
  • Por uma Portugalidade Renovada – 1973
  • Portugal e o Futuro – publicado em 1974
  • Ao Serviço de Portugal – publicado em 1976
  • País sem Rumo – publicado em 1978

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Publicado em Presidentes da Républica, Últimos
3 comentários sobre “António de Spínola
  1. Kaniko disse:

    Afinal não foi grande general como os generais Paton, Zhukov, von Manstein e outros mais…

  2. Rui Vieira Coelho disse:

    Extraordinário Comandante Chefe das Forças Armadas na Província Ultramarina da Guinê ,é um Excelente Governador é um destacado Oficial de grande categoria com um grau de Cultura notavel que eu tive a honra de conhecer e de servir . Grande Militar , Grande Governador, Grande Presidente da República, foi atraiçoado por incompetentes um Grande Líder, que mais tarde foi ré conduzido é elevado ao posto de Marechal que colmataram um Grande Militar do Império. Ficará para sempre na História de Portugal como um dos seus filhos mais queridos

  3. Elisabeth Maria Spínola disse:

    Gostaria de saber mais ré esse grande militar, sua origem, família, pois sou da família Spínola radicada no Brasil.

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