António de Oliveira Salazar

António de Oliveira Salazar nasceu no dia 28 de Abril de 1889 em Vimieiro, concelho de Santa Comba Dão, no seio de uma família de pequenos proprietários agrícolas e o seu nome ficará para sempre na História de Portugal como o estadista que mais tempo governou, de forma autoritária e em ditadura, o país.

Tabela de Conteúdos

Educação de António de Oliveira Salazar

A educação de António de Oliveira Salazar sofreu sempre uma fortíssima influência católica, facto que viria a reflectir-se em vários momentos da sua vida, chegando mesmo a frequentar um seminário.

No entanto, seria na Universidade de Coimbra, na Faculdade de Direito, que António de Oliveira Salazar viria a terminar a sua formação académica.

Licenciado em direito em 1914, António de Oliveira Salazar inicia a carreira de professor universitário 3 anos mais tarde e com ela um percurso que o levaria a atingir o grau de professor catedrático.

Vida Política de António de Oliveira Salazar

Desde cedo António de Oliveira Salazar se envolveu em política.

Em 1921, António de Oliveira Salazar é eleito deputado, cargo que ocuparia apenas durante 1 dia porque, segundo ele próprio viria depois a justificar, advogava uma renovação de objectivos e de processos de governação que aquela assembleia não viabilizaria.

Voltaria ao activo político em 1926, depois da revolução ocorrida em Maio desse mesmo ano, quando aceitou ser Ministro das Finanças, cargo que ocupou durante apenas 13 dias.

Seria só em 1928 que a carreira política de António de Oliveira Salazar viria a solidificar.

Nesse ano voltou a aceitar a pasta das Finanças depois de ter garantido junto dos militares que o seu ministério seria o único a poder autorizar despesas.

Desde essa altura, António de Oliveira Salazar nunca mais abandonaria o poder.

Em poucos anos António de Oliveira Salazar conseguiu chegar ao cargo de Presidente do Conselho, posição que manteve até ao dia da sua morte, quase 40 anos depois, em 1968.

Durante cerca de 4 décadas Salazar criou e instituiu em Portugal o Estado Novo, um processo de governação autoritário e ditatorial que se estendeu a todos os sectores da vida do país e dos portugueses.

António de Oliveira Salazar (Autor: Imagem em domínio público)

Com o Estado Novo chegaram a censura, a Legião Portuguesa, a polícia política (primeiro chamada PVDE, e mais tarde PIDE), a Mocidade Portuguesa e uma forte máquina de propaganda, que era essencialmente a repressão a fim de manter o regime a todo o custo.

Numa época em que os regimes ditatoriais de carácter fascista alastravam pela Europa (Mussolini em Itália, Hitler na Alemanha e Franco em Espanha) Salazar soube dar ao seu Estado Novo características muito próprias, capazes de o distinguir dos seus pares com quem, aliás, sempre manteve uma relação próxima e ao mesmo tempo distante.

Antonio de Oliveira Salazar (Autor: Imagem em domínio público)

Antonio de Oliveira Salazar (Autor: Imagem em domínio público)

Fruto desta diplomacia, Salazar conseguiria mesmo evitar que Portugal se envolvesse na II Guerra Mundial e fazer um jogo duplo no qual envolveu os alemães e os ingleses, ora piscando o olho a um lado ora a outro.

Com uma governação austera, salpicada aqui e ali por traços de grandeza imperialista (a Exposição do Mundo Português em 1940 é um dos melhores exemplos dessa tendência), Salazar manteve as contas do país equilibradas, mas sempre à custa da pobreza de um povo que morria de fome e que, com o rebentar da guerra nas várias colónias africanas, passaria também a morrer às mãos dos guerrilheiros.

As pequenas escaramuças do início da década de 60 no norte de Angola depressa escalaram para cenários de guerra aberta na grande maioria das colónias africanas.

Acrescia o facto da mudança que se verificou no panorama internacional, com a ONU a exigir a Portugal o início do processo de descolonização.

Salazar via-se, cada vez mais, sozinho, mas não desistiu de manter o império ultramarino pela força das armas, ainda que o esforço resultasse num crescente mau estar interno em vários sectores, nomeadamente entre os militares.

O seu afastamento do poder aconteceu apenas devido a doença. Em 1968 António de Oliveira Salazar é vítima de um Acidente Vascular Cerebral, a famosa queda da cadeira, que o deixa física e mentalmente diminuído.

Por essa altura é substituído na presidência do Concelho por Marcelo Caetano mas Salazar continua convencido que é ele quem governa até ao dia da sua morte, em dia 27 de Julho de 1970.

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Publicado em Estado Novo, Políticos de Portugal, Últimos
6 comentários sobre “António de Oliveira Salazar
  1. jrocha disse:

    Este resumo, é apenas um pingo de gelo, no centro de um Aicebergue. Salazar Um Ditador como se ali diz: Mas um ditador diferente, diferente no bom sentido, de todos os outros que existiam por essa Europa fora. Para se falar de Salazar no positivo e no negativo, é preciso conhecer pelo menos um bocadinho, da história do fim da Monarquia e da Primeira Republica. Na Primeira Republica. podemos comparar esses tempos, com o que se vive hoje na Siria, no Iraque, no afeganistão, etc.etc. só com uma diferença. São hoje os meios empregues para destruir os povos, mais sofisticados, que os que existiam em Portugal na Primeira Repbulica; mas os ideais da Primeira Republica,para atingirem os seus fins, eram exactamente os mesmos. Foi Salazar quem impôs o respeito e a Ordem, quem criou condições ao País para sair duma crise sem fim à vista, quem Pagou as dividas colocando o País num patamar respeitado por todos os Países do mundo, mesmo por Países inimigos de portugal, quem desembolveu o País à mais alta escala Europeia naquele tempo,em todas as areas: Educação, milhares de escolas liceus e universidades, na ciência, o LENEC o ISEC o Laboratorio nuclear da Bobadela dos mais sofisticados daquele tempo,na Saude, os maiores Hospitais que ainda hoje existem,como Santa Maria, São João, IPO no Porto e em Lisboa, o Egas Moniz das doenças tropicais, no desporto o Estádio Nacional e o Primeiro de Maio,na Cultura, Varios teatros, cinemas, Entre outras obras como o monumento aos descobrimentos o Cristo Rei, Acabamento das obras do Panteão Nacional, a Praça do Império, na segurança a criação de varias Policias, das mais brandas, mas das mais eficazes que existiam naqueles tempos em toda a Europa, transportes, Criou a TAP, vias de comunicação, milhares de KM de estradas, pontes, caminhos de ferro, bem estar do seu povo. Só foi ultrapassado por outros Países,a partir de 1960 para a frente. Foi a Partir daí que se deixou atrasar em relação à Europa, mas não por sua vontade, foi a partir daí que a PIDE começou a ganhar força, e não deixou mais Salazar sair do Poder. Esta é uma realidade idesmentivel que os historiadores, ainda hoje por receio, por medo,ou por imposição dos politicos, de hoje, que são muito mais ditadores que algum dia Salazar o foi, e têm uma censura mais poderosa que o Salazar tinha,e digo do que alazar tinha, pela razão que a imprensa escrita ou falada é ameaçada de cortes de berbas se não seguirem os preceitos dos governantes. Isto é que é censura e por isso não dizem a verdade de Salazar ao povo. A Salazar, só não lhe chamam Ladrão, porque não encontraram um Centavo que fosse, nos seus bolsos, roubado ao herário Publico. Por isso eu sempre disse e digo deixamos de viver numa Ditadura de Homens Honestos,para vivermos, (salvo raras excepções), numa Democracia de Ladrões.Para me fazerem mudar de opinião têm de me dar Razão.Viva Salazar Viva Portugal

  2. jrocha disse:

    Para completar melhor o raciocinio ao comentário anterior: Faltou-me referir que todas aquelas obras e muitas mais, como a reorganização dos Três Ramos das Forças Armadas as construções das várias unidades de aquartelamento espalhadas pelo País, equipamentos das mesmase os dois Submarinos, o Zefrino e o Barracuda,Foi tudo pago com dinheiro Português, os referidos Submarinos quando foram postos ao serviço já estavam pagos! ((Não é como agora: os de agora, compram enrriquecem e os que hão-de vir que paguem)) e para além de não deixar dividas, ainda nos deixou como sabemos os tais 200milhões de contos e as 860toneladas de Ouro que os falsos democratas destruiram: Alguém sabe aonde? Nos últimos 14 anos Salazar não queria governar,foi obrigado a faze-lo , mas mesmo assim, niguém roubou o Herário publico, mas os que vieram depois dele Salazar e Caetano, foi o que se sabe, emuito mais o que não se sabe. Só um dia mais tarde se saberá quando já nehum dos actuis intervenientes cá estiver.

  3. Miguel disse:

    Foi ele que mato o Delgado

  4. maria joao disse:

    Ó jrocha é um resumo não é uma historia

  5. jrocha disse:

    Quem mandou matar o Delgado, foram uns traidores da Pátria fugidos de portugal que pagaram ao mais incompetente agente da pide para o matar, para o poderem usar depois de morto, como bandeira contra Salazar, foi isso que aconteceu. Mas esta história só daqui a uns 20 ou 30 anos mais, quando já cá não estiver nehum desses cumplices é que ela será verdadeirament e realmente conhecida como ela de facto é. Mas isso, só se por acaso chegar ao Poder um homem com competência e honestidade que queira pôr de facto a história de Portugal em dia. E não como estes agora, que rasgam, destroem simbolos, deturpam com mentiras, os melhores 48 anos da história de Portugal, depois dos descobrimentos, até hoje. Esta é a história camuflada que sempre ouvi, e não aquela que sempre nos quiseram impingir à boca cheia. Se as mentiras que após o dia 25/04/1974,têm dito ao povo, se só mesmo 10% fosem verdades! Eram mais que suficientes para vivermos numa média democracia. Mas como dizia o Alentejano, há uns tempos atráz, a democracia é só para os burros, para as vacas, ainda não há democracia.

  6. João Santos disse:

    Nasci após 25 de Abril e podem mandar calar, que nada posso dizer de como era viver naquela época e as dificuldades que passavam. No entanto tenho familiares e amigos que viveram durante a dita “Ditadura do Estado Novo”, pessoas essas que lutaram pelo país e trabalharam para a reconstrução do mesmo durante esse mesmo regime e a seguir a bancarrota em que o país encontrava quando este Senhor chegou ao poder como Ministro da Finanças – 1926. Sempre disseram que havia coisas más durante essa época (PIDE – que prendia as vezes sem razão devido a denuncias de vizinhos mal intencionados e covardes que viam nessa maneira um método de vingança)No entanto também sabem dizer tudo de bom que havia naquela época (segurança nas ruas, respeito pela autoridade e os mais velhos, prostituição era controlada e em locais próprios, havia trabalho com futuro, etc) Atualmente o País está a ser vendido aos poucos, os bens que podiam ser feitos nas nossas empresas são encomendados aos estrangeiros em troca de luvas e favores políticos, as nossas empresas fecham por falta de trabalho, o desemprego aumenta e o trabalho que vai aparecendo é o temporário/precário/mal pago. Em seguida deixo um texto e reflexão doutra pessoa que encontrei recentemente na internet e que achei interessante. Acho que devemos ser como aquela senhora que representa a justiça e tapar os olhos, colocando o bom e o mau daquela época da historia do nosso país e comparar com os dias hoje, não esquecer de ter em conta a política/economia internacional. Eu na minha modesta opinião, acho que a balança dessa senhora ia pender para o passado.

    Entre um político ditador e honesto ou um como os que o nosso país têm vindo a ter nestes últimos anos….

    Mais sobre ele em:
    https://pt.wikipedia.org/wiki/Ant%C3%B3nio_de_Oliveira_Salazar
    ——————————————————————
    É realmente difícil definir um Povo que de tal forma se comporta e, neste caso, nem me refiro à camada Inculta desse Povo mas sim aos mais Evoluídos que arrastam os outros.

    Tal como há 2000 anos na Palestina, os Portugueses escolheram os Ladrões.

    A Salazar que NUNCA Roubou e Deixou Obra Feita só o Conhecem por “ABAIXO O DITADOR”.

    Aos actuais Políticos (desde 1974) quer dessem Informações Radiofónicas aos Inimigos de Portugal que custaram muitas Vidas a Soldados Portugueses, venda Ilícita de Armas e Munições ao PAIGC (Partido Africano «Armado» para Independência da Guiné e Cabo Verde) que também mataram Soldados Portugueses, Cuspir e Espezinhar a Bandeira Nacional, Descolonização “Exemplar”, Usar e Abusar do Erário Público, atitude que ainda se mantém, Gastar para Coisa Nenhuma Grande Parte do Ouro deixado pelo Ditador, Empobrecer o País e o Povo sem deixar de se Protegerem a Si e aos seus Eleitos Aumentando e Defendendo as suas Fortunas, Obras Feitas só as que não foram necessárias mas que nos Endividaram por várias Décadas como PPPs, SWAPs, Corrupção, Enriquecimentos Ilícitos, Crimes Impunes de Colarinho Branco, Fabricação de Ricos em vez de Riqueza, Excepções, Isenções, Perdões, Benefícios para os Amigalhaços não Participarem dos Sacrifícios Exigidos aos outros Portugueses, esses é que merecem os Aplausos e que lhes chamem DEMOCRATAS. Não sendo de certeza o que eu lhes chamo, deixo para reflexão uma lista de Algumas Obras das quais se pode acusar o Ditador, ao mesmo tempo que desafio a Quadrilha que Assaltou e Assalta Portugal a apresentar alguma Obra Feita de Igual Importância.

    ISTO SÃO FACTOS E NÃO CONVERSA FIADA!

    Noutros tempos, houve Portugueses competentes e respeitadores dos interesses do bem público que garantindo a Lei e a Ordem, trabalharam afincadamente e, em apenas 40 anos, deixaram OBRA, PAGA COM DINHEIRO PORTUGUÊS mas, em muitos casos, foram “pérolas a porcos”.

    Segue-se uma “pequena” Lista de Obras de Grande Interesse Nacional que ficaram desse período memorável.

    Na Região de Lisboa:

    1) Bairro Social do Arco do Cego
    2) Bairro Social da Madre de Deus
    3) Bairro Social da Encarnação
    4) Bairro Social de Caselas
    5) Bairros para Polícias
    6) Bairro de Alvalade
    7) Aeroporto Internacional da Portela
    8) Instituto Superior Técnico
    9) Cidade Universitária de Lisboa
    10) Biblioteca Nacional
    11) Instituto Nacional de Estatística
    12) Laboratório Nacional de Engenharia Civil
    13) Metropolitano de Lisboa
    14) Ponte Salazar
    15) Captação e encanamento das águas do Alviela (comemorada com a construção da Fonte Luminosa na Alameda Afonso Henriques)
    16) Plantação do Parque florestal de Monsanto
    17) Estádio Nacional do Jamor
    18) Estádio 28 de Maio
    19) Auto estrada da Costa do Estoril
    20) Hospital Escolar de Santa Maria
    21) Instituto Ricardo Jorge
    22) Instituto de Oncologia
    23) Hospital Egas Moniz
    24) Assistência Nacional aos Tuberculosos o que permitiu a obrigatoriedade do rastreio anual às populações estudantil, do Comércio e da Função Pública
    25) Eletrificação da linha do Estoril
    26) Exposição do Mundo Português que permitiu a criação da Praça do Império, hoje Sala de visitas de Lisboa.
    27) Monumento aos Descobrimentos
    28) Regularização da Estrada Marginal Lisboa-Cascais.
    29) Criação da Emissora Nacional de Radiodifusão
    30) Criação da Radiotelevisão Portuguesa incluindo a instalação das respectivas antenas retransmissoras necessárias para cobrir todo o território continental
    31) Criação da Companhia Aérea de bandeira (TAP)
    32) Nova Casa da Moeda (no Arco do Cego)

    Espalhadas pelo País e Ilhas Adjacentes:

    33) Várias Escolas do Magistério Primário.
    34) Escolas primárias do Plano dos Centenários em quase todas as Freguesias do País.
    35) Liceus Normais em todas as capitais de Distrito.
    36) Escolas Comerciais e Industriais espalhadas de Norte a Sul do País
    37) Cidade Universitária de Coimbra (Faculdade de Medicina, Faculdade de Letras, Faculdade de Ciências, Biblioteca Geral e o reordenamento urbano envolvente)
    38) Hospital de S. João no Porto
    39) Laboratório de Física e Engenharia Nuclear (na Bobadela – Sacavém) para onde se adquiriu e instalou um reactor atómico de investigação, tornando Portugal no 35º país do Mundo (à época) a dispor de tão moderno equipamento científico.
    40) Ponte da Arrábida
    41) Ponte Marechal Carmona
    42) Construção dos grandes aproveitamentos hidroeléctricos com dezenas de grandes Barragens (por exemplo Rabagão, Cávado, Douro, Mondego, Zêzere e Tejo).
    43) Construção de várias barragens para regadio e recreio, nomeadamente nas Beiras (como, por exemplo, na Vila de Soure)e por todo o Alentejo.
    44) Melhoria geral de toda a rede Rodoviária Nacional.
    45) Melhoria geral da Rede Ferroviária e modernização geral das viaturas do Caminho de Ferro.
    46) Melhoria, ampliação e renovação, em todo o território, da Rede Telefónica Nacional, Estações de Correios e Telecomunicações em geral.
    47) Bases aéreas (Ota, Montijo, Monte Real, Beja, etc.)
    48) Base naval da Marinha (Alfeite)
    49) Navio hospital “Gil Eanes” de apoio à Frota Bacalhoeira
    50) Criação das Casas do Povo
    51) Criação das Casas dos Pescadores
    52) Construção e beneficiação de muitos e diversos Hospitais, (damos como ex. o Hospital Rovisco Pais (Leprosaria) na Tocha (com dezenas de edificações espalhadas por uma área total de 110 ha) aproveitando integralmente uma doação do grande benemérito e o Hospital Psiquiátrico de Sobral Cid (próximo de Coimbra) com 15 edifícios espalhados por uma área de 10 ha, só para citar dois).
    53) Plano de colonização interna que permitiu grandes desenvolvimentos agrários em vários pontos quase desabitados do País como, por exemplo, Pegões.
    54) Construção de dezenas de Palácios da Justiça e remodelação de muitos Tribunais
    55) Construção e remodelação de diversos Edifícios Prisionais e Prisões-escola
    56) Construção da Central Termoelétrica do Carregado
    57) Criação dos “Livros únicos” para o Ensino Primário e Secundário, o que proporcionou grandes economias às Famílias portuguesas da época
    58) Criação das Pousadas de Portugal espalhadas por todo o Território
    59) Criação da FNAT
    60) Instituição do ABONO DE FAMÍLIA
    61) Instituição da ADSE
    62) Acolhimento fraterno e seguro a inúmeros refugiados de guerra dos quais se destaca o Sr. Caloust Gulbenkian que, em agradecimento desse bom acolhimento, doou a Fundação com o seu nome, que tanto tem ajudado e cultivado sucessivas gerações de Portugueses nos mais diversos ramos do Saber e da Arte.

    Quando me dizem que tudo isto foi feito à custa da exploração ultramarina, eu respondo:

    E o que lá ficou edificado e a seguir destruíram ou não souberam conservar?
    Não ficaram inúmeros autóctones com cursos escolares primários, cursos médios e cursos universitários ministrados e pagos pelo Erário Público Português?

    Não ficaram todas as Províncias Ultramarinas e nomeadamente Angola e Moçambique dotados de dezenas de CIDADES COMPLETAS onde se incluíam toda a espécie de edifícios habitacionais, Mercados, Redes de abastecimento de águas, Redes de efluentes, Escolas primárias, Liceus, Universidades, Hospitais, Quarteis e toda a espécie de instalações militares e até unidades completas de Radiodifusão?

    Não ficaram disseminadas pelos territórios inúmeras Pontes e Viadutos, Barragens grandiosas (como Cambambe e Cabora Bassa, só para citar duas), inúmeras Estradas, diversas Linhas de Caminhos de Ferro, Portos de mar e modernos (à época) Aeroportos e Aeródromos, etc. ?

    Para quem recebeu um País na Bancarrota, que atravessou as épocas difíceis da Guerra Civil de Espanha e da 2ª Guerra Mundial e teve ainda de enfrentar a Guerra do Ultramar, em três frentes, tendo deixado o País A CRESCER A 6% AO ANO, durante a sua última década de governação e muito mais de 600 toneladas de ouro nas reservas do Estado, é Obra!

    Comparem com os dias de hoje, depois de quase 40 anos de LIBERDADE!

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