Aníbal Cavaco Silva
A 15 de julho de 1939, nascia em Boliqueime, Loulé, Anibal António Cavaco Silva, o filho mais velho de Teodoro Gonçalves da Silva e de Maria do Nascimento Cavaco.
Cavaco Silva fez o Ciclo Preparatório em Faro, na Escola Técnica Elementar Serpa Pinto, e frequentou o Curso Geral do Comércio na Escola Comercial e Industrial de Faro. Aos dezassete anos foi para Lisboa, onde tirou o Curso de Contabilidade do ISCAL, terminando-o em 1959. Paralelamente, frequentou as disciplinas exigidas para ser admitido no ISEG. Quando estava prestes a terminar o curso, Cavaco Silva foi chamado para cumprir o Serviço Militar Obrigatório.
Em 1963, após ter casado com Maria Alves da Silva, Cavaco Silva foi enviado para Moçambique. Mais tarde, licenciou-se em Finanças com a classificação mais alta desse ano.
Vida profissional
No final de 1965, Cavaco Silva torna-se bolseiro académico do Centro de Economia e Finanças de Calouste Gulbenkian, passando a dedicar-se à investigação.
Em 1966, publica o seu primeiro livro intitulado “O Mercado Financeiro Português”. Enquanto bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian, Cavaco Silva parte com a sua família para o Reino Unido onde fez o doutoramento em Economia Pública, na universidade de York.
De volta a Portugal, manteve-se como investigador da Fundação Gulbenkian, passando depois a integrar o Centro de Economia Agrária. No ano de 1977, foi convidado a mudar-se para o Banco de Portugal, convite esse que ele aceitou, onde assumiu o cargo de diretor do Departamento de Estatística e Estudos Económicos. Ao mesmo tempo, passou a integrar a Comissão Instaladora da Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa como vogal. Pouco depois, passaria também a lecionar na Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica. Mais tarde, Cavaco Silva chegaria a professor catedrático da Universidade Nova de Lisboa.
Vida política
Cavaco Silva foi convidado por Francisco Sá Carneiro a exercer funções como Ministro das Finanças e Plano do VI Governo Constitucional, entre 1980 e 1981. No entanto, com a morte do carismático líder do Governo, Cavaco Silva nega-se a continuar a exercer funções como ministro sob o governo de Francisco Pinto Balsemão, abdicando também do seu lugar de deputado no Parlamento.
Sendo militante do Partido Social Democrata (PSD) desde a sua fundação, Cavaco Silva vai ao VIII Congresso do partido encabeçando uma lista candidata ao Conselho Nacional. Nesse mesmo ano, foi eleito presidente da Assembléia Distrital da Área Metropolitana de Lisboa.
Em 1985, após a demissão de Carlos Mota Pinto dos cargos de Vice Primeiro Ministro e de presidente do PSD, Cavaco Silva candidata-se a líder do partido. Apesar de aparentemente ser um outsider, sendo que na época todos imaginavam que a luta seria entre João Salgueiro e Rui Machete, Cavaco Silva acaba por ser eleito líder do PSD.
Após o falhanço nas negociações com o PS, Cavaco Silva decide abandonar o Bloco Central formado em 1983. Como consequência, o Presidente da República, Ramalho Eanes, decide dissolver o Parlamento e convocar eleições antecipadas. Assim, em 1985, nas eleições legislativas que se seguiram, o PSD venceu com 29,8% dos votos, sendo este o melhor resultado de sempre deste partido, e deu-se assim início à formação de um governo minoritário, chefiado por Cavaco Silva.
Primeiro Ministro
Em 1985, Cavaco Silva torna-se Primeiro Ministro de Portugal. Este foi um governo que apostou forte em várias reformas estruturais da administração e na direção económica do país. Mas, sendo um governo minoritário, encontrou firme oposição no Parlamento, sendo Alvo de uma moção de censura na Assembléia da República, em Abril de 1987, o que levou à queda do governo e à convocação de eleições antecipadas.
Em Julho de 1987, o PSD vence as eleições legislativas, com 50,2% dos votos, sendo a 1ª vez em Portugal que um partido político consegue maioria absoluta sem ter que recorrer a coligações. Assim, este XI Governo Constitucional, bem como o XII (que também foi liderado por Cavaco Silva com nova maioria absoluta) foram governos estáveis sendo possível realizarem-se grandes reformas estruturais. Além disso, o país viveu uma época de construções rodoviárias e ferroviárias tal como nunca tinha acontecido até então, em grande parte fruto da entrada de Portugal na CEE e das verbas recebidas.
Debaixo do Governo de Cavaco Silva, Portugal viveu também uma época de acentuado crescimento económico conseguindo mesmo bater a grande maioria dos países europeus. Isso granjeou a simpatia do povo português e o respeito do vários países europeus, e não só.
Cavaco Silva foi Primeiro Ministro de Portugal durante cerca de dez anos, sendo esta a época de maior desenvolvimento a que o país assistiu durante o século XX. Após esse período de dez anos, Cavaco Silva colocou-se de fora das eleições legislativas de 1995 e abandonou também a liderança do PSD.
Nesse mesmo ano, Cavaco Silva candidata-se à Presidência da República mas acaba por sair derrotado por Jorge Sampaio com 46% contra 54% dos votos.
Presidência da República
A 20 de Outubro de 2005, Cavaco Silva apresentou-se novamente como candidato à Presidência da República. Numas eleições em que contou com Jerónimo de Sousa, Mário Soares, Francisco Louçã, Garcia Pereira e Manuel Alegre como adversários, Cavaco Silva saiu vencedor logo à primeira volta com 51% dos votos. A 9 de Março de 2006, Cavaco Silva tomou posse como o 18º Presidente da República Portuguesa, sendo o primeiro Presidente da República fora da esfera política da esquerda, dos últimos vinte anos.
O seu primeiro ato oficial foi agraciar o seu antecessor na Presidência da República, Jorge Sampaio, com o grande colar da Ordem da Liberdade.
Em 23 de Janeiro de 2011, Cavaco Silva foi reeleito à primeira volta para um segundo mandato com 52,9% dos votos dos cidadãos portugueses.
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