Afonso de Albuquerque

As incursões no Oriente por parte dos portugueses foi algo nunca igualado.

Com um pequeno conjunto de homens, os portugueses venceram um conjunto de potências armadas, conquistando poderosos reinos como os de Ormuz, Goa e Málaca.

Dentre os heróis portugueses no Oriente destaca-se Afonso de Albuquerque, um dos maiores génios militares e administrativos, cujas façanhas se tornaram lendárias em todo o mundo de então.

Biografia de Afonso de Albuquerque

Afonso de Albuquerque, era um homem de média estatura, com rosto comprido e corado, e de nariz um pouco grande. Usava sempre a barba muito comprida que lhe dava grande veneração.

Era um homem dotado de um inquebrantável espírito de justiça, sempre bondoso, piedoso para com os pobres e muito paciente para suportar os sofrimentos que constantemente o assaltavam, devido à inveja e incompreensão dos homens.

Sofreu principalmente devido ao desprezo por parte de D. Manuel, rei de Portugal, que não se mostrou à altura do grande homem que governava.

Sendo alguém honesto, dedicado ao Rei e ao seu país, Albuquerque viveu na Índia escravizado aos planos grandiosos que levara para aí.

Dentre os heróis portugueses no Oriente destaca-se Afonso de Albuquerque, um dos maiores génios militares e administrativos (Autor: Imagem em domínio público)

Dentre os heróis portugueses no Oriente destaca-se Afonso de Albuquerque, um dos maiores génios militares e administrativos (Autor: Imagem em domínio público)

Nos seis anos de governo, sempre confrontado com a falta de homens, de navios e de dinheiro, bem como pela estreiteza de vistas e pelas suspeitas do rei, Afonso de Albuquerque tornou-se alguém conhecido desde a Arábia até a China tendo-se apossado das chaves do Oceano Índico.

Embaixadores da Pérsia, o Sião e a Abissínia vinham até si pedindo a sua amizade, ao mesmo tempo em que uma dúzia de reizetes indianos, inquietos, se informavam dos seus desejos, por meio de embaixadas respeitosas.

A Vida de Afonso de Albuquerque

Afonso de Albuquerque foi o terceiro filho de Gonçalo de Albuquerque e de D.ª Leonor de Meneses. Não se sabe exatamente onde e quando nasceu, mas calcula-se que tenha sido entre 1461 e 1462.

Nada se sabe também de sua infância, mas pensa-se que durante esse período recebeu instrução escolar de topo, aprendendo o latim e estudando os clássicos.

A primeira referência a Afonso de Albuquerque ocorre em 1476, na batalha de Toro, contra os castelhanos, ao lado de D. João II e depois, em Arzila, na África.

Pela experiência que demonstrará mais tarde, tanto na arte da navegação quanto na militar, deduz-se que ele passou parte da mocidade na África.

Carreira Militar de Afonso de Albuquerque

Afonso de Albuquerque entrou verdadeiramente para a História em 1506, quando comandava uma frota incorporada à de seu primo Tristão da Cunha. Já antes ele tinha estado na Índia com outro primo, Francisco de Albuquerque, na armada de 1503, mas nada de notável acerca dele chegou ao nosso conhecimento.

Mas desta vez a sua missão era a de vigiar a boca do Mar Vermelho, para impedir que dali saísse algum inimigo que importunasse as conquistas portuguesas na Índia.

Após separar-se de Tristão da Cunha, começou a formidável carreira de Afonso de Albuquerque, que contava nessa época apenas com seis barcos e 460 homens, dos quais alguns estavam doentes, e escassos mantimentos para 15 dias. No entanto, com ousadia e determinação conquistou várias cidades das costas da África e Ásia, inclusive a opulenta Ormuz, na entrada do Mar Vermelho, por onde passava todo o comércio do Oriente.

Outra conquista notável foi a conquista de Goa. Após tomar sem grande esforço a fortaleza de Pangim, Albuquerque entrou em Goa praticamente sem dar um tiro.

Mas as coisas não seriam assim tão simples. Dois meses depois, Afonso de Albuquerque precisou de abandonar Goa, após uma heróica luta contra os exércitos de Hidalcão, soberano destronado, que voltou para resgatar sua cidade com 60 mil turcos, mouros e indianos, 5 mil a cavalo.

No entanto, Albuquerque reapareceu no mês de novembro seguinte com 20 velas, no dia 25, festa de Santa Catarina, a quem atribuiu depois a vitória. Entrou novamente na cidade, apesar de esta se encontrar fortemente defendida, e após uma luta renhida, Goa voltou ao domínio dos portugueses, tornando-se, durante cinco séculos, numa das maiores glórias lusas no ultramar.

Depois disso, Afonso de Albuquerque, juntamente com 1400 soldados portugueses, lutou contra um exército de 30 mil homens, conquistando Málaca ao fim de 15 dias de luta.

Afonso de Albuquerque um Herói Incompreendido

Apesar de se ter tornado governador da Índia, havia na sua administração homens que estavam diretamente ligados ao rei, e que por isso não tinham que prestar contas ao governador. Por isso, eles tinham constantes rixas com Afonso de Albuquerque, que desejava que as coisas fossem feitas de forma ordenada.

Mas esses desentendimentos valeram-lhe uma série de cartas enviadas pelos outros administradores ao rei, criticando o grande general. Infelizmente, D. Manuel I acabou dando ouvidos a esses descontentes, enviando então como substituto de Afonso de Albuquerque o seu pior inimigo.

Esse golpe fez com que Afonso de Albuquerque perdesse a vontade de viver, acabando por morrer vencido pelo desânimo. Após a sua morte, Afonso de Albuquerque foi chorado pelos vários povos que ele tinha administrado, sendo para sempre recordado como grande militar, mas mais importante, como um grande homem.

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