Abd El-Krim

(Ajdir, 1882- Cairo, 1963). Caudilho marroquino. Pertencente à tribo Beni-Urriagel, e filho de um cádi (juiz civil), recebeu educação em Tunísia e Fez, chegando a ser ele próprio cádi e «juiz dos juízes».

Em 1915 foi encarcerado pelos espanhóis pelas suas tentativas de oposição às forças coloniais, mas foi posto em liberdade após onze meses de prisão, regressando à sua tribo. Dali voltou a Melilla em 1917, e retomou o seu posto de «juiz dos juízes».

Pela morte de seu pai tornou-se no cabecilha da resistência marroquina contra as forças espanholas e, após algumas vitórias em campanha, foi nomeado emir do Rif em 1922.

O Estado independente criado por ele obteve o favor dos países islâmicos e da III Internacional, mas a actuação conjunta franco-espanhola, dirigida pelos generais Primo de Rivera e Pétain, conseguiu vencer Abd el-Krim que, rendido aos franceses, foi deportado em 1936 para a ilha da Reunião.

Abd El-Krim (Autor: Imagem em domínio público)

Abd El-Krim (Autor: Imagem em domínio público)

Desembarcado em Port Said na sua viajem à Costa Azul, onde tinha sido autorizado a residir, conseguiu asilo no Egipto, país em que presidiu o Comité de Liberação do Norte de África e onde residiu até à sua morte.

Após ter abandonado a actividade política em 1952, o rei de Marrocos, Mohamed V, nomeou-o, seis anos mais tarde, herói nacional.

(Ajdir, 1882- Cairo, 1963). Caudilho marroquino. Pertencente à tribo Beni-Urriagel, e filho de um cádi (juiz civil), recebeu educação em Tunísia e Fez, chegando a ser ele próprio cádi e «juiz dos juízes».

Em 1915 foi encarcerado pelos espanhóis pelas suas tentativas de oposição às forças coloniais, mas foi posto em liberdade após onze meses de prisão, regressando à sua tribo. Dali voltou a Melilla em 1917, e retomou o seu posto de «juiz dos juízes».

Pela morte de seu pai tornou-se no cabecilha da resistência marroquina contra as forças espanholas e, após algumas vitórias em campanha, foi nomeado emir do Rif em 1922.

O Estado independente criado por ele obteve o favor dos países islâmicos e da III Internacional, mas a actuação conjunta franco-espanhola, dirigida pelos generais Primo de Rivera e Pétain, conseguiu vencer Abd el-Krim que, rendido aos franceses, foi deportado em 1936 para a ilha da Reunião.

Desembarcado em Port Said na sua viajem à Costa Azul, onde tinha sido autorizado a residir, conseguiu asilo no Egipto, país em que presidiu o Comité de Liberação do Norte de África e onde residiu até à sua morte.

Após ter abandonado a actividade política em 1952, o rei de Marrocos, Mohamed V, nomeou-o, seis anos mais tarde, herói nacional.

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