A Descoberta dos Açores e da Madeira

É uma das maiores polémicas e incertezas aquelas que envolvem a Descoberta dos Açores e a Descoberta da Madeira.

Entre essas diferentes teorias sobre este facto, algumas delas assentam na apreciação de vários mapas genoveses produzidos a partir do ano de  1351.

Assim, estes mapas levam os historiadores a afirmar que já se conheceriam aquelas ilhas aquando do regresso das expedições às ilhas Canárias realizadas em vários períodos temporais entre os anos de 1340 e 1345, no reinado de Afonso IV de Portugal.

Outras diferentes teóricas de outros historiadores referem que o descobrimento das primeiras ilhas (São Miguel, Santa Maria, Terceira) foi efectuado por marinheiros ao serviço do Infante D. Henrique, embora não haja qualquer documento escrito que por si só confirme e comprove tal facto.

A apoiar esta versão existe apenas um conjunto de escritos posteriores, baseados na tradição oral, que se criou na primeira metade do século XV.

Algumas teses mais arrojadas consideram, no entanto, que a descoberta das primeiras ilhas ocorreu já ao tempo de Afonso IV de Portugal e que as viagens feitas no tempo do Infante D. Henrique não passaram de meros reconhecimentos.

Descoberta da Madeira

Convém ainda realçar que as ilhas do arquipélago da Madeira já seriam conhecidas antes da chegada dos portugueses, a crer em referências presentes em obras, bem como na representação destas em cartas geográficas.

Entre as obras que se referem à Descoberta da Madeira salientam-se passagens do Libro del Conoscimiento (após 1385), obra de um espanhol, na qual as ilhas são referidas pelo nome de “Leiname“, “Diserta” e “Puerto Santo“.

Relativamente à Descoberta da Madeira, a primeira actividade foi relativamente à agricultura local. Esta teve um enorme relevo tendo sido desenvolvida a cultura cerealífera do trigo.

É uma das maiores polémicas e incertezas aquelas que envolvem a Descoberta dos Açores e a Descoberta da Madeira (Autor: MRB)

É uma das maiores polémicas e incertezas aquelas que envolvem a Descoberta dos Açores e a Descoberta da Madeira (Autor: MRB)

Inicialmente, os colonizadores produziam trigo para a sua própria subsistência mas, mais tarde, este passou a ser um produto de exportação para o reino.

No entanto, esta produção sem razão aparente começou a decair, sendo que para combater esta crise, o Infante D. Henrique mandou plantar na madeira, e começar portanto a sua produção: a cana do açúcar, muito rara na Europa, devido ao clima, mas que na Madeira se conseguiu desenvolver.

Séculos mais tarde, a partir do século XVII o vinho passou a ser o mais importante produto da exploração madeirense, já que a cultura da cana-de-açúcar fora, entretanto, incentivada no Brasil (a partir de 1530) e em São Tomé e Príncipe, o que abalou profundamente a economia madeirense.

O clima do arquipélago açoreano é bem menos quente quando comparado com o do arquipélago da Madeira. Assim, para que os colonos pudessem cultivar as terras foi necessário desbastar densos arvoredos que proporcionavam matéria-prima para exportação, para produção escultórica (cedro) e para a construção naval.

O cultivo de cereais e a criação de gado foram as actividades predominantes, com o trigo a registar uma produção considerável.

A produção de pastel e a sua industrialização para exportação destinada a tinturaria também desempenhou um papel relevante na economia do arquipélago.

A exploração do pastel e da urzela , esta também para tinturaria, atingiu o seu auge precisamente quando a produção de cana-de-açúcar (tentada mas sem grandes resultados económicos) e de trigo entraram em decadência.

Em termos oficiais, estas duas regiões, têm o cariz de regiões autónomas portuguesas, de resto naturalmente previstas na constituição da república.

Os órgãos de Governo próprio são a Assembleia Legislativa, um parlamento uni camaral composto por 52 deputados eleitos por sufrágio universal e directo cada quatro anos (última eleição a 17 de Outubro de 2004), e o Governo Regional, de legitimidade parlamentar, composto por um Presidente do Governo, um Vice-Presidente, e por 7 Secretários Regionais.

A República Portuguesa é especialmente representada nos Açores por um Representante da República, nomeado pelo Presidente da República.

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